20 de nov de 2015

'Cidade Aberta'

Terrível, não?!

O site do SETE DIAS repercutiu, nesta semana, matéria do jornal Hoje em Dia sobre o aumento de crimes violentos em MG, de janeiro a setembro de 2015 face ao mesmo período de 2014. A notícia não é boa: entre as maiores cidades mineiras, as com população acima de 200 mil habitantes, Sete Lagoas figura num preocupante 4º lugar, depois apenas de Ribeirão das Neves, Santa Luzia e Montes Claros.

14 de nov de 2015

'Cidade Aberta'

Papelaria

Em 2011, quando a região serrana do Rio de Janeiro derreteu-se, a causa apontada não foi apenas a temporada de chuvas intensas, mas a sua associação com a ocupação desordenada das áreas rurais com uso urbano. À época, os urbanistas consultados foram obrigados a reconhecer que os planos diretores das cidades afetadas haviam fracassado no seu objetivo de promover o ordenamento territorial. Eram apenas papéis inócuos na defesa do interesse público frente ao pragmatismo dos interesses privados.

'Cidade Aberta'

Obscurantismo

As câmaras de Sete Lagoas e Campinas viraram motivo de chacota, nas redes sociais, por terem aprovado monções dirigidas ao MEC, repudiando a inserção de uma questão no ENEM sobre igualdade de gênero. Se a questão, baseada na conhecida frase de Simone de Beauvoir de que “ninguém nasce mulher: torna-se mulher”, publicada no longínquo pós-guerra, pretendesse suscitar uma reação opinativa do estudante sobre o tema, ainda assim seria pertinente por sua atualidade. Não obstante, ela sequer teve essa intenção, focando, na verdade, na sua dimensão histórica, sobre com qual movimento essa frase havia contribuído na década de 1960. Testar o conhecimento do aluno de ensino médio sobre os movimentos de protesto, no mundo todo, em especial na França, naqueles anos, é algo absolutamente adequado, embora os vereadores não pensem assim.

'Cidade Aberta'

Um sonho intenso

No último sábado, assisti a um documentário fantástico no canal Curta!, debatendo o processo de industrialização e o modelo de desenvolvimento brasileiros, de Vargas a Lula, a cada período político. Dentre outros,  contava com a participação de economistas como Adalberto Cardoso, Belluzzo, Maria da Conceição Tavares, José Murilo de Carvalho, Carlos Lessa, João Manuel Cardoso de Melo e Francisco de Oliveira. A um só tempo, mostrava, de maneira equilibradíssima e compreensível, tanto o lado contraditório quanto o evolutivo da história nacional, nesse quase um século. O nome era, em si, muito sugestivo: ‘Um sonho intenso’.