19 de ago de 2015

A Marcha do Terror

São duas coisas diferentes.

Uma coisa é indignar-se com escândalos de corrupção. Ou, por razões ideológicas, discordar e opor-se frontalmente aos governos do PT. E, em razão disso, ir às ruas e manifestar-se, energicamente. Isso é legítimo!

Outra, em nome do combate à corrupção, é fechar os olhos para a realidade da política brasileira e demonizar um lado e endeusar o outro. É levantar bandeiras sem questionar suas consequências, nessa lógica de ser oposição por ser oposição. Isso ou é inocência ou é oportunismo.

Mas, sobretudo, em nome da falácia pretensamente inocente das boas causas, é marchar atrás de faixas de ódio como as que foram levantadas no último domingo. Quem admite estar ao lado de cartazes sangrentos como 'por quê não mataram todos em 1964' e 'Dilma, pena q não te enforcaram no DOI-CODI', em alguma medida, compactua-se com eles. Não há desculpas: o nome disso é terrorismo!

As fotos abaixo misturam 'inocência', oportunismo e terrorismo. Tudo junto e misturado.











Um comentário:

Anônimo disse...

Caro Flavio de Castro,
Uma coisa é ser 'INOCENTE ÚTIL" e acreditar que a besteira da volta da ditadura e outras sandices poderiam ser a solução para o Brasil .
Me desculpe, mas não ponha os defensores da monarquia constitucional neste país, COMO EU, no mesmo balaio dos que numa manifestação , aparentemente, democrática, fazem a saudação nazista e outras coisas do gênero.
Deve ser problema de ter pertencido, ou pertencer, ainda, ao partido do governo, que sempre teve um discurso pseudosocialista e pseudomoralizande, e que está ai dando no que está dando. Historicamente o PT é um balaio de gatos, nunca foi partido democrático, mas um amontoado de grupelhos que sobraram da era dos milicos. Nasceu velho em 1979. E na sua gênese, está a participação do partido nacional socialista dos trabalhadores brasileiros, portanto...
Uma coisa é ser republicano, petista, e até considerar o zé Dirceu herói do povo brasileiro, mas por favor, não me jogue na vala comum desta república de bananas. Sou contra esta bandalha, e seri assim até a morte.
Luizão