25 de jul de 2015

'Cidade Aberta'

O poder terapêutico do asfalto

Por certo, muitas pessoas fazem juízos muito abalizados da administração municipal; a maioria, não! Dessa administração e de todas as outras. Tenho pra mim que a maioria da população, na verdade, muda de humor por razões bem prosaicas. Nesse caso, acho que não há nada mais influente no humor sete-lagoano do que o poder terapêutico do asfalto!

23 de jul de 2015

'Cidade Aberta'

O ovo e a galinha

O uso do carro particular tornou-se um costume tão arraigado, entre nós, que quem o utiliza não vê futuro sem ele. Pode-se viajar ao exterior, apaixonar-se pelos sistemas de transporte de lá, que, quando se retorna, aqui, não se desapega do próprio carro, de jeito nenhum. Como no caso do ovo e da galinha: a adoção espontânea pelo cidadão de novas práticas de locomoção é que pressionará a melhoria do sistema público ou a melhoria do sistema é que estimulará as pessoas a deixarem o carro na garagem?

12 de jul de 2015

'Cidade Aberta'

Um beco sem saída!

Até os anos 1980, Sete Lagoas cresceu de maneira razoavelmente equilibrada. Os mapas mostram uma malha urbana coesa em torno da área central. Já nos anos 1990, evidencia-se uma característica que ganhou força, adiante: a fragmentação. O tecido urbano passou a se esfarrapar nas bordas, seguindo eixos viários não planejados. Esse modelo de crescimento desordenado e periférico, hoje bastante bem configurado, apresenta impactos muito ruins: oneração das redes de serviços públicos, ampliação das distâncias com agravamento das condições de mobilidade, pressão sobre áreas ambientais frágeis e áreas rurais produtivas e, o que é pior, segregação social. No limite, têm-se guetos ricos e pobres que dão razão a uma frase maldita: “diga-me o seu CEP e eu lhe digo sua classe, sua renda e sua cor”.

7 de jul de 2015

'Cidade Aberta'

Nos primórdios da civilização

A Prefeitura está concluindo a chamada estação de transbordo, na esplanada da Estação Ferroviária, e já se pode, agora, observar o resultado daquela obra interminável. É lamentável! Não me refiro a uma observação estética porque isso é subjetivo e secundário. Refiro-me ao porte, à tipologia e à adequação da construção frente à natureza e ao tamanho do problema que ela se propõe a resolver e ao conforto que oferece à população usuária. É simplória demais!

Dúvidas não faltam...

Em atenção a um leitor anônimo, que disse que eu devia ter postado o texto anterior ['O sete-lagoano não merecia coisa melhor?!'] há três anos e não agora, publico artigo da coluna Cidade Aberta, publicado originalmente no SETE DIAS, em 23/06/2011, portanto, quatro anos atrás, sobre o mesmo tema: a tal estação de transbordo.