12 de abr de 2015

Eu, ver.55

Na próxima terça, começo a rodar na nova versão 55. E pus o pé nessa semana de lançamento com a tradicional perda de sono: três da madruga desse domingo e eu lá procurando o sol. Ainda bem que tinha F1. Ainda bem, vírgula. Nem para atrair o sono a enfadonha F1 moderna serve. Os pelotões da frente pareciam desfile estudantil:  uma organização desengonçada, mas dentro da melhor ordem colegial. Depois da bandeirada - com safety-car, pra tornar tudo mais nonsense, apelei para House of Cards. Eu jurei que passaria por essa vida seriados-free, mas fraquejei. Noite adentro, capítulos e capítulos, literalmente, em série, ligadíssimo. Enfim, às seis e meia, cochilei. Às dez, tomei um café forte. Às onze, resolvi dar uma caminhada. Caminhar é mais enfadonho que desfile ginasial que é mais enfadonho que F1. Na barragem Santa Lúcia, uma volta andando, uma volta trotando. Eu não gosto de conselhos - nem de dar nem de receber, mas confesso que alguns eu devia ter ouvido. Se bem que ouvi o conselho enfisemático de parar de fumar e até hoje não sei se fiz bem. Eu fumei muito dos 13 aos 26 e parei. Considerando que tudo na vida se resume a ser o menos medíocre possível, tenho dúvida se parar de fumar foi uma boa. Até hoje as melhores fitas de cinema me dizem que não, que quem fuma tem algo mais, um plus-a-mais que eu perdi. Mas outro conselho, esse eu acho que devia ter ouvido: cuide de suas juntas! Eu tomei gosto pelas corridas longas, mas sem cuidados com as juntas. Até que me apareceu um problema de hardware no tornozelo esquerdo. Com isso, a minha versão 54 rodou lenta, sem os terapêuticos 10 km matinais. E com quilos e quilos a mais. Coisa que a versão 55 promete ter corrigido. A propósito, outro conselho que eu me arrependo de ter dado de ombros foi aquele que sugere que, depois de certa idade, você deve precaver-se de refluxos: 15cm de livros debaixo da cabeceira de seu colchão e cuidados extras antes de se empanturrar de beber e comer, tarde da noite. Fico aí, agora, tendo que lidar com os incômodos de todos os exageros. Fazer o quê?! Seja como for, na entrada da semana natalícia, resolvemos comemorar em família os meus 55 com os exageros possíveis: bruschettas tradicionais com um vinho francês e lombo de bacalhau com alho numa cama portuguesa com vinho do Douro. Impossível! Deus me abençoe!

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