26 de fev de 2015

O fim dos blogs

O Marcão Avellar me mandou o link de um artigo do Pedro Doria, n'O Globo, que de forma muito verdadeira fala da derrocada dos blogs. Mutatis mutandis, o que ele diz lá é algo que se aplica aqui.


Ainda que nada nessas bandas tenha a ver, minimamente, com Andrew Sullivan, há cinco anos, este blog tinha, para o universo sete-lagoano e para o tipo de assunto que aborda, uma boa audiência. Tornou-se uma 'praça', presenciou debates acalorados, fez festas, promoveu aula do céu, uniu pessoas distantes e próximas, mas, aos poucos foi perdendo o ritmo. E ainda que outros fatores possam justificar isso, a explosão do Facebook é, sem dúvida, a melhor explicação.

A despeito dessa realidade avassaladora, às vezes, eu tenho vontade de retomar mais assiduamente as postagens. Se não para outros leitores, para mim mesmo. É que nessa transição de blogs para perfis de redes sociais, um lacuna ficou sem ser preenchida. As redes são virais, instantâneas, irrefletidas, taxativas, rápidas, impensadas, gestuais, mas não foram capazes de se substituir aquilo que os blogs faziam e faziam bem: como disse Doria, de serem "uma plataforma que reunia reflexão, a possibilidade de mudar de opinião, conversas profundas". Disso eu sinto saudades.

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