7 de dez de 2014

Eu amo a LDO

Meus amigos, com mil perdões, vou usar a expressão correta: esse papo está enchendo o saco! Eu sei que política é coisa séria, que pode ter consequências terríveis, mas por mais coisas sérias que estejam acontecendo por aí, francamente, nesses dias, ela, a tal política, se enfiou ali, no limbo entre o drama e a comédia. Mais para comédia!

Deus me perdoe se eu tiver que pagar língua e acordar com tanques nas ruas, amanhã às seis da matina, mas esse excesso de teorias conspiratórias me cansou. Eu não sei se rio mais da turma que está pedindo o impeachment de Dilma, com o Lobão com aquela barba horrorosa, ou se rio dos que andam morrendo de medo desse tal impeachment, com seu impressionante criatório de fantasmas. 

E o ôba-ôba em torno do Aécio? Eu confesso que ando gostando mais desse Aécio pitbull do que aquela outra versão tancrediana de Aécio, o conciliador. Quem tem duas caras não tem nenhuma, não é mesmo? Mas entre uma versão falsa e outra também, essa nervosa é melhor. Mais bizarra, pelo menos. Vai dar em alguma coisa? Sei lá; isso é problema dele. Eu concordo com quem acha que isso tem menos a ver com oposição a Dilma e mais com oposição a Alckmin. Coisa de tucanos, portanto. Agora, hilário é ver que dilmistas andam dando mais valor a esse novo Aécio do que ele próprio. Enquanto todo mundo esperava por ele, na Paulista, ontem, ele, em pessoa, pessoalmente, estava lá, tranquilo, no Leblon, nem aí pro Lobão enlouquecido 'cadê o Aécio?'. 

Mas confesso que minha paciência bateu no teto mesmo quando vi essa barulheira toda em torno do superávit primário. Quando eu vi gente defendendo isso com unhas e dentes, eu me perguntei: será que todo mundo sabe o que está falando? Faltava pouco para o copo entornar e entornou: a última gota pingou no momento em que esse papo de superávit passou a ser tratado como um atentado a LDO. Isso mesmo: a pobre LDO, com toda intimidade. Juro: eu achava possível ver Jesus, frente a frente, mas não achava que um dia veria LDO virar cabo de guerra da política. Ninguém nunca ligou pra isso, por que justo agora? Quanto amor, repentino e indignado, meu Deus, por míseras três letrinhas!

Escrevi duas vezes a palavra Lobão, com essa três; só vou escrever mais uma. Quando a política elege como personagens tipos como Lobão, a aposentada tucana e os destrambelhados na rua pedindo intervenção militar, de duas uma: ou a coisa é séria ou a piada é grande. Fico com a piada. Isso não pode ser sério.

2 comentários:

Dalton Andrade disse...

amigo, é um passeio sempre bom e divertido passar aqui nesse pedaço. Aquele,
Dalton

Blog do Flávio de Castro disse...

Dalton, sempre bem-vindo!

Preciso reaquecer esse blog para contar com a sua presença mais amiúde.

Abs, Flávio