8 de nov de 2014

F1 chega a Interlagos

A F1 caminha para o encerramento da temporada. Uma temporada estranha. A temporada dos bicos de ornitorrinco e do som de liquidificador. A temporada em que, subitamente, as duas maiores equipes - Ferrari e RBR - desapareceram. A temporada em que Alonso e  Vettel, os duelistas de ontem, subitamente, inexistiram [vocês já viram isso antes?; vocês considerariam a hipótese de Prost e Senna, Piquet e Mansel, no auge da carreira, correrem como pilotos medianos?]. A temporada de Ricciardo e Bottas. A temporada do ocaso da Marussia e da Caterham. A temporada que termina com o menor grid de muitos anos, com 9 equipes. A temporada em que Felipe Massa lutou e perdeu para o azar; e que azar! A temporada que muitos acharam das mais competitivas, mas não por mérito de pilotos, braços, carros e equipes, mas de regras e regras. A temporada em que, pela primeira vez, depois de 40 anos, eu não consegui torcer a favor de ninguém e, pasmem!, muito menos contra alguém, nem contra Alonso. A temporada em que, pela primeira vez, depois de 40 anos, eu deixei de acordar de madrugada para assistir a corridas do outro lado do mundo.

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