30 de mai de 2014

'Cidade Aberta'

Pedalando no caminho certo!

A coluna de hoje é uma homenagem aos 250 ciclistas que não se renderam ao medo e expressaram toda a sua indignação, publicamente, contra os frequentes assaltos que andam ameaçando a prática desse esporte. A coluna Cidade Aberta, no SETE DIAS, pode ser lida AQUI.

[Foto disponível no perfil de Max Tadeu Gonçalves, no Facebook]

25 de mai de 2014

Hoje tem Mônaco

Final de semana com final da Champions League, no sábado; Campeonato Brasileiro, no sábado e no domingo; e F1, na manhã de domingo, convenhamos, é um final de semana e tanto. Ainda mais quando a corrida é em Mônaco, não é mesmo?!

Pois então, oito e meia da manhã, eu estou aqui concentradíssimo, esperando a chegada das primeiras imagens do principado. Enquanto isso, fico lamentando a maré de azar de Felipe Massa. Ele tinha tudo pra fazer uma bela temporada, mas, sem que possa fazer nada - a não ser rezar -, uma corrida atrás de outra, a sorte lhe deixa ao deus-dará. Ontem, foi um azar sueco. A sequência desastrosa, desde a Malásia, foi compilada pelo G1 e está AQUI.

E a festa merengue, ontem, hem?! Não foi um show de técnica, mas foi um show de emoção. Putz! Por coisa de 120 segundos a taça seria atleticana. Não do alvinegro daqui, mas do Villa Nova de Madrid. Tem gente pondo a culpa nos 5 minutos do juiz. Eu acho que não; acho que os rojiblancos cairam na velha maldição de conseguir vantagem no placar, ficar sob pressão, recuar muito e ver o tempo passar devagar demais. Durante o bombardeio merengue, a equipe de Simeone - aliás, Diego Simeone foi um show a parte - não conseguiu descolar um único contra-atraque que desse gosto e matasse a partida. Depois do gol de empate, aí a história passou a ser outra.

Mas eu achei que a final espanhola em terras lusitanas - além das emoções - iria nos dar de presente a ausência do Galvão na F1. Que nada!; 8:57 e a criatura já está aqui, ele, a Globo e você, bem-amigos, já em definitivo. Vamos lá: hoje, só por diversão, eu vou torcer contra as Mercedes e por uma vitória de Daniel Ricciardo, o cara que anda animando a brincadeira...

24 de mai de 2014

'Cidade Aberta'

Do populismo ao autoritarismo

"Afinal, sociedades que se sujeitam - passivamente, como falamos no último artigo - a governos populistas ou autoritários são, sempre, sociedades politicamente frágeis". É esse o caso de Sete Lagoas?! Esse é o mote da coluna Cidade Aberta, no SETE DIAS, desta semana [AQUI].

22 de mai de 2014

Enfim, a Câmara tem sido ou não subserviente?

Recebi, ao que soube, uma saraivada de críticas por parte de alguns vereadores, na reunião ordinária da Câmara, na última terça-feira. Acho compreensível. Eu tenho sido crítico do desempenho da Câmara - ou das Câmaras, porque não só da de Sete Lagoas -, há muito tempo. Compartilho de duas percepções que já ouvi várias vezes, portanto, que não são originalmente minhas. Uma, de que o poder legislativo, via de regra, tornou-se um poder fraco, no nosso modelo republicano, especialmente nos municípios, onde o poder executivo costuma ser imperial. Outra, de que, nesse ambiente fragilizado, há uma tendência ao desaparecimento de vereadores ideólogos, com capacidade de formulação e proposição, pelo domínio de vereadores com um perfil "de clientela" [utilizando uma expressão que não é minha].

A razão das críticas foi uma frase no meu último artigo na coluna Cidade Aberta, no SETE DIAS, sobre o aumento do IPTU [AQUI]: "O Legislativo, ciente dessas fragilidades, por maioria, abdicou de seu papel moderador, guiou-se pela subserviência e aprovou o aumento". Creio que, especialmente, o "guiou-se pela subserviência" não agradou muito.

Eu não desejo rebater nenhuma das críticas, mesmo porque não estava presente e não sei, com precisão, o que foi dito, por quem e em que tom. Ademais, tendo eu feito uma crítica - e ressalvo: não foi a primeira vez - tenho que aceitar, democraticamente, a manifestação contraditória, não é mesmo?! Assim, sem nenhum interesse numa auto-defesa, faço, aqui, apenas dois ou três comentários para chegar, então, a uma observação final.

O primeiro comentário é sobre o vereador Gonzaga. Ao que soube, foi ele quem tomou a iniciativa de ler o trecho do artigo e levantar a discussão. Eu quero dizer que, no lugar dele, faria a mesma coisa. Por uma razão: o artigo disse que "por maioria" a Câmara optou pela subserviência, mas não apontou quem formou a minoria que não se submeteu ao desejo do Executivo. E o Gonzaga fez parte dessa altiva minoria. Até onde eu pude acompanhar, o vereador Gonzaga teve um papel sereno, mas firme, contrário ao projeto de aumento do IPTU tal como foi aprovado. Ao reagir ao artigo, naturalmente, ele marcou, por direito, a sua posição e repudiou uma crítica que, nesse assunto, pode caber a outros, mas não a ele. Perfeito!

O segundo comentário é sobre uma crítica que, ao que entendi, teria vindo do vereador Douglas. Também com relação a ela não tenho nenhuma defesa pessoal a fazer; apenas, uma consideração conceitual. O vereador teria dito alguma coisa como 'se eu [Flávio] sou bom para criticar que eu devia, antes, colocar meu nome a prova' ou algo que o valha. Ou seja, ele hierarquizou e subordinou o direito à crítica. Nessa perspectiva, fico me perguntando: - para criticar a Câmara todo cidadão deverá demonstrar, antes, a capacidade de ser eleito vereador? Ampliando esse conceito: - então, para criticar o poder executivo qualquer cidadão precisará demonstrar, antecipadamente, o seu potencial em se eleger prefeito ou presidente da República e assim sucessivamente? Ou seja: - isso não seria o fim do direito de expressão? A meu ver, há aí uma inversão de valores: - desde quando o livre exercício da política, do direito à crítica, à manifestação, passou a depender da posse de mandatos eletivos e deixou de ser, constitucionalmente, inato a todo cidadão e inerente à cidadania?!

O terceiro comentário relaciona-se à manifestação do presidente da Casa, o vereador Márcio Paulino, que teria sido bastante duro na sua crítica a mim como secretário de Planejamento do governo passado. Também nesse caso, acho inútil qualquer auto-defesa. Esse é um assunto superado. A essa altura, é impossível resgatar a verdade dos fatos, já totalmente encoberta por versões e, como se sabe, qualquer versão é maculada pelo interesse político que a move. Sobre a tese que se pode extrair dessa crítica do vereador Lulu, ocorre-me a seguinte questão, não apenas para o meu caso, mas de maneira geral: - desde quando opiniões subjetivas, ainda que legítimas, mas não consensuais, ao sabor do critério de cada um, sobre pessoas que exerceram funções políticas, prejudicam essa pessoa no exercício posterior de sua cidadania, ativamente, por outros meios e por outras formas?

Enfim, minha última observação: eu ouvi mais de uma versão sobre o que se passou nessa reunião da Câmara, sobre as críticas a mim, mas não ouvi nada sobre o mérito, propriamente, da crítica que eu fiz no jornal; ou seja, no que interessa, a Câmara tem sido ou não subserviente ao poder executivo municipal?

De minha parte, quero esclarecer que fiz essa afirmação, de que o Legislativo, por sua maioria, "abdicou de seu papel moderador, guiou-se pela subserviência e aprovou o aumento" de IPTU, com base em dados objetivos: [1] ele aprovou mesmo sabendo que havia evidências de transgressões a obrigações legais que não eram apenas formais, mas que interferiam no conteúdo da proposta; [2] aprovou sem ter absoluto domínio dos seus efeitos porque não dispunha de estudos técnicos conclusivos que permitissem uma avaliação inequívoca e segura; prova disso é que os próprios vereadores, como todos os sete-lagoanos, só estão tomando consciência dos impactos reais da lei com o recebimento dos carnês; [3] enfim, sem fundamento técnico, por decorrência, aprovou com base, exclusivamente, numa avaliação política - no caso, subserviente ao governo - como muito bem teria apontado o vereador Dalton Andrade, na mesma reunião de terça. Lembrando que o Dalton foi o primeiro vereador a estudar o projeto do governo e a alertar para os seus problemas críticos.

16 de mai de 2014

'Cidade Aberta'

Passividade tem preço!

Eu acho necessário, sim, corrigir os valores do IPTU de Sete Lagoas porque há indícios demais de que os critérios atuais de cálculo não são justos e, ainda, de que há muita sonegação. Mas esse senso de justiça não cai do céu e só pode ser extraído de um amplo debate social. Esse debate não aconteceu. Porque o governo não quis e a sociedade não se interessou. Os primeiros carnês já foram distribuídos e geraram polêmica, especialmente entre empresários. Segundo o SETE DIAS de hoje, "Prefeitura fecha o cerco a indústrias e siderúrgicas". Se o IPTU industrial está subvalorizado, ele precisa, sim, ser corrigido. Mas o novo critério é sustentável? Por que as entidades representativas dos empresários não se mobilizaram, antes, quando o projeto de aumento tramitava na Câmara? Os carnês residenciais, já já, estarão sendo entregues e também prometem polêmica. Uma vez mais, o aumento do IPTU é o tema da coluna Cidade Aberta, no SETE DIAS. Sua versão digital pode ser lida AQUI.

'Cidade Aberta'

A foto de Bilu e Fazer Melhor

Alguns dias de férias porque ninguém é de ferro, não é mesmo? Pois então, nesses dias foras, duas colunas Cidade Aberta foram publicadas no SETE DIAS. Aos que se interessarem vão aí os links. No artigo A foto de Bilu [AQUI], eu comparo o belíssimo calçamento mostrado numa foto antiga, postada por nossa amiga Bilu Andrade no Facebook, com os nossos calçamentos atuais. Duro de ver. No artigo seguinte, Fazer Melhor [AQUI], o tema é canalização do córrego do Diogo, nas imediações do PA. Canalizar é mesmo a melhor opção?