7 de abr de 2014

Bahrein

Na postagem anterior eu disse que "o Bahrein, sim, sinalizará o futuro". E, então, dada a bandeirada final, qual futuro Bahrein sinalizou? Senão o futuro distante, pelo menos o futuro próximo, no horizonte dessa primeira parte da temporada.

Sobre Massa, Bahrein sinalizou que ele [ainda] não é um ex-piloto. Sua largada foi magistral e o manteve vivo. Pulou de sétimo para terceiro lugar de forma limpíssima. Mas terá vida difícil: cá entre nós, seu companheiro Bottas é muito bom!

Aliás, aí está o segundo e mais enfático sinal do deserto barenita: os ditos pilotos número 1 caíram do galho. Pelo visto, ninguém terá moleza, nesse começo de ano! Mais à frente pode até ser que sim, quando as equipes começarem a fazer as suas contas e a se meter, lamentavelmente, na pista. Hoje, a dez voltas do final, quando o safety car saiu, isso ficou claro. Foram cinco duelos acirrados entre cinco equipes, internamente. Na ponta, as duas Mercedes, com Hamilton e Rosberg; Hamilton ganhando. Em seguida, as  duas Force India, muito competitivas em Bahrein, com Pérez levando a melhor. Depois as duas RBRs e, aí, a novidade: Ricciardo desbancando Vettel, sem dó nem piedade. Colado bem atrás, as duas Williams com Massa se sobrepondo. E, ainda, as duas Ferrari, Alonso à frente. O que comprova que interferências dos boxes são sim nefastas para a F1: não fossem esses duelos, francos e livres [que o G1 chamou de épicos], a corrida teria perdido sua parte mais emocionante.

Aí vem o terceiro e melhor sinal: não sei não, mas se Bahrein for um padrão, vamos ter que concordar que as novas regras da F1 - apesar do barulho dos motores e dos bicos horrorosos - restabeleceram a competitividade na categoria. Eu assisti à corrida do começo ao fim e tendo a concordar com a avaliação de jornalistas [que costumam ser fantasiosos demais] de que foi uma das melhores provas dos últimos anos.

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