16 de mar de 2014

F1 roda o ano

Não, o ano novo não começa depois do Carnaval. Na verdade, meus amigos, o ano novo começa depois das férias, do veranico de janeiro, da volta do futebol, do Carnaval e, enfim, do demorado retorno da F1. Só aí retoma-se a normalidade plena. Portanto, 2014 deu largada nesta madrugada, às 3:00 de Brasília, a partir de Melbourne, na Austrália. E, naquele momento exato, eu estava dormindo. Depois de muitos anos acordando fosse que hora fosse para ver as luzes vermelhas se apagarem pela primeira vez, neste ano, não fui à pista. Depois da decepcionante temporada de 2013, acho que desanimei. Mas não totalmente: não me contive e, às 11:00 deste domingo, vi o replay da corrida inteira pelo SPORTV, assim como a gente assiste à reprise dos fogos de Copacabana no almoço do dia 1º. E gostei do que vi!

[O novo bico de 'bagre' da Ferrari: o mais feio de todos! Foto: f14t.ferrari.com]

Com a drástica mudança nos regulamentos que obrigou à uma reformulação total nos carros, novidades já eram esperadas. A mais visível delas, inclusive, já vinha se tornando piada a cada apresentação dos novos carros, na pré-temporada: os horrorosos bicos! Feios pra danar. Cada um pior do que o outro. Mas outras novidades me pareceram mais bem-vindas. A principal delas subiu ao pódio ou, quando não tanto, pelo menos pontuou: novos pilotos, novos nomes a decorar como os de Daniel Ricciardo, Kevin Magnussen, Valtteri Bottas e Daniil Kvyat. Enfim um GP que não foi dominado por Alonsos, Hamiltons ou Vettels. A verdade do ano pode não ser bem essa, mas já anima.

A outra boa novidade foi o nivelamento dos carros. Nenhuma equipe pode ser posta como destaque absoluto após essa primeira corrida. Nem como desastre total. A Mercedes vinha liderando apostas, ganhou a prova, mas viu seu primeiro carro dar problema. Ao contrário, a RBR vinha sendo criticada, viu Vettel desistir, mas viu Ricciardo brilhar, apesar da punição depois da bandeirada. A McLaren que vinha se rebaixando, dia a dia, fez bonito e ficou com o segundo e terceiro lugares, depois de um longo e tenebroso inverno. A Williams assistiu ao azar do Massa, mas, em compensação, bateu palmas para o belo desempenho de Bottas, pra mim, o melhor do dia.

Mais uma novidade, mas essa tem um lado bom e um ruim. O lado bom é que parece que os pneus - que mandaram na temporada de 2013 - voltaram a ser apenas pneus e nada mais. Mas como a F1 não vive sem suas mazelas, pelo jeito, eles encontraram um substituto à altura: os freios! Os freios eletrônicos aprontaram e já fizeram sua primeira vítima: naturalmente, o azarado do Felipe Massa que foi acertado em cheio, com a precisão de um míssil americano, por um desembestado Kobayashi, com freios traseiros travados, logo na primeira curva. Vai ser fechado assim lá longe, esse Massa!

Ah, já ia me esquecendo de uma última mazela. Todo apaixonado por F1 gosta da trilha sonora das corridas: o indefectível ronco dos motores. Eu nunca assisti a um GP ao vivo e a cores, mas já ouvi relatos de que o barulho é impressionante. Agora, que ronco esquisito, estridente, arranhado é esse desses motores novos?

3 comentários:

Amaro Marques disse...

Saudações aos amigos... Quanto tempo não venho nesta praça... saudades até de nossas saudáveis discussões... Todo mundo aí? Abraços!!!

Frederico Dantas disse...

Acordei para assistir à corrida. Muito mais movido pela curiosidade do que iria acontecer com o excesso de mudanças e pelas previsões de acontecimentos completamente anormais numa corrida de carros do que pela velha fominhagem de ver corridas de F1.

Confesso que não sei se gostei ou não do que vi. Ainda estou em dúvida. Acho que a gente se acostuma. A única coisa que definitivamente não gostei foi do novo barulho.

Veja este vídeo feito nas arquibancadas e praticamente no mesmo ponto, ao final da primeira volta de 2013 e 2014.


http://www.youtube.com/watch?v=jS4Dh_EAfJI&feature=player_embedded

Blog do Flávio de Castro disse...

Fred, gostar, de fato, eu gostei; mas não sei se vou continuar gostando. As boas novidades costumam desaparecer logo, enquanto as ruins ficam eternamente. O barulho dos motores é uma delas, para tristeza de todos nós. Abração, Flávio