3 de fev de 2014

A nova Boa Vista

Não vai aqui nenhuma crítica, muito antes pelo contrário. Desde o início das obras de recuperação da Lagoa da Boa Vista e do seu Parque Náutico fiquei bem impressionado com o que vi. Cheguei a comentar isso AQUI. Obras públicas, em Sete Lagoas, há tempos, andam sendo tão mal executadas, um remendo aqui outro ali, que uma obra um pouco mais abrangente, como esta, acaba impressionando. E, sob vários aspectos, o resultado está ficando bem bacana: taludes padronizados, passeios regularizados e água muito limpa.

Pelo lado da curiosidade - 'curiosidade científica', como se dizia - ou do aprendizado, eu queria comentar a solução adotada especificamente nos taludes, em gabião. Afinal, essa foi uma boa ou uma má ideia? 

Na paisagem, uma solução muito homogênea...

... mas, no detalhe, muito irregular.

Eu ainda não tenho uma resposta. Mas o tempo haverá de nos dizer, se tivermos paciência para observar, de forma interessada.

Por ora, em tese, vejo vantagens e desvantagens. Uma vantagem: a produção de gabião é mais industrial ou, pelo menos, muito menos artesanal do que a solução que historicamente vínhamos adotando de taludes em mosaico de pedra São Tomé, como na Lagoa Paulino. Outra vantagem: por ser uma tecnologia mais industrial, ela apresenta um resultado aparentemente mais padronizado, mais homogêneo.

E as desvantagens? Não olhando apenas a paisagem - a homogeneidade, vista de longe [como na primeira foto] -, mas, aproximando-se e atentando-se para o detalhe [como na segunda foto], há uma, a conferir: as pedras de mão dentro das gaiolas de arame de aço geram uma solução muito mais 'bruta'. Nesse caso, o problema não é exatamente de aparência, mas de provável dificuldade de manutenção. Como capinar e retirar lixo dessa superfície tão irregular?!

Esse tema pode parecer bobagem e, de fato, deve ser um tema inútil para 99,9% das cidades do mundo. Mas não deveria ser visto como irrelevante para um cidade como a nossa, com nossas inúmeras lagoas. No nosso caso, como comentei em um ARTIGO na coluna Cidade Aberta, no SETE DIAS, esse tema, de forma ampla, deveria ser objeto de estudos até chegarmos a uma tecnologia testada e comprovada de preservação de lagoas em áreas urbanizadas made in Sete Lagoas. É ou não é?

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