30 de jan de 2014

Notícias de Granada

Eu não conheço a Bárbara. Mas é como se a conhecesse. É inevitável reconhecê-la, com a cara de Rosa, entre "los alumnos más brillantes de Granada", aí nessa foto do jornal espanhol Ideal, bem ao centro, de blusa preta. Se não me bastassem as várias surpresas que esse blog já me trouxe, o convívio nessa 'praça' [como diria Amaro], as boas festas que fizemos na casa do Pablo, a 'aula do céu', as relaxadas e as tensas conversas, os indefectíveis comentários dos anônimos, se já não me bastasse tudo isso, ele ainda me reconectou a velhos amigos, amigos muito queridos da juventude, como os pais de Bárbara, Antônio Claret e Rosana Silveira. Bem aqui no blog, assim como se eu voltasse, inadvertido, a subir a Benedito Valadares e os reencontrasse, perdidos, ali na esquina da Quintino Bocaiúva, não aqui, em Sete Lagoas, mas em pleno centro de Granada. Bem aqui no blog, assim uma esquina imaginária. Bem aqui no blog, assim como mais um daqueles encontros arrebatadores de amigos que não se vêem há trinta anos, talvez, mas que voltam a conversar e seguem, imediatamente, com a mesmíssima afinidade de sempre. E que, mesmo à distância, no espaço e no tempo, falam com uma velha intimidade, trocam cínicas opiniões, riem e voltam a torcer uns pelos outros. E eu torço pela Bárbara, assim desavisado, mas assim também com toda afinidade e natural intimidade. E não é a primeira vez, agora, na Universidade, que a discreta Bárbara é reconhecida por seu talento: há menos de um ano, ela recebeu um diploma de "sobresaliente matrícula de honor", na conclusão do ensino médio, e o prêmio extraordinário de bacharelato de toda a província de Granada. Sei lá se isso é bairrismo meu; se é porque a espanhola Bárbara é também sete-lagoana. Sei lá se é; se for que seja: viva Bárbara!

2 comentários:

Marcão disse...

Que bacana Flávio,
e o texto trouxe saudades dos encontros na casa do Pablo, regados a muita (mas muita) cerveja e boas conversas.

Aquele traidor nos deixou órfãos de clube e foi para Udi.

Abraços

Blog do Flávio de Castro disse...

Marcão,

O Pablo até podia ter ido, mas devia ter deixado a chave de casa [risos]...