12 de dez de 2013

Paixão ou ingenuidade

A paixão pelo futebol e pela F1 me levam, como a uma multidão de fanáticos, a torcer, ano a ano, por esse ou aquele piloto, na F1, e pelo Cruzeiro, no futebol. A cada fim de uma temporada e início de outra, a cada ciclo, é sempre aquela coisa envolvente de prestar atenção em cada notícia, esperar pelos lançamentos dos novos carros, pelos primeiros resultados das mudança de regras, por novas contratações e de fazer novas apostas e criar novas expectativas. Mas, também a cada ano, a cada ciclo, vai se tornando um pouco mais difícil não desconfiar de que por trás de tanta paixão, esconde-se, na verdade, uma enorme ingenuidade.

Na F1, é de se suspeitar, sempre, que os patrocínios, 'a força da grana que ergue e destrói coisas belas', os jogos de equipe, a distância entre os carros 1 e 2 nem sempre tem motivações exatamente esportivas.

No futebol tupiniquim as coisas não apenas não são melhores, como são mais bizarras. Ridículas mesmo. Neste Brasileirão, as únicas certezas que tive foram de que o Cruzeiro foi o melhor time e o Náutico, o pior. Ponto! Que campeonato é esse em que a maior emoção está no rodapé da tabela? Em que, dado o último apito, a disputa segue no tapetão, com quatro times na corda bamba, dois com chance de sair da zona da degola, dois com chance de entrar? Em que as imagens mais marcantes do encerramento do torneio são de um massacre de bandidos travestidos de torcedores?

E não me venham com a conversa de que foi o campeonato com menor nível técnico. Campeonatos com bons níveis técnicos são apenas os que têm a liderança do eixo Rio-SP? Nada disso! Falar isso é criar uma cortina de fumaça. O problema não está no nível técnico; o problema real está no nível de incompetência, de desorganização, pra não dizer tudo mais que se pode dizer, dos jurássicos cartolas do futebol brasileiro.

Desanimador!

[Confronto entre torcedores do Vasco e do Atlético-PR pra fechar o campeonato com chave de ouro!]

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