9 de dez de 2013

Corrida Circuito das Lagoas: 10 sugestões para 2014

Eu não me arrependi nem um pouco de ter feito a Corrida Circuito das Lagoas. Na verdade, eu gostei, e muito, de duas coisas: uma, de ser uma corrida muito familiar, uma corrida em que você conhece muita gente; porque é sempre muito prazeroso correr entre amigos, uns torcendo pelos outros, não é mesmo?!; outra, de que uma corrida em casa, pelas ruas da sua cidade, não tem preço. E, cá entre nós, a definição do percurso, do meu ponto de vista, foi muito feliz, com subidas e descidas muito equilibradas, que tornaram a prova mais instigante e um pouco mais exigente.

Por isso mesmo, meu sentimento foi de que a alegria de correr nesse ambiente fraterno suplantou todos os problemas de organização. E olha que eles não foram poucos!

Eu espero que tenham sido problemas próprios de quem organiza uma corrida pela primeira vez. Que não sejam usados para jogar uma pá de cal sobre a ideia. Mas que sejam usados como meio de aprendizado para que se tenha, no ano que vem, uma II Corrida Circuito das Lagoas impecável. O importante é isso: que esse evento tenha vindo pra ficar; que ele passe a fazer parte do nosso calendário esportivo, se possível, sempre no aniversário da cidade, sempre no segundo domingo de dezembro, sempre no domingo seguinte à Volta da Pampulha. Nesse sentido, olhando, então, para os erros a superar, seguem aí abaixo 10 sugestões para 2014.


[1] Simplifiquem o processo de inscrição. Para se poder largar, neste ano, a pré-corrida foi uma verdadeira prova de obstáculos: foi preciso enfrentar uma fila de pagamento na CAIXA, uma fila de validação de inscrição numa loja de internet, uma fila para se pegar parte do kit na Secretaria de Esportes, uma fila para se pegar o número no local da prova; e uma fila, ao lado, para se pegar o chip. Guardadas as devidas proporções, é bom lembrar que para a Volta da Pampulha enfrenta-se uma única fila.

[2] Divulguem previamente o percurso. A natureza do percurso, para muita gente, é critério de decisão se vai participar da prova ou não. O percurso deveria estar ilustrado no folder de divulgação e não estava. Isso é fundamental!

[3] Organizem largadas por categoria. O sistema de largada única, como foi feito, não existe. A elite tem que largar primeiro. Mesmo porque, com apenas os corredores que disputam prêmios no trecho, fica mais fácil para a organização controlar eventuais fraudes. As categorias de 5km devem largar em seguida. Inclusive para evitar o que acabou ocorrendo: no bolo geral, estudantes e deficientes acabaram se perdendo e fazendo a prova de 10. Por último, a largada da galera geral dos 10km e seja o que Deus quiser.

[4] Divulguem e cumpram rigorosamente os horários de largada. O[s] horário[s] também deveria[m] estar no folder de divulgação e não estava[m]. E o horário informado, ao longo do processo de inscrição, não foi cumprido: a largada às 8:00 só ocorreu depois das 9:00. Os atletas, especialmente, os mais competidores, se preparam para largar em determinada hora e, se isso não acontece, há um prejuízo. Por que não fazer o óbvio: largada de elite às 7:30; de 5km, às 7:45; de 10km geral, às 8:00?!

[5] Disponibilizem banheiros químicos decentes. Os atletas usam muito os banheiros. Ou porque se hidratam demais ou porque vêm de outras cidades ou porque estão com muita adrenalina ou porque a corrida não começa nunca ou por qual motivo for. Neste ano, só havia 5 banheiros, para os dois sexos, um deles fechado, e imundos! A impressão é de que estavam ali, desde outras festas do aniversário da cidade.

[6] Bloqueiem adequadamente o percurso. O atraso na largada foi justificado pela necessidade de revisão do bloqueio das ruas, atrasado pelas chuvas da madrugada. Mas isso não ocorreu devidamente: em vários pontos os corredores tiveram que negociar passagem por entre carros. Por exemplo: na descida da Santa Luzia em direção à trincheira, os corredores deram de cara com carros, na direção contrária, vindos da Norte-Sul; outro: na Norte-Sul, carros passavam correndo, ao lado dos corredores espremidos na faixa direita, sem proteção; e por aí afora. Isso é muito arriscado! 

[7] Sinalizem claramente o percurso. Só quem correu com GPS pôde saber, em tempo real, onde estava. As placas de marcação de quilometragem eram invisíveis! O mais grave: vários corredores deficientes e estudantes que estavam fazendo a corrida de 5km, no meio da turma de 10, simplesmente se perderam por falta de sinalização. Isso não vale!

[8] Cuidem melhor do pós-corrida. Cidadãos reclamando de copos plásticos espalhados pelas ruas, nas proximidades dos pontos de água, horas depois do fim da prova, estão proliferando nas redes sociais. Isso desfaz o bom astral em torno da corrida. Isso não é admissível! Mesmo porque, com apenas três pontos de água, o processo de limpeza é simplíssimo e não justifica qualquer falha.

[9] Divulguem mais a prova. O trabalho para se organizar a corrida deve ter sido muito grande; com todos os problemas, ela teve um astral legal e merecia ter mais participantes. O comentário geral foi de que a divulgação foi falha e poderia ter sido maior. Coloquem como objetivo ter pelo menos mil participantes em 2014; por que não?!

[10] Chamem São Pedro para participar da organização. Putz!, correr na chuva não é de todo ruim; mas correr em meio a tanta enxurrada e pontos de alagamento torna a corrida pesada demais! O prefeito é um cara influente; São Pedro não negaria um convite dele, não é mesmo?!

[Foto do perfil no Facebook de Esportes Livres Entretenimento]

[Foto do perfil no Facebook de Esportes Livres Entretenimento]

[...na chegada!]

3 comentários:

Cristaino Costa disse...

Perfeita análise da corrida, assino em baixo.
Tomara que os organizadores aceitem essas críticas construtivas.

Blog do Flávio de Castro disse...

Cristiano, vou incluir mais uma baseada no seu comentário no Facebook:

(11) Disponibilizem apoio de saúde. No domingo, ninguém viu uma ambulância por perto. Em corridas, não faltam atletas de fim de semana nem faltam aqueles que vão além da conta e precisam de socorro médico. Com isso não se pode brincar!

Que tal? Abs, Flávio

Blog do Flávio de Castro disse...

Cláudia Glória Gontijo, por sua conta vou complementar a sugestão 6, depois de "Isso é muito arriscado!" dizendo:

Nesse caso, para bom funcionamento, os motoristas da cidade devem ser alertados, previamente, pela imprensa, dos pontos e horários de bloqueio e das rotas alternativas.

Que tal? Abs, Flávio