20 de dez de 2013

'Cidade Aberta'

O primeiro Natal de Francisco

Como fica a festa pagã e comercial em que transformamos o Natal frente às palavras e atitudes surpreendentes do papa Francisco?! Essa reflexão é o mote da coluna Cidade Aberta, no SETE DIAS, desta semana pré-natalina, que pode ser lida AQUI.

13 de dez de 2013

'Cidade Aberta'

Pela rota do caos!

De um lado, o novo distrito industrial com grandes indústrias como a IVECO e a AMBEV. De outro, a BR-040, rodovia por onde vêm os insumos e por onde se escoa a produção. No meio, miseravelmente, a cidade de Sete Lagoas! E ao invés de viabilizar o propalado rodoanel, passando por fora da cidade, a Prefeitura insiste em rotas de carga para caminhões pesados, em meio a bairros residenciais e, agora, atravessando a nossa principal área de proteção ambiental. Parece mentira, mas não é. Esse é o tema da coluna Cidade Aberta, desta semana, na página 2 do SETE DIAS, cuja versão digital pode ser lida AQUI.

[A propósito, sobre esse tema, leiam mais AQUI e AQUI]

12 de dez de 2013

Paixão ou ingenuidade

A paixão pelo futebol e pela F1 me levam, como a uma multidão de fanáticos, a torcer, ano a ano, por esse ou aquele piloto, na F1, e pelo Cruzeiro, no futebol. A cada fim de uma temporada e início de outra, a cada ciclo, é sempre aquela coisa envolvente de prestar atenção em cada notícia, esperar pelos lançamentos dos novos carros, pelos primeiros resultados das mudança de regras, por novas contratações e de fazer novas apostas e criar novas expectativas. Mas, também a cada ano, a cada ciclo, vai se tornando um pouco mais difícil não desconfiar de que por trás de tanta paixão, esconde-se, na verdade, uma enorme ingenuidade.

Na F1, é de se suspeitar, sempre, que os patrocínios, 'a força da grana que ergue e destrói coisas belas', os jogos de equipe, a distância entre os carros 1 e 2 nem sempre tem motivações exatamente esportivas.

No futebol tupiniquim as coisas não apenas não são melhores, como são mais bizarras. Ridículas mesmo. Neste Brasileirão, as únicas certezas que tive foram de que o Cruzeiro foi o melhor time e o Náutico, o pior. Ponto! Que campeonato é esse em que a maior emoção está no rodapé da tabela? Em que, dado o último apito, a disputa segue no tapetão, com quatro times na corda bamba, dois com chance de sair da zona da degola, dois com chance de entrar? Em que as imagens mais marcantes do encerramento do torneio são de um massacre de bandidos travestidos de torcedores?

E não me venham com a conversa de que foi o campeonato com menor nível técnico. Campeonatos com bons níveis técnicos são apenas os que têm a liderança do eixo Rio-SP? Nada disso! Falar isso é criar uma cortina de fumaça. O problema não está no nível técnico; o problema real está no nível de incompetência, de desorganização, pra não dizer tudo mais que se pode dizer, dos jurássicos cartolas do futebol brasileiro.

Desanimador!

[Confronto entre torcedores do Vasco e do Atlético-PR pra fechar o campeonato com chave de ouro!]

10 de dez de 2013

Decisão impensada direciona transporte de cargas para área ambiental - II

Continuando a discussão iniciada em postagem anterior, com o mesmo título, eu gostaria de comentar a colocação do prefeito Márcio Reinaldo, sobre o assunto em questão, em sua entrevista ao SETE DIAS. Logo no começo, o prefeito diz, textualmente:
NOVO ANEL VIÁRIO 
O anel rodoviário que sai da Iveco está totalmente estrangulado, passando pela região do CDI. A ideia do Governo de Minas é sair da MG-238 e seguir pela região norte da avenida Perimetral. O novo percurso passaria pela região dos bairros Mangabeiras, Jardim Arizona o que já necessitaria de várias adaptações. Perto do Shopping Sete Lagoas será outro problema de estrangulamento e teremos que partir para as hipóteses. Uma seria pegar a antiga estrada do pé da serra e sair próximo à sede da Polícia Rodoviária Federal. O problema é que esta é uma área de Controle Ambiental. Minha assessoria aconselhou que nesse caso não deveríamos usar asfalto e sim bloquete. A outra alternativa é passar pela avenida Otávio Campelo Ribeiro, um caminho mais complicado para os caminhões maiores. Temos que pensar bem o que vamos fazer, porque esta é uma necessidade.
Até o momento, eu estava entendendo que a ROTA DE CARGA PROPOSTA por ele utilizaria o sistema viário existente: ou seja, ou a opção Perimetral/Castelo Branco/040 ou a alternativa Perimetral/Otávio Campelo/040. Mas não é nada disso! A proposta do prefeito, destacada em negrito, é outra: ao que se depreende, ele está estudando abrir uma estrada nova [com "bloquete"] rasgando a Fazenda Arizona. Ora, não há outro caminho para sua descrição de "pegar uma antiga estrada do pé da serra", que está dentro de "uma área de controle ambiental" e que dá acesso direto "à sede da Polícia Rodoviária Federal" senão a que está ilustrada no mapa abaixo.

Francamente, o mundo está perdendo o juízo?! A ocupação dessa área por um condomínio residencial, o Boulevard Santa Helena, já foi motivo, recentemente, de uma polêmica tremenda; agora, levanta-se uma proposta ainda mais agressiva do ponto de vista urbano-ambiental?! Eu não acredito! E que história é essa de bloquete?! O prefeito deveria saber que uma via destinada a tráfego intenso de caminhões de carga precisa ter um nível de compactação tão alto que se torna praticamente impermeável, qualquer que seja o material de pavimentação utilizado. E essa decisão será tomada assim, sem um debate público?! A lei exige estudos de impacto ambiental e audiências públicas para projetos dessa natureza, especialmente dentro de uma APA. A lei ambiental não vale mais em Sete Lagoas?!

[Simulação da via descrita pelo prefeito Márcio Reinaldo no SETE DIAS]

9 de dez de 2013

Corrida Circuito das Lagoas: 10 sugestões para 2014

Eu não me arrependi nem um pouco de ter feito a Corrida Circuito das Lagoas. Na verdade, eu gostei, e muito, de duas coisas: uma, de ser uma corrida muito familiar, uma corrida em que você conhece muita gente; porque é sempre muito prazeroso correr entre amigos, uns torcendo pelos outros, não é mesmo?!; outra, de que uma corrida em casa, pelas ruas da sua cidade, não tem preço. E, cá entre nós, a definição do percurso, do meu ponto de vista, foi muito feliz, com subidas e descidas muito equilibradas, que tornaram a prova mais instigante e um pouco mais exigente.

Por isso mesmo, meu sentimento foi de que a alegria de correr nesse ambiente fraterno suplantou todos os problemas de organização. E olha que eles não foram poucos!

Eu espero que tenham sido problemas próprios de quem organiza uma corrida pela primeira vez. Que não sejam usados para jogar uma pá de cal sobre a ideia. Mas que sejam usados como meio de aprendizado para que se tenha, no ano que vem, uma II Corrida Circuito das Lagoas impecável. O importante é isso: que esse evento tenha vindo pra ficar; que ele passe a fazer parte do nosso calendário esportivo, se possível, sempre no aniversário da cidade, sempre no segundo domingo de dezembro, sempre no domingo seguinte à Volta da Pampulha. Nesse sentido, olhando, então, para os erros a superar, seguem aí abaixo 10 sugestões para 2014.


7 de dez de 2013

Decisão impensada direciona transporte de cargas para área ambiental

Há mais de uma década, quando se definiu o novo distrito industrial de Sete Lagoas para instalação da IVECO, um dos requisitos observados, até onde se sabe, foi a boa condição logística que sua localização oferecia. Tinha-se ali, de pronto, rota para transporte de carga utilizando a Avenida Perimetral, transpondo a cidade, tanto com saída pela BR-040 quanto pela MG-424, como, ainda, alternativa de fuga pela MG-238/MG-010. Sobretudo, havia possibilidade de abertura de novo anel viário, fora da malha urbana, com conexão, também, com a 424 e a 040, o que seria a solução definitiva.

Mais de uma década depois, nenhum investimento foi feito, o NOVO ANEL inexiste e a ROTA DE CARGA ATUAL segue utilizando as alças leste e sul da Perimetral, cortando o tecido urbano, em área progressivamente mais adensada, especialmente nas imediações do bairro Montreal. Uma opção cada dia mais imprópria!

Não bastasse essa inadequação, a atual administração, ao invés de concentrar esforços, inclusive com pressão política sobre o Governo do Estado para liberação de recursos pactuados, na direção da única solução satisfatória, a da construção do prometido NOVO ANEL, optou por liberar uma nova rota de carga, de novo, atravessando a cidade, desta feita, margeando a Serra de Santa Helena, numa das regiões de maior fragilidade ambiental no contexto urbano. A ROTA DE CARGA PROPOSTA está sendo viabilizada com a ligação da Avenida Norte-Sul à MG-238 [já em obra], o que permitirá o acesso à alça sul da Perimetral, no limite da APA Serra de Santa Helena. 

Rota de carga é rota de carga: não há fluxo de caminhões pesados que não gere degradação urbano-ambiental. E a decisão impensada é de se fazer isso interrompendo, exatamente, a ligação da cidade com o seu principal patrimônio natural; é de se fazer isso, exatamente, numa área de recarga de aquíferos. Inadmissível!

Sete Lagoas ficou no meio do caminho entre o Distrito Norte, a IVECO, a AMBEV e outras empresas e a BR-040. E isso lhe custará caro! Ou se adota uma solução definitiva que desvie o crescente trânsito de caminhões de carga para fora da malha urbana ou teremos uma cidade cercada por caminhões - com a consequente degradação que isso gera - por todos os lados. Literalmente!

O curioso é um assunto dessa relevância não ser levado ao debate público e ser objeto de uma decisão de gabinete. Mais uma prova de que essa história de gestão democrática e participativa das cidades, determinada pela legislação urbanística federal, está se tornando, dia-a-dia, apenas coisa pra inglês ver.

6 de dez de 2013

'Cidade Aberta'

Prosperidade

No artigo de hoje, no SETE DIAS, eu comento o Caderno Especial que o jornal lançou, na edição passada, sobre o Vetor Norte da RMBH e sua conexão com Sete Lagoas. O SETE DIAS fez um belo trabalho! O que me chamou a atenção, no entanto, foi o fato de que, chamadas a falar, nossas principais lideranças políticas - o prefeito Márcio Reinaldo, o deputado Eduardo Azeredo e o deputado Duílio de Castro - não terem dito uma só palavra sobre esse tema. Ruim, não?! O fato é que, gostem ou não, nossas lideranças precisam liderar esse processo. A versão digital da coluna Cidade Aberta pode ser lida AQUI.

3 de dez de 2013

Pampulha: 1h43m57s depois...

Correr é, pra mim, de fato, um ato solitário. E a solidão é sempre uma oportunidade de reflexão. Ainda que nem sempre seja uma reflexão inteiramente programada, consciente, verbal. É muitas vezes, uma reflexão do corpo. Aquela coisa de que 'o corpo fala', como no velho livro de Pierre Weil e Roland Tompakow. Tem dias que, ao correr, o corpo lhe diz que você não anda nada bem; em outros, você sabe que não está nada bem, mas surge uma energia, ao correr, não se sabe de onde, que lhe mostra que sua capacidade de superação de problemas é muito maior do que você imagina. Há, sempre, uma nova e necessária lição em cada corrida!

Por esse caminho, a Volta da Pampulha foi completamente diferente, pra mim, nesse ano. Como, nos outros anos, ela também havia sido diferente. Há sempre pequenos detalhes que são muito reveladores. Desta vez, por exemplo, eu senti que mantive um ritmo muito mais uniforme. Talvez isso tenha a ver com um ano de academia, coisa que não havia antes. Ou seja, estupidamente, eu não vinha fazendo reforço muscular para melhorar o desempenho e a segurança nas corridas. Mas, inevitavelmente, eu acabo associando essa cadência mais uniforme também a outras questões psicológicas, de momento, de vida. Por outro lado, desta vez, nos quilômetros finais, eu não encontrei em mim aquela tradicional reserva de gás para um último tiro de chegada. Pode não ser nada, pode ser coisa da noite mal dormida, mas, intimamente, eu acabo extraindo disso alguns significados pessoais mais complexos, mais profundos. O curioso é que, uma coisa pela outra, mais pique aqui menos ali, meu tempo acabou sendo melhor do que os tempos cronometrados nas outras voltas da Pampulha. Em todas elas, meu objetivo tem sido o mesmo: ficar abaixo de 1:45, o que significa alguma coisa perto de 10,5km/h. Nem mais nem menos. Esse é o meu melhor, mas também o meu limite. Esse é o lado legal da história: cada um tem seu objetivo, seu tempo, seu limite. Ninguém corre com o relógio do outro. Neste domingo, meu tempo oficial bateu em 1:43:57; um minuto a menos do que o previsto. Mas, afinal, o que é um minuto?! Obviamente, pra todo mundo não vale rigorosamente nada. Mas pra mim, naquele momento, é quase uma eternidade. Uma eternidade que comporta mil significados, duas mil reflexões...

Até o ano que vem!

[Largada...]

[... e chegada!]