25 de nov de 2013

F1 2013: temporada para se esquecer!

Só Vettel lamentou o fim da temporada. Claro!, só ele e mais ninguém mandou no circo, durante todo o ano. O cara promoveu uma quebração desenfreada de recordes. Ele imperou. Ele foi a F1 2013! Para além dele, o campeonato foi um dos piores a que já assisti. O desequilíbrio foi absurdo, pondo fim a qualquer competitividade. Só a RBR foi uma equipe grande. Não me lembro de ter visto isso antes. A Mercedes, a Ferrari e a Lotus viraram equipes medianas. Se tanto. As outras, incluindo a McLaren e a Williams, desapareceram. Na RBR, Vettel brilhou; nas outras equipes, todos os pilotos reduziram-se a coadjuvantes. Segunda colocada depois de 19 provas, a Mercedes só conseguiu fazer 60% dos pontos da equipe campeã. Segundo colocado entre os pilotos, Alonso também só fez 60% dos pontos de Vettel. Os números são absurdos: por exemplo, o alemão ganhou 13 provas; depois dele, quem ganhou mais ganhou apenas 2. Ridículo! Outro exemplo: sozinho, Vettel fez mais pontos do que os dois carros da Mercedes ou, obviamente, os dois carros da Ferrari. Vexame! Não é preciso dizer mais nada. Foi também a temporada dos pneus. Para o mal. Os compostos da Pirelli foram um fracasso. Pouco duráveis, sempre imprevisíveis, os pneus mudaram a rotina da F1 e só fizeram acentuar a disparidade entre os carros. Decidido com três rodadas de antecedência, o campeonato arrastou-se até Interlagos. A corrida de hoje, no circuito paulista, pateticamente, foi marcada pela despedida de dois derrotados: Webber e Massa. Pilotando uma RBR igual a de Vettel, Mark Webber não marcou uma única vitória e fez apenas metade dos pontos do companheiro [companheiro, vírgula!]. Felipe Massa foi pior: numa Ferrari, fez menos da metade dos pontos de seu companheiro Alonso, só subiu ao pódio uma vez, colecionou besteiras e acabou num medíocre 8º lugar. Terrível! Webber vai pra casa, Felipe vai para a Williams. Para os apaixonados pela F1, a aposta está na mudança de regras para 2014. É a mudança mais radical de todos os tempos. Os motores que, no passado, já tiveram 12 cilindros e, neste ano, tinham 8, passarão a ter apenas 6. A potência que já foi de 1.300 HP não chegará à metade disso. E, nem sempre, essa potência poderá ser despejada totalmente porque o consumo de gasolina ficará restrito a 120 litros. E motores novos pressupõem, claro!, carros novos. Pelo menos em tese, o jogo foi zerado. Aí pode estar o acerto de Massa na escolha da Williams. Como é uma equipe muito estruturada e experiente, a expectativa é que aproveite esse período de mudanças para - com carro novo, motor novo, piloto novo, mecânico novo - recuperar seu velho prestígio, depois dessa desastrosa temporada de 2013 [desprezíveis 5 pontos e nona colocada, à frente apenas da Marussia e da Caterham que não são, exatamente, equipes de F1]. Só resta aguardar.

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