10 de out de 2013

Política: isso é glamour?!

[Uma breve nota que, talvez, justifique a minha opinião sobre o último movimento da Marina Silva como, de resto, minha forma de observar a vida política, aqui ou em minha coluna no SETE DIAS]

Eu discordo da visão de muitas pessoas de que a política é uma coisa cheia de glamour, um grande ôba-ôba, uma transformação constante, uma revolução ambulante. Ao contrário, no mais das vezes, com razoável ceticismo, tendo a ver a política como uma velha locomotiva que se move, mas com uma inércia tremenda e dentro de trilhos até certo ponto conhecidos. Em julho, quando fui à FLIP e assisti a alguns grandes nomes da intelectualidade brasileira falando das manifestações de junho de forma epopéica, eu achei 90% de tudo aquilo absolutamente delirante. Nada muda assim, pensei; como, de fato, não mudou. O movimento de mudança é sempre menor, ainda que não sem importância. No final de semana, enquanto eu ouvia analistas políticos comentando a inusitada filiação da Marina ao PSB, eu senti a mesma coisa. Como esses caras podem ser pagos para falarem tanta bobagem?! Como pessoas tão velhas de guerra podem insistir em cair sempre no mesmo buraco de achar que a política é um céu?! Não é! Está mais para o inferno do que para o céu. A política é sempre torta, bizarra, complicada, difícil. Aí, eu escrevi o post abaixo, com todo o meu desacordo. Pois bem, não demorou uma semana, e já há quem veja a Marina como uma 'vice problema'. Já?! E não vai aí nenhuma invenção minha; está na Folha de hoje [AQUI]. Aquela história: a vida como ela é. A política como ela é.

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