22 de out de 2013

Biografias chapas brancas, não!

Por mais que esse tema das biografias não autorizadas seja polêmico, eu tenho uma opinião muito clara sobre ele: eu sou absolutamente favorável ao livre direito de expressão e acho que a exigência de autorização é uma forma de censura. Se um biógrafo mente, calunia, difama, de forma descabida, acho que cabe um processo contra ele e ponto. Até entendo que figuras públicas possam querer preservar detalhes pessoais que considerem de interesse restritamente privado, mas isso me parece impossível pelo simples fato delas já terem se tornado, exatamente, figuras públicas. Sinceramente, acho que esse debate só se converteu nessa polêmica interminável porque está focado em artistas muito estimados. Por certo, não daria lugar a celeuma alguma se, ao invés de celebridades, os biografados fossem políticos. Ora, pau que bate em Chico bate em Francisco: se biografias de Caetano, Gil e Chico não podem; biografias de Zé Dirceu, o odiado, ou de ACM, o homem das trevas, ou de Sarney, a múmia, também não poderiam. E quando se vai ao passado longínquo e aparecem os tais herdeiros, então, tudo fica ainda menos compreensível e justificável. Por outro lado, embora pense assim, pelo mesmo direito de livre expressão, não acho justo se execrar figuras como o Chico Buarque por defenderem o que pensam. Posso discordar, mas reconheço que suas posições são legítimas. De toda forma, para quem está interessado em acompanhar esse disse-que-disse, vale ler, n'O Globo Cultura, a matéria 'A batalha das Biografias', que traz um longo histórico de todo esse bate-boca, com todos os seus personagens.

Nenhum comentário: