30 de ago de 2013

'Cidade Aberta'

Formigas e elefantes

Em seminário, em Porto Alegre, na semana passada, o ex-presidente do IPEA, Márcio Pochmann, afirmou que três forças políticas governam as cidades brasileiras: o capital da especulação imobiliária, o capital das empresas que operam o transporte público e o capital das empresas que operam os serviços de coleta e destinação do lixo. “A reinvenção das cidades pressupõe a construção de uma nova maioria política. Não existe futuro com esses três grupos”, concluiu ele. Embora não chegue a ser uma opinião surpreendente, sem dúvida, é bastante contundente. A propósito, olhando para o nosso quintal, eu colocaria a seguinte questão: até que ponto temos sido capazes de reduzir o poder especulativo dessas forças e impor-lhes o interesse público? Esse é o tema da coluna Cidade Aberta, no SETE DIAS, desta semana. A sua versão digital pode ser lida AQUI.

23 de ago de 2013

'Cidade Aberta'

Obrigado!

A coluna Cidade Aberta, no SETE DIAS, desta semana, procura fazer um pequeno registro. Se, anos atrás, com base em inverdades, fez-se tantas críticas à ação do Patrimônio da União em Sete Lagoas; parece-me justo, agora, com base em verdades, elogiá-lo e agradecê-lo, especialmente ao seu superintendente Rogério Aranha, um servidor público de se tirar o chapéu! O artigo, em sua versão digital, pode ser lido AQUI.

19 de ago de 2013

O que os indicadores indicam

O artigo na coluna Cidade Aberta, no SETE DIAS, de duas semanas atrás, com uma rápida abordagem sobre o IDH-M - Democracia faz bem! - mereceu dois comentários muito pertinentes no site do jornal. Adelmar Campolina de Lira referiu-se às fragilidades metodológicas do IDH, que determinam resultados 'contaminados', como o caso de Nova Lima. Como se sabe, Nova Lima assumiu a liderança do desenvolvimento humano do estado, muito provavelmente, não pela cidade ter elevado globalmente sua qualidade de vida, mas sim pelo transbordamento estatístico do alto padrão social dos seus condomínios de luxo, um refúgio de belo-horizontinos e não de nova-limenses. Já Stefano Venuto Barbosa relativizou a importância dos resultados do IDH-M 2013 por entender que 'sem altos investimentos em educação' não se chega a 'um país justo'. Movido por essas corretas ponderações, eu gostaria de conversar, aqui, um pouco mais, sobre indicadores.


16 de ago de 2013

'Cidade Aberta'

Efeito perturbador

Minha expectativa é que a revitalização anunciada do Teatro Redenção, aliada a da residência de Euro Andrade, onde se instalará o Museu de Mineralogia, tenha o poder de transformar a nossa mentalidade sobre o delicado tema do patrimônio histórico. Esse é o tema da coluna cidade Aberta, no SETE DIAS, que pode ser lida AQUI.

12 de ago de 2013

Afinal, o que se quer dos jovens?

Na semana passada, um grupo de jovens acampou na praça em frente à Prefeitura. Do começo ao fim, foi um protesto mais do que pacífico. Esteticamente, chegou a ser simpático: barracas em meio ao movimento de carros, reuniões aos olhos dos transeuntes, negociações com representantes da administração em plena rua. Mesmo não sendo um protesto agressivo, no questionável estilo ‘black bloc’, foi curioso observar, mais uma vez, o despreparo do poder público para lidar com esses movimentos.

11 de ago de 2013

Rosto

Certa vez, fomos todos a BH, muito bem vestidos, eu, meus irmãos e meus pais. Meus irmãos, então, eram apenas dois porque os outros dois ainda não existiam. Fomos a um lugar tirar retratos. Retratos eram, ainda, uma coisa bastante complicada. Nós éramos muito crianças e o tempo ainda era normal. Telefone, se tanto, telefonava; telefone não tirava retratos. Ainda que tivéssemos em casa uma máquina alemã Voigtlander, os recursos eram limitados. O lugar onde fomos era assim como um estúdio fotográfico, todo ambientado para fotos infantis. Uma das fotos feitas naquele dia longínquo sobrevive na minha estante, no escritório, ainda hoje. O que me chama a atenção nela são os cabelos. Fora o de minha mãe, uma jovem linda, o de meu pai e os nossos eram curtíssimos. Ao lado dessa foto há outra, na mesma estante. Meu pai, já outro homem, está ao lado de meus irmãos mais novos, eles com a mesma idade, talvez, que nós, os mais velhos, tínhamos na foto menor. É uma foto maravilhosa: a luz ressaltou os cabelos longos e louros dos meus irmãos e os cabelos longos e revoltos do meu pai. Já se usava cabelos longos, eu reparo. Sempre que olho essas duas fotos ali, lado a lado, lembro do meu pai porque é a única pessoa que está em ambas. Com idades diferentes, com uma década de distância, mas, seguramente, ele. Ele morreu há mais de dez anos e, quando me recordo dele, me pergunto qual dos rostos minha memória tomou como o seu rosto oficial. Se o da minha infância, se o da infância de meus irmãos ou se os sucessivos rostos dos anos adultos de todos nós. Isso me confunde. Não sei, mesmo, se a memória reconstitui uma imagem ou se apenas remete a uma ideia ou a um sentimento. Se a memória prefere guardar a primeira ou a última vista. Ou se isso é aleatório assim como D. Pedro II é sempre um velho, praticamente um avô de seu pai, D. Pedro I, um jovem eterno. Eu até sou capaz de reconstituir mentalmente os vários rostos de meu pai, quando me forço a tanto. Mas isso não responde à minha pergunta de qual é o rosto genérico dele, aquele que me vem, imediatamente, como a figuração simbólica dele, para todos os usos e lembranças, mesmo os mais desavisados. O rosto-pai de todos os seus rostos, aquele em que, em dias como hoje, se pode dar um beijo-símbolo de todas as saudades. Estranho isso.

9 de ago de 2013

'Cidade Aberta'

O melhor está por vir [se soubermos jogar o jogo, claro!]

Todo prefeito, quando entra, acredita que vai fazer política industrial, distribuindo terrenos. Até descobrir, furioso, que a Prefeitura não tem terrenos. A nossa política urbana, em frangalhos, tem pouco a contribuir com a nossa política econômica, esse é o fato! E esse é o tema da coluna Cidade Aberta, no SETE DIAS desta semana [AQUI].

6 de ago de 2013

Babel

Todo mundo anda falando em reforma política como se estivesse falando sobre uma mesma e única coisa. O IBOPE acaba de revelar que 85% da população apóia a reforma política. Senadores prometem votar alguns temas da reforma política já na próxima semana. Essas são apenas duas manchetes de hoje. Mas tem uma Babel aí: a reforma política que está na boca da população tem pouco a ver com reforma política dos senadores, dos deputados, do Congresso Nacional. As manifestações de junho referiam-se a uma reforma que mudasse a prática política, o carreirismo, os privilégios e as regalias dos parlamentares, por exemplo; já a reforma política do Congresso tem dito respeito a mecanismos de aprimoramento do mesmo sistema que está aí, com coisas como financiamento público e lista fechada. Ainda que esses pontos sejam fundamentais, jamais se aproximarão dos apelos das ruas. O Congresso não colocará em pauta e não votará pontos que confrontem as regras que elegeram os seus atuais membros, ou seja, não dará, nunca, um tiro no pé. Aí eu volto à proposta da presidente Dilma, não exatamente a de plebiscito, mas a de 'constituinte exclusiva'. No calor da luta das manifestações juninas, todo mundo foi contra, mas, sinceramente, legal ou ilegal, viável ou inviável, eu ainda acho que esse era o único caminho capaz de nos levar a uma reforma política independente e transformadora. Nessa Babel, todos perdemos. Ou perderemos!

2 de ago de 2013

Qual o rumo da nossa política urbana?

Neste sábado, 03 de agosto, encerra-se o período de seis meses, fixado pelo Decreto Municipal 4.643, de 04/02/2013, em que os licenciamentos de loteamentos e chacreamentos mantiveram-se suspensos no município de Sete Lagoas [AQUI]. Como a justificativa da suspensão foi a necessidade de atualização do Plano Diretor e de suas leis complementares “para a definição e condução de um processo de desenvolvimento sustentável” e como essa atualização não avançou, até onde sei, rigorosamente nada, por certo, o Decreto será prorrogado por igual período, como nele previsto. De toda forma, a data é oportuna para algumas reflexões sobre a nossa política urbana.

Copa de Literatura

Pra ficar atento: "A partir de 13 de agosto, romances de autores brasileiros se encontrarão nos gramados virtuais para novos embates e resenhas". Pra saber mais: AQUI.

'Cidade Aberta'

Democracia faz bem!

O tema do artigo de hoje é o extraordinário resultado do IDH-M 2013, no Brasil, divulgado na última segunda pelo PNUD. Como os jornais já deram ampla repercussão à evolução do desenvolvimento humano nos municípios brasileiros, em seus vários aspectos, eu me reservo a fazer comentários de outra natureza: um, sobre o fato dos bons ventos terem sobrado no Brasil, exatamente, nos últimos dois anos; outro, sobre as perspectivas futuras. Leiam e comentem. A coluna Cidade Aberta, no SETE DIAS,  pode ser lida AQUI.