22 de jul de 2013

Hornby, de novo

Já falei, aqui, ene vezes, de Nick Hornby, o escritor cinquentão inglês que estacionou na adolescência e por ali ficou. A capa da Ilustrada, da Folha, de ontem, tratou-o com destaque. E com tempero irônico e apimentado: "Literatura de homenzinho". Putz! Tudo por conta da reedição, agora pela Companhia das Letras, em nova tradução de Christian Schwartz, de seu impagável 'Alta Fidelidade', a que a matéria se referiu, também de forma picante, como a "bíblia de machos perdidos, sensíveis e infantilizados". Pior é que todas essas provocações são absolutamente procedentes, o que não torna os livros de Hornby menos atraentes. Afinal, como não morrer de rir com Rob, o dono da loja de vinil londrina, e seus empregados Barry e Dick, todos gauches, todos dinossauros, e suas intermináveis listas de cinco?! Cinco melhores músicas de todos os tempos, cinco melhores faixas 1 do lado A de todos os discos de todos os tempos, cinco primeiras bandas de todos os tempos que deveriam ser fuziladas numa revolução musical e por aí afora. E claro!, os cinco maiores foras que um cara já tomou de mulheres, o que é, precisamente, o mote de 'Alta Fidelidade'. Para quem ainda não leu, fica a dica [312 págs., R$39]. E mais uma: 'Febre de Bola', do mesmo Nick, tão 'adultescente' quanto, nesse caso um romance autobiográfico guiado por sua obsessão futebolística pelo Arsenal [Também Companhia das Letras e, também, em nova tradução de Christian Schwartz; 352 págs., R$39].

Um comentário:

Amaro Marques disse...

Bacana!!! Mas, assim, nem um post sobre o "Dono da Librtadores"?