29 de jun de 2013

Sabático

A vida é cheia de ciclos. Ânimos e cansaços. Altos e baixos. Estou no modo cansado [ON]. Exausto! À frente, dez dias de férias. Paraty. FLIP. Viagem solitária; absolutamente solitária. Ontem, final de noite, comecei a desligar os aparelhos. De Sete Lagoas a BH: enfim, casa! Solitariamente, casa! Tiza pr'um lado; os meninos pra outro. Eu e eu mesmo. "Na idade em que estou, aparecem os tiques, as manias". Pra comemorar: vinho, ontem; cerveja, hoje. Cervejas, no plural. E uma costelinha com canjiquinha pra aquecer o coração. Os sinos do mosteiros comemoram, elegantemente, o início do meu período sabático. O sol se põe, lá; a cidade, as pessoas, os carros resistem, cá. Sábado. Calmaria. Todo mundo é filho de Deus.

Trem da alegria

Essa conversa está nas ruas e, esta semana, aterrizou em um comentário numa postagem abaixo: vem aí mais  leis delegadas com criação de mais cargos comissionados de livre nomeação. A reiteração mostra que não estamos diante de uma situação atípica, movida por imperativos conjunturais, mas de um modelo de administração, a meu ver, pouco racional, oneroso e voltado exclusivamente para resultados de curto prazo. Se a maioria da Câmara fosse séria, ainda que tivesse predisposição de apoiar o prefeito, deveria requerer uma apresentação dos secretários da área administrativa da Prefeitura - especialmente, os da Administração, Fazenda e Controle Interno - sobre o desempenho da folha de pagamentos nesse primeiro semestre e, mais detidamente, sobre como se conseguiu converter uma situação de alto comprometimento orçamentário com pessoal para outra favorável a criação de novas despesas continuadas. Mas isso é pouco provável: mesmo em temporada de manifestações, é de se esperar que os nobres edis persistam no posicionamento anterior que já aprovou 88 novos cargos no Gabinete do Prefeito e nas secretarias de Planejamento e Obras e outros 14 empregos na CODESEL.


28 de jun de 2013

'Cidade Aberta'

[Consciência invisível]

Eu sei que qualquer comentário sobre as manifestações não duram 24 horas. Mas o meu próprio humor sobre elas também não tem durado 24 horas e tem oscilado, o tempo todo, entre o ânimo e o desânimo. Nas últimas horas, o que anda me pondo pra pensar é a respeito de como, em meio a tantas divergências, tanto sectarismo, vamos alcançar um mínimo de entendimento negociável. Se, quando a situação propõe uma coisa, a oposição faz questão de defender o oposto; se, após sentarem-se com a presidente e mostrarem-se cordatos, os mesmos políticos, dois segundos depois, cruzam os braços; se qualquer tema defendido na internet, imediatamente, se partidariza, de onde mesmo virá o consenso?! Esse é o tema da coluna Cidade Aberta, no SETE DIAS, cuja versão digital pode ser lida AQUI.

22 de jun de 2013

História

Eu tenho um amigo, um homem de esquerda, sim e graças a Deus, que é uma das pessoas, politicamente, mais sensíveis e equilibradas que conheço. Não faz muito tempo, ele me disse uma coisa muito sensata: de que ele não tinha nenhuma dificuldade em conversar com quem pensava de forma diferente da dele, mesmo com pessoas de direita, mas que ele não conseguia conversar com quem desconhecia a história do Brasil. Nunca essa opinião me acorreu tantas vezes como nesses dias de manifestações.

Na mão direita tem uma roseira
Autenticando eterna primavera
E no jardim os urubus passeiam
A tarde inteira entre os girassóis
[Tropicália - Caetano Veloso]

21 de jun de 2013

'Cidade Aberta'

Facebook

O assunto da coluna, no SETE DIAS, desta semana, não poderia ser outro: as manifestações populares que tomaram as ruas do país. Como toda tentativa de interpretar o movimento, é mais um artigo absolutamente perecível. Eu o escrevi na quarta para o jornal que está nas bancas nesta sexta. Ontem, quinta, fui às ruas junto com não sei quantas mil pessoas, em Sete Lagoas. Vi gente de todo tipo, mas, sobretudo, uma juventude muitíssimo bem humorada. Me convenci de que a história de que o movimento não se presta a ser massa de manobra e que se constitui numa forma legítima de protesto era verdadeira. Ao chegar em casa, no entanto, assustei-me com o que li na internet: a depredação dos vitrais recém reformados da Catedral de Brasília, a tentativa de invasão do belíssimo Itamaraty, o vandalismo no Rio e a morte do rapaz em Ribeirão Preto. Sobretudo, me calei ao ler a denúncia do Movimento pelo Passe Livre, o início de tudo, de que "a direita quer dar ares fascistas aos protestos". Aí deu um baita mal estar. Mentalmente, me propus a fazer retoques no artigo, batendo na tecla de que todo cuidado é pouco! Exatamente por estar voltando das ruas, esse sentimento de que todo cuidado é pouco me assolou. Lembrei-me de que, poucas horas antes, em meio ao ambiente mais pacífico do mundo, quando descíamos a rua Professor Teixeira da Costa, uma pequena e inofensiva bomba solta por um vândalo foi suficiente para fazer boa parte da multidão disparar em pânico. Ou seja, tudo é muito sensível. Lembrando dos velhos tempos, não que eu quisesse uma liderança, mas nunca senti tanta falta de um bom e velho megafone que levantasse as palavras de ordem e, sobretudo, orientasse a multidão nos momentos críticos. Todo cuidado é pouco! Com ou sem bolor, a coluna Cidade Aberta pode ser lida AQUI.

19 de jun de 2013

Cartas

Eu faço coisas sem perceber e me esqueço. Por anos faço, por anos não dou fé. Mira e veja: acho que não é há anos, mas desde sempre, quando estou viajando e passo por uma pequena cidade que me intriga, sou remetido, inadvertidamente, à ideia de que deve ser bom morar ali e me transporto pra lá. E registro a minha vida ali escrevendo cartas para a família. "Bezerros, janeiro de 2008. Tiza querida, o sertão vai virar mar. Chove  a cântaros aqui. De dia, é quente e úmido; à noite, acho que neva nesse planalto da Borborema. Ontem, fui ao Sítio dos Remédios comer uma buchada de bode. A buchada estava boa, a friagem não. O tempo aqui, quente ou frio, é lerdo. Parece que estou aqui faz anos. A saudade só aumenta. Beijo nas crianças". Pois são assim cartas mentalmente redigidas, todas nostálgicas. Pior: cartas escritas num estilo de quando ainda se escreviam cartas. Pior ainda: cartas de um eu, eu mesmo, acolhido em um tempo passado que nunca vivi e do qual tenho estranhas saudades, saudades roubadas. "Itabira, maio de 2010. Mãe, espero que essa missiva lhe encontre bem, com boa saúde e com boa vista para os seus bordados tão minuciosos. Já lhe disse que, aqui onde moro, acordo com o alarme do apito do trem. Outro dia, deitei os olhos a ver aquela composição infinita desaparecer no ponto de fuga e me lembrei da senhora. Cheguei a conclusão de que a senhora sempre teve toda razão: JK fez um grande mal ao Brasil quando veio com aquela besteira de dizer que 'governar é abrir estradas'. É, minha mãe, ele decretou o fim dos trens de ferro, nesse país feito para trens de ferro. Uma tristeza! Como justo um mineiro pôde pensar em coisa tão estrangeira?! Ponha na conta dele o meu sumiço: ninguém suporta essa 381. Beijo do seu filho". E são também cartas atemporais. Por elas, eu me correspondo com o passado e o futuro como se tudo estivesse no mesmo tempo cheio de neblina e quase sempre chuvoso e frio da minha memória melancólica. "Lídice, julho de 2012. Pai, estou ansioso desde que soube de sua decisão de vir me visitar. Foi uma decisão sábia. Essa pequena Lídice há de lhe lembrar a sua Diogo de Vasconcelos. Isso vai lhe fazer bem, muito bem. Daqui, depois do segundo túnel, se avista a baia de Angra. É uma beleza! Tem lá um belvedere que prometo ser o nosso limite. Dali a um passo são vinte e poucos quilômetros de abismo até o mar. Não, não precisa me lembrar de suas vertigens. Dali não passaremos! Afirmo-lhe com a mesma determinação do 'No pasaran! de La Pasionaria. O nosso problema é mãe: com essa brisa que aqui sopra, como não deixá-la saber que há uma água salgada boa para se boiar logo ali?! Nesse ponto, estamos em apuros. Em tudo mais, estamos a salvo: as bancas daqui vendem todos os jornais. Marque logo a data. E cumpra! Em matéria de sair de casa, sua fama nunca foi boa. Lembranças a todos da família". Pois é, são cartas assim, todas escritas a bico de pena em amarelas folhas imaginárias. Cartas de viajante. Cartas errantes. Delas tenho várias.

15 de jun de 2013

'Cidade Aberta'

Agilidade e visibilidade

O secretário de Estado de Defesa Social, Rômulo Ferraz, esteve na cidade e fez diversas promessas de investimentos para a segurança pública. O SETE DIAS publicou matéria sobre esse tema na sua página 3. Pelo visto, há uma reserva no ar quanto ao cumprimento dessas promessas. A vice-presidente do Conselho de Defesa Social de Sete Lagoas, por exemplo, comentou: "Há anos estamos lutando por investimentos em nossa segurança, vamos ver o que vai se concretizar dessas promessas". Para não deixar o Estado recuar, Sete Lagoas precisa avançar. Esse é o assunto da coluna Cidade Aberta, desta semana, que pode ser lida AQUI.

Boa obra, Boa Vista!

A rigor, é uma obra simples que não deveria chamar a atenção. Mas, nesses últimos anos, as obras públicas, em Sete Lagoas, foram tão mal conduzidas que essa, sim, acaba surpreendendo. Eu fui visitar a obra de recuperação da Lagoa da Boa Vista e saí de lá animado. Com o esgotamento do espelho d'água, vê-se que o talude estava, como previsto, todo comprometido e, agora, está sendo inteiramente recuperado. O passeio em ardósia está sendo substituído por pavimentação em concreto. A drenagem nas ruas do entorno estão sendo desobstruídas com substituição de manilhas. Segundo os operários, toda a praça de shows e esportes também será revitalizada. Aquele espaço é maravilhoso e merece um tratamento à altura.


Os jornais da semana estão noticiando a imprudência da Prefeitura em esgotar a lagoa sem prévia destinação para os peixes e cágados que habitavam o local. Falta de planejamento já virou rotina, mas, nesse caso, ainda que nada a justifique, acho que deviam ser exigidas apenas as medidas corretivas e não devia ser aplicada multa alguma, como aventado. O melhor emprego do dinheiro da multa, para mim, está na melhor e mais abrangente revitalização desse espaço. Se a obra ficar bem feita e a lição sobre cuidados ambientais for assimilada para intervenção em outras lagoas, eu acho que está de bom tamanho. Bola pra frente...

Um comentário adicional: eu não gosto muito de pavimentação em concreto para calçadas, mas a extensão é tão grande que me parece justificável. Mas a praça de shows também terá a ardósia substituída por concreto?! Alí, eu acho que se deveria pensar num material mais adequado, com cores e texturas adequadas para acessibilidade e, ainda, mais liso, de forma geral, para uso livre por crianças. 

12 de jun de 2013

Caravana Sabor de Bar eu&eu

Hoje, dei mais um passo nessa gloriosa tarefa de experimentar os pratos do Sabor de Bar e fui ao Cabana do Peixe, do nosso amigo Claudinho. Eu & eu mesmo: essa é a proposta. O Cabana tem um nome a zelar e zelou. O prato tem uma ousadia que exige a mesma ousadia de quem vai apreciá-lo. Tilápia com goiabada e queijo cheddar não se come em qualquer esquina. Vale a pena explorar o tema: com um pouco de azeite, azeite e pimenta, mais pimenta, com limão, com alcaparras. Gostei! E muito!

11 de jun de 2013

Joões

Hoje, João Gilberto completa 82 anos. A cada aniversário, esse João revive em mim outro João, também nascido em 11 de junho do mesmo ano da graça de 1931 de Nosso Senhor Jesus Cristo: não Gilberto, mas Luiz. Pois é, meu velho, à distância, vai aí um brinde. Se a vida é eterna, eleve a sua taça e dê cá um abraço. Ainda que perdure a saudade que João, o seu malungo, cantou que chega! Saravá, meu pai!

10 de jun de 2013

FLIP 2013: o corre-corre para compra de ingressos

Como estava programado, começou, hoje, dia 10 de junho, a venda de ingressos para as 20 mesas da FLIP 2013. Talvez seja apropriado dizer que começou e... terminou! Eu fechei o meu pedido pelo site de compras ingressorapido.com.br, exatamente às 13:50:40; e, pouco mais de 3 horas após o início, já não havia ingressos disponíveis para várias mesas. Na quarta, o show de abertura já estava com entradas esgotadas. Sem problema: cansado da viagem, eu assistirei a conferência de abertura, com Milton Hatoum, pelo telão. Na quinta, a única que eu tinha interesse, a mesa 4 sobre Guernica, ainda estava livre: escapei! Na sexta, as minhas escolhidas - a 6, com Lila Azam, a 7, sobre Kafka e Baudelaire, e a 9, com Bethânia - só tinham lugares disponíveis no telão; a 9, nem no telão. No sábado, eu assistirei a mesa 11, intitulada 'Maus hábitos', ao vivo e a cores, na tenda dos autores, mas a 14, com Banville, a outra que me interessava, só no telão. Essa, por pouco, não seria de jeito nenhum: esgotou tudo, logo em seguida. Para fechar, no domingo, eu volto à tenda principal para ver a mesa 18, sobre 'Literatura e revolução'. No final, pra mim, ficou um bom pacote. Uma ou outra mesa, a mais, tenta-se por lá, se der e se for o caso. No mais, agenda demais não funciona porque é preciso tempo livre para acompanhar os eventos paralelos e para vagar, um pouco, por Paraty. Afinal, a FLIP é uma festa... Quem tiver interesse e não se movimentou, ainda, é bom correr! Além da compra pelo site, os ingressos podem ser adquiridos por telefone e em pontos de vendas credenciados [veja AQUI].

Sempre um Papo: dia 18 tem mais!

II Aula do Céu: nova data

Em função do número de pessoas que demonstraram interesse em participar ter superado a expectativa, a II AULA DO CÉU está sendo adiada, de forma a permitir uma melhor organização. Os cerca de trinta e cinco inscritos somados aos que podem aparecer na hora, como na primeira aula, formam um público muito grande para um só telescópio. O professor Nuno Cunha está se articulando com um amigo para tentar levar um segundo; ou seja, a ideia não é reduzir a audiência, mas melhorar os recursos de observação. Inicialmente, a nova data está marcada para o dia 13 de julho. Por ora, solicitamos aos que efetivamente pretendem participar que confirmem a inscrição, em comentário nesta postagem, informando um e-mail de contato. Atentamos para dois aspectos: primeiro, em função desse maior número de interessados, nessa segunda aula, a participação será circunscrita aos que se inscreverem pelo blog, até data a ser oportunamente comunicada; segundo, dessa vez, é provável que haja um valor simbólico de inscrição que será calculado pelo rateio das despesas com o lanche da exposição teórica e translado dos professores, o que será informado, previamente. Não desanimem!

7 de jun de 2013

'A caminho da Copa'

Angustiante!

'Cidade Aberta'

Susto

O consumo individual por aqueles que podem frequentar boas livrarias e festivais ou a experiência literária em grupos, clubes e saraus não dão conta do acesso social à literatura. Precisamos de bons eventos de massa como a Literata e o Sempre um Papo, em Sete Lagoas. No ano passado, brilhamos! Fala-se em oito mil pessoas na Literata; e o Sempre um Papo, um atrás de outro, encheu o auditório de 600 lugares do UNIFEMM. Fantástico! Por isso mesmo, ao menor sinal de perigo, eu me assusto. Esse é o tema da coluna Cidade Aberta, desta semana, na página 2 do SETE DIAS. Sua versão digital pode ser lida AQUI.

6 de jun de 2013

Caravana Sabor de Bar eu&eu

Eu comecei, hoje, a aventura de visitar os bares do Sabor de Bar. Eu e eu mesmo. E estreei bem, com a degustação do tira gosto 'Elba Ramalho', no Quintal, de Gustavo Motta. E gostei muito! Uma polenta de queijo e carne seca com torresmo e quiabo salteado, que foi muito bem com uma pimenta cumari...


A mais, como às quartas, no Quintal, tem futebol, o sucesso do prato virou o sucesso do campeonato: de aperitivo, o Atlético perdeu para o Vasco e assumiu a honrosa lanterna do Brasileirão; de sobremesa, o Cruzeiro derrotou o Corinthians e alcançou a não menos honrosa liderança. Totalmente excelente!

Para quem não sabe, uma dica importante: às quartas futebolísticas e, eventualmente, às quintas, o Quintal é implacável e serve, como prato chefe da noite, o imortal Tropeiro do Mineirão!

5 de jun de 2013

Peladonas

Impressionantes as imagens das ativistas de grupos como o Femen e o Peta, ao redor do mundo, para chamar a atenção para problemas ambientais e sociais [AQUI]. Poderosas!

[Recorte da página do Terra]

Mais 400 municípios?!

A matéria está no G1. O Congresso concluiu a tramitação de projeto de lei regulamentando a CF/1988, definindo regras para incorporação, fusão, emancipação, criação e desmembramento de municípios. Na prática, uma vez sancionada pela presidente Dilma, a nova lei abrirá a porteira para o surgimento de quase novos 400 municípios no Brasil, conforme número de pedidos protocolados nas diversas Assembleias estaduais. Qual a sua opinião?! Eu tendo a concordar com o PSOL, o único partido que se posicionou contrário à aprovação do projeto: a grande maioria desses novos municípios são motivados por interesses políticos menores, para produzir novas máquinas eleitorais e novas estruturas administrativas que alimentam o mundo político, mas não melhoram em nada a prestação de serviços públicos. É difícil ser favorável a uma proposta dessas quando se conhece a péssima estrutura técnico-administrativa e a absoluta insustentabilidade e dependência financeiras da grande maioria dos pequenos municípios brasileiros.

[Recorte da matéria do G1]

4 de jun de 2013

Pra quê isso?!

Há algo um tanto estranho no ar. Um caso de desvio de conduta, sim, grave, sim, mas nem por isso uma coisa de outro mundo - como a velha denúncia de que servidores públicos batem ponto uns para outros – é mesmo motivo de estardalhaço como está se fazendo [AQUI]?! Ora, isso é assunto para apuração e punição administrativa, sim, é assunto para constante controle, sim, mas não para exposição maliciosa dos servidores municipais, indistintamente. Isso só faz reforçar a impressão de que há uma campanha orquestrada da atual administração contra eles. Se admitimos que não há boa gestão pública sem servidores prestigiados, fica a dúvida: pra quê isso?!