24 de mai de 2013

Podres poderes

Por fora, bela viola; por dentro, pão bolorento. Por fora, o discurso oficial em torno dos tais Projetos de Lei Delegada, que mexeram na estrutura da Prefeitura, era de modernização e urgência administrativa. Por dentro, além da insanidade da coisa em si, registrada na péssima qualidade dos projetos, está a velha politicagem, aquela da pior espécie. E não sou eu quem mostra isso, mas o Sem Reserva, do SETE DIAS, desta sexta-feira. Aí se entende o que significa gestão eficiente, conforme o prefeito, ou votar com a própria consciência, conforme a maioria dos vereadores, Até o pobre coitado do Jesus foi metido na farra...

TRENZINHO
A Lei Delegada aprovada na Câmara Municipal esta semana criou 88 cargos na administração municipal e estas novas vagas podem provocar dor de cabeça ao prefeito. Alguns vereadores da base governista estariam exigindo indicações em posições de destaque na nova formação administrativa do gabinete de Márcio Reinaldo.

INDICADO
Quem pode aparecer entre os novos apadrinhados é o ex-vereador Luiz Carlos Oliveira. A proposta do padrinho vereador é colocá-lo no gabinete para fazer articulação política entre Executivo e Legislativo.

PROTEGENDO O VOTO
Uma intenção de Márcio Reinaldo na Lei Delegada era criar administrações regionais no município. Seriam quatro na área urbana e uma na zona rural. A proposta foi totalmente reprovada pelos vereadores e retirada de pauta antes da votação. Os parlamentares alegaram que poderiam perder espaço político nos bairros para os coordenadores das regionais que poderiam ser ex-vereadores. Ou seja: seria melhor para o município e munícipes, mas ruim eleitoralmente para os atuais ocupantes da Câmara.

MARCHA DE JESUS
O placar da votação da Lei Delegada foi de 13 votos contra apenas quatro desfavoráveis ao projeto  A bancada evangélica foi decisiva no processo. Corre nos bastidores da Câmara que em uma reunião com os vereadores evangélicos foi prometida a realização da 'Marcha de Jesus' para que a matéria fosse aprovada.

9 comentários:

Anônimo disse...

A gente acaba sentindo vergonha de ser sete-lagoano tamanha estupidez que acontece nesta câmara. Não conseguem dar resposta para a questão da violência e na hora de arrebentar com a cidade fazem com uma rapidez e eficiência. Para mim estes vereadores estão ganhando alguma coisa ou se borram de medo do atual prefeito. Parabéns aos quatro que votaram contra!

Frederico Dantas disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Frederico Dantas disse...

Li o Sete Dias hoje e ia entrar aqui para comentar, no post anterior, sobre a proposta de descentralização urbana defendida em sua coluna.

Ia justamente lamentar que a proposta é natimorta diante do perfil político da cidade. Perfil este inequivocadamente explicitado na nota Protegendo o Voto da coluna Sem Reserva.

Entra legislatura, sai legislatura e cresce o sentimento de que este poder, em SL, não se presta ao que deveria em absolutamente nada. O vereador, uma vez empossado, com as raríssimas e louváveis exceções, só pensa em si e nos seus.

A cada ciclo eleitoral, há uma esperançosa mudança de boa parte dos nomes, nos fazendo parecer que a população quer que a coisa seja diferente. Mas novos nomes se adéquam a velhas práticas numa facilidade assustadora.

Sete Lagoas tem dado muita preguiça. É de desanimar.

Anônimo disse...

Eu queria ver o prefeito divulgar os nomes dos apadrinhados de cada vereador que trabalham na prefeitura. Dizem que nem ele sabe. Isso é que seria transparência das boas.

Anônimo disse...

Agora entendo o desabafo de CARAMELO no facebook. Os novatos entram acreditando que farão a mudança, mas o Jogo É PESADO. A maioria muda de lado.

Anônimo disse...

Os votos de Caramelo, Dalton e Douglas não me supreendeu. Supresa foi o do Coperselta.

Anônimo disse...

o desabafo do CARAMELO foi por causa da perseguição do prefeito, ele apoiou o prefeito mas o prefeito o traiu e ele não esperava.

Anônimo disse...

É vergonhoso ver a Cãmara aprovando a criação de tantos cargos com altos salários sem que seus membros se manifestem sobre os cortes nos salários dos servidores efetivos. O Prefeito cortou o vale alimentação dos servidores da saúde que tem lei instituindo e outras vantagens que há anos são pagas aos servidores. O pior é que sem o direito de defesa e ao contraditório. Simplesmente cortou. Os vereadores sabem disso, mas não fazem nada, só querem o voto do servidor. Mas daqui a 4 anos eles terão a resposta.

Anônimo disse...

Daqui a 04 anos não. Daqui a 40 meses. O tempo passa rápido. Ainda bem.