13 de abr de 2013

Xangai

Vi apenas trechos do treino classificatório da F1 em Xangai. Claro que treino é treino e corrida é corrida. Mas o desfecho da madrugada já deixa algumas pulgas atrás da orelha. Depois de Sepang, eu havia feito as minhas apostas, um tanto óbvias; na ordem: RBR, Mercedes, Ferrari e Lotus. E queda da McLaren e da Williams. Xangai não me paga por todas as fichas, mas não me desmente totalmente...

[Ricciardo: a surpresa da vez]

Aliás, não me paga a ficha mais cara: a minha favorita RBR foi mal demais. O clima na equipe, depois do que Vettel aprontou na Malásia, é dos piores. E isso parece ter se refletido na pista: Webber foi punido e larga em último e Vettel sai em um péssimo 9º lugar. Por outro lado, Mercedes, Ferrari e Lotus não me desmentiram e largam nas seis primeiras posições. Bom, McLaren e Williams seguem como cartas fora do baralho. A novidade da noite foi Daniel Ricciardo que fez milagre com a sua Toro Rosso e larga em sétimo.

Mas há uma coisa tremendamente incômoda em se assistir treinos de F1, ultimamente. Tudo bem, quem manda na categoria são as grandes equipes e, sobretudo, os grandes patrocinadores. Mas isso vale na hora H, depois que se apagam as luzes vermelhas e o jogo começa. Nos treinos, o mistério está, mais do que tudo, nos pneus. Aí, você tem a nítida sensação de que está sendo enganado. No fundo, você sabe que não tem nem 10% das informações necessárias para fazer uma boa avaliação. Nessa madrugada, em cada sessão, ninguém entrava na pista, todo mundo apostava nos pneus macios, queria dar uma volta rápida no minuto certo e ponto. Bizarro. E há aquela história de que a corrida começa com o último pneu do treino; como há previsão de muito desgaste e os compostos médios seriam os mais adequados, você, no fundo, nem desconfia do que cada um está tramando. O jeito é assistir à corrida para descobrir...

Nenhum comentário: