19 de abr de 2013

Quando a realidade imita a ficção

É uma história sem pé nem cabeça. Quando se evidenciou que o que se passou em Boston, na segunda-feira, não foi um acidente, mas, de fato, um atentado, o desfecho óbvio se desenhou na cabeça de todo mundo: terrorismo, terroristas, organizações fundamentalistas assumindo a autoria, em seguida, desproporcional reação americana e por aí adiante. De repente, nada disso! Para surpresa geral, a suspeição recai sobre dois irmãos chechenos, muçulmanos, hiper jovens, com vida normalíssima e com 0% de evidências de anormalidade por qualquer de seus ex-colegas. O roteiro de ficção é melhor, mais crível, mais real. A realidade parece imitar mal a ficção. A realidade exagera, não se explica, incomoda, destoa. A realidade parece um filme trash de quinta categoria, um filme B. A realidade transmitida ao vivo pelo Jornal Nacional tem muita ação, muito pânico, mas nenhuma pista sobre como ser decifrada. Se é que ela é decifrável.

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