16 de abr de 2013

Naturalmente arriscado

Um comentário tolo: é impressionante como estamos naturalizando riscos de trânsito em Sete Lagoas. Eu faço um trajeto habitual que passa pela Marechal Castelo Branco e pela Avenida do Boqueirão. Teoricamente, duas avenidas de porte considerável que permitem soluções, tanto do ponto de vista da geometria quanto da sinalização, de boa qualidade. No entanto, nessa última década em que o volume de veículos em circulação cresceu exponencialmente, em todas as cidades, a situação dessas duas vias não apenas não acompanhou o processo de crescimento como se deteriorou. Um exemplo disso foi a abertura progressiva de inúmeras passagens no canteiro central da Marechal - que haviam sido todas fechadas, há dez anos -, muitas delas em pontos de péssima visibilidade. Nessas vias, é raro o dia em que não vejo uma situação de risco iminente de acidente, especialmente quando há carros parados na pista  na expectativa de se fazer uma conversão à esquerda. Quem conhece o problema se previne; mas e quem não conhece?! Hoje foi de cruzar os dedos: eu seguia atrás, à distância, de um caminhão que descia a Marechal Castelo Branco, sentido 040-Centro. Após passar em frente à PM, ele desceu em direção ao cruzamento com a Felipe Chamon e ganhou velocidade. Nesse momento, um carro atravessou a pista, saindo dessa rua para tomar a avenida, mas não no sentido centro, na mesma direção do caminhão, mas no 040 [aliás, se não é, essa conversão deveria ser proibida!]. Aparentemente, não haveria problema nenhum, [afinal, o caminhão não estava tão próximo ainda...], não fosse a presença de outro carro tentando fazer uma conversão à esquerda, no mesmo ponto, mas em sentido contrário, da Marechal, vindo do centro, para entrar na Felipe Chamon. Deu no que deu: o carro lá, atravessado na pista, e o caminhão descendo ladeira abaixo, tentando frear e.... Juro: foi quase um boliche! Por uma questão de milésimo de segundo, o nó se desatou, o carro saiu e o caminhão se foi. De perder o fôlego!

Um comentário:

Anônimo disse...

Na esquina da Felipe Chamon com a Mal. Castelo Branco, existe uma placa obrigando a conversão à direita, sentido centro.
É como se não houvesse pois a fiscalização ali, como de resto em toda a cidade, é nula.