30 de abr de 2013

Caxirolas atômicas

O lado comercial dos grandes eventos mundiais é devastador. Até a mais pura e espontânea manifestação popular tende a ser embalada e comercializada. Na África do Sul foram as barulhentas vuvuzelas. Há quem tenha visto nelas alguma coisa de natural. Eu não vi nada disso. No Brasil, nas copas de 2013 e 2014, será essa coisa estranha, criada pelo Carlinhos Brown, chamada caxirola. Não é nada mais do que um chocalho nacionalizado com as cores da bandeira que será vendido aos montes por R$29,90. Não sei dizer se o som que ela produz presta ou não presta. Mas no seu lançamento, no Ba-Vi, na nova Arena Fonte Nova, os torcedores do Bahia acharam um outro uso para as suas caxirolas: elas foram parar no meio do campo, em protesto contra a derrota de seu time para o arquirrival Vitória. Para isso, as caxirolas parecem ser perfeitas: cabem na palma da mão e ainda têm um suporte para os dedos que, pelo jeito, favorece o arremesso. Assustada, a fabricante The Marketing Store já fala em providenciar uma bula, como se isso fosse adiantar. Já o jornal inglês The Guardian não perdeu tempo e detonou o artefato! Bandeiras, não podem; faixas, não podem; o estádio se chamar Mané, não pode; mas uma besteira com um nome besta, mas que representará R$3 bi, isso, claro!, pode. Francamente...

[Algumas caxirolas nas mãos da presidente...]

[... e outras delas onde foram parar, assim que caíram nas mãos de torcedores]

2 comentários:

Geraldo Donizete disse...

Até que enfim arrumaram uma finalidade para as horrorosas cachirolas. Jogá-las nos adversários.
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

LEANDRO VIANA disse...

Será q o BNDES emprestou quanto para produzirem a caxirola? Agora querem controlar o STF e retirar poder do Ministerio Publico. É Dilma, como sou feliz em saber que sua eleiçao nao contou com meu voto!