30 de abr de 2013

Caxirolas atômicas

O lado comercial dos grandes eventos mundiais é devastador. Até a mais pura e espontânea manifestação popular tende a ser embalada e comercializada. Na África do Sul foram as barulhentas vuvuzelas. Há quem tenha visto nelas alguma coisa de natural. Eu não vi nada disso. No Brasil, nas copas de 2013 e 2014, será essa coisa estranha, criada pelo Carlinhos Brown, chamada caxirola. Não é nada mais do que um chocalho nacionalizado com as cores da bandeira que será vendido aos montes por R$29,90. Não sei dizer se o som que ela produz presta ou não presta. Mas no seu lançamento, no Ba-Vi, na nova Arena Fonte Nova, os torcedores do Bahia acharam um outro uso para as suas caxirolas: elas foram parar no meio do campo, em protesto contra a derrota de seu time para o arquirrival Vitória. Para isso, as caxirolas parecem ser perfeitas: cabem na palma da mão e ainda têm um suporte para os dedos que, pelo jeito, favorece o arremesso. Assustada, a fabricante The Marketing Store já fala em providenciar uma bula, como se isso fosse adiantar. Já o jornal inglês The Guardian não perdeu tempo e detonou o artefato! Bandeiras, não podem; faixas, não podem; o estádio se chamar Mané, não pode; mas uma besteira com um nome besta, mas que representará R$3 bi, isso, claro!, pode. Francamente...

[Algumas caxirolas nas mãos da presidente...]

[... e outras delas onde foram parar, assim que caíram nas mãos de torcedores]

26 de abr de 2013

'Cidade Aberta'

Senso de comunidade

10.739 casos notificados de dengue. A cidade mineira com maior número de assassinatos. Ações públicas absolutamente tímidas, nessas áreas. Um surpreendente artigo de Henrique Meirelles, na Folha, onde ele fala de um 'senso de comunidade e solidariedade'. O despreparo de nossos políticos que não enxergam nada disso. Esses são os ingredientes da reflexão de hoje, na coluna Cidade Aberta, no SETE DIAS. O jornal está nas bancas; a coluna pode ser lida AQUI.

[O artigo de Henrique Meirelles, na Folha, pode ser lido AQUI]

24 de abr de 2013

Bicicleta é utopia?!

A coincidência de duas conversas, em uma mesma semana - uma em BH, outra em Sete Lagoas - me colocou para pensar. Ambas as conversas falavam mais ou menos a mesma coisa: - "as ciclofaixas estão aí, mas o que menos se vê sobre elas são bicicletas!" Isso faz mesmo sentido? Pensar em bicicleta como meio de transporte é uma utopia? Ou estamos abordando o assunto de forma incorreta? Essas são as perguntas que passei a me fazer, desde então...


Viva Voz, nesta quinta 25

A 8ª edição do VIVA VOZ, projeto do mandato do vereador Dalton Andrade, promove o Seminário de Políticas Públicas de Combate ao Crack e outras Drogas, nesta quinta, 25.

São Francisco Canta e Dança, hoje e domingo

Espetáculo de dança realizado com recursos do MINC e com alunos do CAIC tem apresentação hoje [quarta, 24] e dia 28 [domingo]. A direção geral é de Marcos Miranda e a coordenação artística de Alan Keller.

Patrulha da Alegria rumo ao Peru

Um monte de gente já se integrou a essa rede. É impossível não se deixar contaminar. O sistema de contribuição é facílimo. Basta acessar AQUI, informar com quanto se quer ajudar, preencher meia dúzia de dados e pagar através de cartão ou boleto. É bom ficar atento ao deadline: 26/05/2013. Ou seja, tem-se um mês pela frente para cada um contribuir, pessoalmente, e arrebanhar mais pessoas para esse projeto. Vamos lá, pessoal!


Para saberem mais sobre a Patrulha da Alegria e sobre o projeto Patrulha da Alegria vai ao Peru, cliquem AQUI.

FLIP 2013: a caminho...

Depois da confirmação dos nomes do irlandês John Banville, da francesa/iraniana Lila Azam Zananeh [leiam AQUI], e do escritor bósnio/americano Aleksandar Hemon [leiam AQUI], a FLIP 2013, que acontecerá, em sua 11ª edição, entre os dias 03 a 07 de julho, em Paraty, anunciou, nesta segunda, 22, a presença da americana Lydia Davis [AQUI e AQUI]. Se Deus quiser, eu vou estar lá para ver e ouvir essa turma!

23 de abr de 2013

Vem aí a 'II Aula do Céu'

Com o patrocínio do nosso inestimável amigo Don Antonio Claret e produção do Blog do Flávio de Castro, será realizada a 'II Fantástica e Tradicional Aula do Céu':
.

Regionalização

Na postagem 'Diário da Queda', um anônimo mudou de assunto e sugeriu um debate sobre a regionalização da Prefeitura. Eu não sei, exatamente, o que está se passando, mas, frente a duas opções básicas, tenho posições opostas. Se a abordagem for relativa a territorialização das políticas públicas, eu tenho absoluta concordância; se for relativa a regionalização administrativa - ou criação de subprefeituras, como mencionou o anônimo -, eu sou 100% contrário. Explico.


21 de abr de 2013

Bahrein

Eu gosto desse GP do Bahrein. Primeiro, porque o circuito é danado de bonito. Segundo, porque é o circuito onde se vê mais ultrapassagens na F1, atualmente. Hoje, Vettel deu um passeio. Arrombou a porta do primeiro lugar, na primeira volta, e mudou-se para lá de mala e cuia. Correu sozinho. Com o azar da Ferrari [que viu seus pilotos irem para o fim do pelotão; Alonso com problema na asa traseira e Felipe com dois furos no pneu traseiro direito], o protagonismo ficou por conta das equipes médias: Lotus e Force India [quem diria?]. De fato, treino é treino, corrida é corrida. A Mercedes, que foi bem, ontem, foi mal hoje. A Lotus, que foi mal ontem, brilhou hoje. A pergunta que fica é a seguinte: são as equipes de ponta que estão perdendo terreno ou são as médias que estão avançando?! Suspeito que a primeira opção seja a verdadeira e a F1 esteja se nivelando por baixo. A diversão dessa manhã de domingo ficou por conta dos pegas: Button versus Pérez [uma briga interna da McLaren], Hamilton versus Webber, Pérez versus Alonso... Aliás, o Pérez parece que resolveu tirar a limpo essa história de que é o pior estreante numa McLaren e atravessou a faca na boca. Tudo bem que com uma McLaren, hoje em dia, não se vai muito longe, mas que, pelo menos, ele fez a festa, lá isso ele fez...

20 de abr de 2013

A manhã de Rosberg

O treino classificatório
A Mercedes mandou bem nas primeiras provas da temporada; Rosberg, nem tanto. Ele chegou como quem não quer nada ao Bahrein. Não fez bons treinos livres. Já no treino classificatório, melhorou no Q1, subiu mais um degrau no Q2 e, zap!, cravou a pole no Q3. A RBR de Vettel ficou na cola. A Ferrari de Alonso, também. Da turma mais competitiva, apenas Hamilton descolou do bloco com a punição que sofreu pela mudança no câmbio. Vai largar em 9º. Massa se deu bem: herdou duas posições pela punição ao Hamilton e ao Webber. Webber, a propósito, continua pagando por seus pecados. A Williams continua silenciosamente sofrível. Está virando equipe pequena. A McLaren vai pelo mesmo caminho. Está virando uma equipe média e não mais. A surpresa positiva do dia foi o bom desempenho das duas Force India; a negativa, a queda de rendimento das duas Lotus.

Apostas para a corrida
As apostas para a corrida giram em torno do desempenho das Ferrari e da recuperação de Hamilton. Vindo de trás, o inglês pode injetar algum ânimo na parada. Já os carros da Ferrari largam com estratégias diferentes: Alonso com pneus médios, menos resistentes e já mais desgastados; Felipe, com pneus duros, mais duráveis e em melhor estado. Alonso vai para os boxes primeiro. De toda forma, por tradição, a sua estratégia sempre dá mais resultado. A conferir...

Enfim, não será preciso madrugar. Neste domingo, a corrida de pneus é em horário esportivo nobre, às nove da matina...

19 de abr de 2013

Transparência opaca

O novo Portal da Transparência da Prefeitura Municipal de Sete Lagoas foi elogiadíssimo. Uma unanimidade. Um sucesso de público e renda. Curiosamente, o decantado portal vai terminar o quarto mês da atual administração com um problema: ele não dá transparência a informação alguma. Minto: ele dá transparência aos salários dos servidores. Isso é importante? Na minha opinião, sim! Mas, do ponto de vista legal, isso não é suficiente para designar um portal de acesso a informação. Qual informação de receita? Nenhuma. Qual informação de diárias? Nenhuma. Qual informação de despesa? Só há dados de janeiro. Qualquer tentativa de esclarecer dúvidas sobre as grandes questões que tem sido exploradas publicamente - contrato com a empresa de limpeza urbana, despesas com consultorias, por exemplo -, mesmo para quem pretende defender o governo, é infrutífera!

Quando a realidade imita a ficção

É uma história sem pé nem cabeça. Quando se evidenciou que o que se passou em Boston, na segunda-feira, não foi um acidente, mas, de fato, um atentado, o desfecho óbvio se desenhou na cabeça de todo mundo: terrorismo, terroristas, organizações fundamentalistas assumindo a autoria, em seguida, desproporcional reação americana e por aí adiante. De repente, nada disso! Para surpresa geral, a suspeição recai sobre dois irmãos chechenos, muçulmanos, hiper jovens, com vida normalíssima e com 0% de evidências de anormalidade por qualquer de seus ex-colegas. O roteiro de ficção é melhor, mais crível, mais real. A realidade parece imitar mal a ficção. A realidade exagera, não se explica, incomoda, destoa. A realidade parece um filme trash de quinta categoria, um filme B. A realidade transmitida ao vivo pelo Jornal Nacional tem muita ação, muito pânico, mas nenhuma pista sobre como ser decifrada. Se é que ela é decifrável.

[in] segurança

Necessária a leitura da entrevista da vice-presidente do Conselho de Defesa Social, Maria das Graças Almeida, no SETE DIAS, de hoje: "Não há projeto para conter a violência". Que a violência está tendo uma escalada a olhos vistos, na cidade, ninguém duvida, mas que Sete Lagoas está avaliada como a terceira cidade do Estado em número de homicídios e crimes violentos eu confesso que não sabia. Preocupante.

"Entendemos que a situação de violência é geral em Minas Gerais, mas Sete Lagoas avaliada como a terceira cidade do Estado em homicídios e crimes violentos é chocante"

'Cidade Aberta'

A cegueira da familiaridade

Como eu não tenho disponibilidade nas manhãs de domingo, tenho acompanhado, com muito interesse, o Mutirão da Cidadania pelas redes sociais. Acho que o Mutirão tem cumprido um papel revelador: ao nos mostrar o estado deprimente de nossas lagoas, na verdade, ele nos diz menos de nossas lagoas, propriamente, e mais de nós mesmos, como cidade, como sociedade. Esse é o tema da coluna Cidade Aberta, no SETE DIAS, que pode ser lida AQUI.

17 de abr de 2013

Diário da Queda

Eu falei na última postagem sobre Isaac Bashevis Singer. Singer é daqueles escritores que preservam milimetricamente suas tradições judaicas e é delas que ele extrai sua obra. Esse tema do judaísmo, mesmo entre escritores judeus ou de ascendência judaica, divide opiniões. Há sempre um contra ou a favor. De forma mais geral, a situação é mais polarizada ainda, mesmo na literatura, entre semitismo e anti-semitismo. A propósito disso, eu lembrei-me da recente leitura de um livro interessantíssimo: Diário da Queda [Michel Laub, Editora Companhia das Letras, 152 págs., R$35]. É curioso como um livro que repete milhares de vezes a palavra Auschwitz consegue equilibrar-se tão bem entre esses extremos. Em um momento, você tem certeza que Laub está numa ponta para, em seguida, vê-lo na oposta. Nessa oscilação entre lá e cá, ele acaba fazendo emergir o preconceito e a solidariedade, a tolerância e a intolerância, a vida e a morte, essas trivialidades humanas presentes tanto de um lado quanto do outro. Fica a dica.

Leiam AQUI  o primeiro capítulo e AQUI a apresentação pela editora.

Um bilhete perdido

Eu sou um daqueles colecionadores de bobagens. O programa Fantástico, um domingo desses, afirmou que isso é sintoma de transtorno obsessivo compulsivo. Se é mesmo, eu, particularmente, acho um bom transtorno. Pois então, entre as bobagens que guardo, tenho alguns papéis inúteis, anotações inúteis, rabiscos inúteis que me servem tão somente para rememorar certas épocas ou certos amigos importantes na minha vida. Quando é possível, para não perder essas anotações, até as faço em livros, nas primeiras ou nas últimas páginas em branco, de tal forma que posso, naturalmente, associar esses 'recuerdos' e os momentos peculiares em que eles ocorreram a um ou outro livro que estava lendo naquela ocasião. Muito bem: há poucos dias, inadvertidamente, achei uma folha de papel que não fazia ideia de onde estava ou mesmo se ainda estava em algum lugar. É um pequeno manuscrito, um cumprimento a mim [espero que seja mesmo...], absolutamente ilegível porque está escrito em iídiche. Não sei se vocês sabem como é, mas, até então, e isso já faz uns dez anos, eu confesso que não sabia minimamente como era uma escrita iídiche.


Dia Internacional da Conscientização sobre o Ruído em Sete Lagoas

AÇÕES DO INAD 2013 - Dia Internacional da Conscientização sobre o Ruído em Sete Lagoas

DIA 12/04 - Entrevista na Rádio Musirama FM

DIA 18/04 - Palestra para os alunos do SENET - 19:00 às 20:30
Ministrante: Luciana Thomsen - Fonoaudióloga - Fiscal da Secretaria Municipal de Meio Ambiente - Coordenadora Estadual do INAD 2013 - MG

DIA 19/04 - Reportagem em jornal local de grande circulação - Jornal Sete Dias- distribuição de 3.000 folders como encarte.

DIA 20/04 - UNIFEMM
Palestras abertas à população - Auditório Principal - de 8:30 às 11:30
Conscientização Ambiental
Ministrante: Alessandra Casarim - Gestora Ambiental, Paisagista e Assessora Técnica da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Sete Lagoas
INAD - Dia Internacional da conscientização sobre o ruído 2013
Ministrantes: 
Aline Martins - Fonoaudióloga - Cerest (Centro de Referência do Trabalhador)
Luciana Thomsen - Fonoaudióloga - Fiscal da Secretaria Municipal de Meio Ambiente - Coordenadora Estadual do INAD 2013 - MG
Encerramento:
Coral Dom Silvério

DIA 24/04 - Mobilização
Mobilização no CAT, de 8:30 às 15:30
Serão realizadas orientações e distribuição de material informativo à população.

As atividades do INAD 2013 em Sete Lagoas contam com o patrocínio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Ambev, Logisk Sistemas, Ecos Engenharia e Consultoria Ambiental e Criare Soluções Gráficas; e com o apoio da Secretaria Municipal de Saúde, Rádio Musirama, UNIFEMM, SENET, Coral Dom Silvério e Jornal Sete Dias. 

16 de abr de 2013

Naturalmente arriscado

Um comentário tolo: é impressionante como estamos naturalizando riscos de trânsito em Sete Lagoas. Eu faço um trajeto habitual que passa pela Marechal Castelo Branco e pela Avenida do Boqueirão. Teoricamente, duas avenidas de porte considerável que permitem soluções, tanto do ponto de vista da geometria quanto da sinalização, de boa qualidade. No entanto, nessa última década em que o volume de veículos em circulação cresceu exponencialmente, em todas as cidades, a situação dessas duas vias não apenas não acompanhou o processo de crescimento como se deteriorou. Um exemplo disso foi a abertura progressiva de inúmeras passagens no canteiro central da Marechal - que haviam sido todas fechadas, há dez anos -, muitas delas em pontos de péssima visibilidade. Nessas vias, é raro o dia em que não vejo uma situação de risco iminente de acidente, especialmente quando há carros parados na pista  na expectativa de se fazer uma conversão à esquerda. Quem conhece o problema se previne; mas e quem não conhece?! Hoje foi de cruzar os dedos: eu seguia atrás, à distância, de um caminhão que descia a Marechal Castelo Branco, sentido 040-Centro. Após passar em frente à PM, ele desceu em direção ao cruzamento com a Felipe Chamon e ganhou velocidade. Nesse momento, um carro atravessou a pista, saindo dessa rua para tomar a avenida, mas não no sentido centro, na mesma direção do caminhão, mas no 040 [aliás, se não é, essa conversão deveria ser proibida!]. Aparentemente, não haveria problema nenhum, [afinal, o caminhão não estava tão próximo ainda...], não fosse a presença de outro carro tentando fazer uma conversão à esquerda, no mesmo ponto, mas em sentido contrário, da Marechal, vindo do centro, para entrar na Felipe Chamon. Deu no que deu: o carro lá, atravessado na pista, e o caminhão descendo ladeira abaixo, tentando frear e.... Juro: foi quase um boliche! Por uma questão de milésimo de segundo, o nó se desatou, o carro saiu e o caminhão se foi. De perder o fôlego!

15 de abr de 2013

Terror em Boston

Provável atentado mata e fere na Maratona de Boston, na tarde desta segunda. Não será a primeira vez que se usa um evento esportivo, emblematicamente, para semear o terror. Pânico e apreensão. Maus presságios.

[Foto do Twitter de Tyler Wakstein]

Redução da maioridade: aumento do impasse

Nesse mundo hiperlinkado e hiper rápido, a formação de convicção sobre temas sociais parece padecer, cada dia mais, de uma visão global do problema em questão. O processo tem sido puramente reativo. Não necessariamente procura-se a solução de um determinado problema, mas uma resposta imediata à nossa indignação frente a esse problema. Um tema recorrente na semana foi o posicionamento de muitos frente a assassinatos praticados por menores que leva à defesa intransigente da redução da maioridade penal. Essa redução responde, de pronto, à nossa indignação contra a violência. É verdade, a indignação é mais do que justa, mas a proposta de redução ataca efetivamente o problema da criminalidade que envolve adolescentes?

14 de abr de 2013

Eu, hem?!

Bem que eu nunca gostei dessa história de moderação de comentários... Pois não é que todos os comentários feitos e publicados depois do dia 07 de abril, portanto, todos os comentários dessa semana, desapareceram, misteriosamente?! Uma pena! Melhor parar com isso... É preferível ter o trabalho de apagar comentários indesejáveis do que correr o risco de perder as boas contribuições dos amigos, não é mesmo?!

[Alguns comentários foram recuperados a partir de e-mails automáticos enviados pelo blogger para moderação e que ainda não haviam sido deletados. Os demais, impossível! Que me desculpem os amigos que tiveram a generosidade de escrevê-los, em vão...]

DNA partidário

Os jornais de hoje estão confirmando a fusão do PPS com o PMN. Nessas horas, se puxarmos pela memória, poderemos ver como a política está ficando divertida. Para quem ainda se lembra, a origem do PPS é o partidão, o velho Partido Comunista Brasileiro. Já o PMN é um dos nossos 30 partidos em que é difícil enxergar alguma ideologia e é fácil perceber o pragmatismo que se tornou habitual na política. Tomando-se o caso de Sete Lagoas como exemplo, onde o PMN é marcado por forte ligação com igrejas evangélicas, numa perspectiva histórica, fica a dúvida: os pastores estão se convertendo ao comunismo ou são os comunistas que resolveram adotar o ópio do povo?!

14 de abril

Infelizmente, o fato mais importante de hoje não é o meu aniversário. É lamentável tomar conhecimento disso, mas, ao mesmo tempo, eu me sinto dignificado pelas comemorações que competem comigo. Acreditem: hoje, 14 de abril, é também o Dia Mundial do Café. O mundo poderia viver sem mim, mas não sem um dia dedicado ao café, não é mesmo?! Outro fato ilustre: em 1895, portanto, há 118 anos, Charles Miller organizou a primeira partida de foot-ball no Brasil. Isso não explica porque eu sou tão pereba no foot-ball, mas, talvez, justifique minha paixão pelo esporte bretão. Trinta anos antes, em 1865,  no final de um dia 14 como hoje, Lincoln, o presidente americano, sofreria um atentado que o levaria à morte, horas depois, já no dia seguinte. Da mesma forma, 47 anos depois, o Titanic, também no final de um dia 14 como hoje, sofreria um atentado tramado por um iceberg e se prepararia para ir ao fundo do Atlântico, horas depois, no dia 15. Em solidariedade, 35 anos adiante, outro transatlântico, o Queen Elizabeth, também naufragou na costa de Southampton. Esse é o lado ruim da história; mas voltemos ao lado bom. Na Índia, em Tamil Nadu, ao invés de comemorarem minha estréia nesse mundo, o pessoal, numa hora dessas, está soltando fogos pelo Ano Novo; um tanto fora de hora, é verdade... Por lá também, um pouco mais a oeste, em Kerala, me ignoram, solenemente,  a troco de um festival da colheita de não sei o que. Ah!, enquanto a Coréia do Norte enlouquece, as pessoas solteiras da Coréia do Sul aproveitam para comemorar, bem hoje, o Black Day. Confesso que, nesse caso, não consegui entender se essa é uma celebração boa ou ruim, alegre ou triste, se a solteirada coreana anda feliz ou pê da vida. Já um vendedor de sei lá o que, nos Estados Unidos, há 20 anos, certamente, anda nadando em felicidade, torrando o seu US$ 1 milhão ganhos por ter acertado um arremesso de trás do meio da quadra, no intervalo de um jogo da NBA. Companheiro de data sortudo esse. A propósito, pesquisei aqui no Google, o moderno pai dos burros, e descobri que no tal primeiro jogo organizado pelo Charles Miller, o São Paulo Railway venceu a Companhia de Gás por 4 a 2.

Por falar em Google, ele foi leal, como meus bons amigos, e não se esqueceu de mim...

Corrida de pneus

Corridas de F1 andam se resumindo a duas coisas, como nunca: pneus e paradas nos boxes por conta dos pneus. Os pneus andam deteriorando rápido demais para todos, ainda que carro, pista e forma de pilotagem influenciem. Em função deles, a estratégia de troca, não apenas pelo tempo, mas pela capacidade da equipe de devolver o seu piloto na pista mais limpa possível virou o ponto chave. Retorno a pista em meio de pelotão, em meio a disputas ferrenhas e sujeito a mais desgastes de pneus é fria. Massa que o diga.

13 de abr de 2013

Xangai

Vi apenas trechos do treino classificatório da F1 em Xangai. Claro que treino é treino e corrida é corrida. Mas o desfecho da madrugada já deixa algumas pulgas atrás da orelha. Depois de Sepang, eu havia feito as minhas apostas, um tanto óbvias; na ordem: RBR, Mercedes, Ferrari e Lotus. E queda da McLaren e da Williams. Xangai não me paga por todas as fichas, mas não me desmente totalmente...

[Ricciardo: a surpresa da vez]

12 de abr de 2013

Fim de semana

Está aberto o fim de semana. Para mim, inevitavelmente, é um fim de semana especial; afinal, no dia 14, em pleno domingo, envelheço. Todo ano é assim, sempre no dia 14 de abril, nem sempre aos domingos. Salvo as dores no tornozelo esquerdo e outras, mais raras, no joelho também esquerdo, envelhecimento não me traz incômodos. Aniversário sim. Como diz um amigo meu, 'sou da turma que não gosta de datas'. Aniversário, Natal, Ano-Novo não são comigo. Melancolias. Datas sugerem balanços e eu sou péssimo em balanços. Balanços, em geral, servem para contabilizar sucessos. Pra mim, na ampla maioria das vezes, os momentos que mais carinhosamente guardo e guardei, nesse último ano, não foram exatamente de sucesso e, quase todos, foram tolos. Conversas sem nexo, na cozinha lá de casa, com minha família, sem pieguice, muitas vezes me tocaram profundamente o coração. Não necessariamente porque foram demasiadamente alegres e geniais; às vezes, porque foram, ao contrário, humanas demais, miseravelmente humanas demais, no sentido mais forte que isso pode ter. Ou, outras vezes, porque foram banais demais, inesquecivelmente banais demais, no sentido mais divertido que isso pode ter, em meio a um porre inadvertido, meu ou de um de nós. Pensamentos que me ocorreram durante uma corrida, vez e outra, foram suficientes para me mudar radicalmente. Fiz, na tentativa diária de dar conta dos meus limites, lá pelo quilômetro sete, talvez, acordos comigo mesmo que me mudaram da água pro vinho. Mudanças daquelas abissais que, de tão abissais, ninguém percebe ou percebeu, nem minha mulher, só eu, que, então, já não sou mais o mesmo. Em meio a leitura de um livro descobri minha ignorância e isso me salvou. Na leitura de outro, encasquetei com alguns personagens e convivi com eles, dias e dias, intimamente. E, acreditem, essa convivência imaginária foi fundamental pra mim. Em um balanço, lanço coisas imaginárias na conta de créditos ou débitos? Uma conversa com um velho amigo no Carnes e Afins, num dia, ou outra, na Livraria Cultura em Brasília, com outro velho amigo, foram tão importantes pra mim que sou capaz de repetir cada palavra que ouvi. E, seguramente, para eles foram conversas ocasionais. Esse é um ponto: não tenho muitos, mas posso dizer, com arrogância, que tenho os melhores velhos amigos do mundo. Com pessoas inesperadas que jamais revi fiz longas amizades e tive conversas que, sem que eu me desse conta, foram tão indispensáveis que parece que haviam sido agendadas propositalmente. Não sei como lançar acasos em balanços. Adentro esse fim de semana com esse sentimento de que o melhor da vida é o imprevisto, o inesperado, o inusitado e, ao mesmo tempo, o esperado, os velhos temperos na prateleira da cozinha de casa, os livros na prateleira do escritório, as almofadas no safá da sala, a certeza da proximidade das pessoas de quem gosto, mesmo que estejam circunstancialmente distantes. Nesta sexta, em meio a uma crise de sinusite, farei um creme de cenouras. Se der conta, lá pelas três da madrugada, levantarei para ver o treino classificatório da F1, em Xangai. Amanhã, por certo, comprarei o Estadão apenas para ler o Sabático. O Sabático deste sábado será histórico porque será, infelizmente, o último ou o penúltimo. Não sei se irei ao clube; depende da sinusite e do sol. Talvez compre um livro na Ouvidor ou na Mineiriana para me dar de presente. Na madrugada de domingo é muito provável que assista ao GP da China. Quando domingo clarear, pensarei a melhor forma de brindar os meus 53 anos. Que seja como a vida: ou de forma surpreendentemente trivial ou comumente inesperada...

'SELTUR tem que se mostrar viável'

Este é o título de uma matéria do SETE DIAS, desta semana, que pode ser lida AQUI. Acho o tema importantíssimo: a efetiva viabilização da SELTUR ou, senão, o seu fechamento. A SELTUR nunca conseguiu, efetivamente, cumprir o seu objetivo social e nunca teve um papel relevante no desenvolvimento do turismo local. Uma ideia boa que, até agora, não deu certo. Achei corajosa e correta a posição da secretária Mônica Vasconcelos de negociar com o prefeito - já decidido a extingui-la - um prazo para provar a sua viabilidade.
.

25 centímetros

Eu sempre fui defensor de uma ordem urbana rigorosa. Acho, sim, que a lei precisa ser cumprida de maneira firme. Mas a ordem e a lei não podem ser um fim em si mesmas; senão, apenas e exclusivamente, meios para se alcançar a cidade que desejamos, especialmente, no que se refere a posturas urbanas e uso do espaço público. Para evitarmos o caos - o som exacerbado em carros e bares, a ocupação descontrolada de praças e calçadas por ambulantes, por exemplo - não podemos criar um aparato de leis que nos levem a uma cidade morta. A cidade precisa ser alegre, os espaços públicos precisam ser atrativos e devem estimular a convivência social. Entre evitar uma coisa e se alcançar a outra, há um caminho a percorrer. Não é fácil, mas precisamos aprender a fazer isso.

'Cidade Aberta'

100 dias

De fato, eu acho que avaliações de governo após 100 dias são inteiramente inúteis. Prova disso, foi a entrevista coletiva do prefeito de Sete Lagoas: rigorosamente, nada de novo. Em geral, só se fala de 'heranças malditas' de governos anteriores, o que valoriza os desafios da atual gestão. Esse é o tema da coluna Cidade Aberta, no SETE DIAS. A versão digital pode ser lida AQUI.

"Em tão pouco tempo ser otimista ou cético diz mais da expectativa de cada um do que, propriamente, do desempenho do governo"

11 de abr de 2013

Cadê os nossos planos urbanísticos?!

No artigo passado [Acaso], no SETE DIAS, eu ponderei: "tudo leva a crer que enquanto os planos dormem nas gavetas, os reais impulsos que movem as cidades vêm do acaso". Por causa dessa frase, fizeram-me perguntas, nesses dias, que eu não soube responder. Uma: no que deu o nosso PLHIS - o Plano Local de Habitação de Interesse Social? Outra: no que deu a revisão do Plano Diretor?

'O apressado come cru'

O caderno Paladar, do Estadão, de hoje, está com uma matéria pra lá de legal sobre o amadurecimento de queijos. Para todo bom mineiro, a sua leitura é imperdível!

[Recorte da imagem da capa do caderno Paladar]

10 de abr de 2013

Entre o passado e o futuro

Todo governante tem o direito e o dever de construir, de acordo com a sua conveniência, a cada momento, a sua narrativa a respeito de seu governo. A narrativa é uma história em perspectiva: passado, presente e, sobretudo, futuro, numa ótica própria. Algo como: assumi a prefeitura assim, minha estratégia de abordagem está sendo tal, há possibilidades aqui, há riscos ali, e minhas metas para o curto, o médio e o longo prazo são essas. Ninguém está pedindo que as dificuldades iniciais - as 'heranças malditas', a dívida com o 13º, a dívida com o INSS, todas as dívidas e todas as dificuldades - sejam ignoradas, mas, apenas, que elas se restrinjam a ser o ponto de partida e não mais do que isso. Todo prefeito desejou ser prefeito; por mais errônea que fosse, tinha mínima noção de como encontraria a casa; e devia estar preparado para enfrentar os desafios. Em Sete Lagoas, entretanto, está se tornando uma tradição usar os desafios como escudo, como desculpa. Os prefeitos falam de suas 'heranças malditas' como se tivessem sido surpreendidos por elas e as exploram, politicamente, ao máximo. Ou seja, quanto maior a desgraça herdada, maior o desafio e maior o heroísmo. A meu ver, isso é irreal e  não leva a lugar nenhum...


Comida di Buteco

Para quem acompanha o tradicional evento gastronômico belo-horizontino, o Comida di Buteco, que começa sua edição 2013 nesta sexta-feira, dia 12, os bares concorrentes ainda não estão no site oficial, mas já foram divulgados no Blog do Girão. O Comida, que, neste ano, acontece simultaneamente em 16 cidades brasileiras, reunirá 45 bares em BH e vai até o dia 12 de maio. A Saideira será no dia 18 de maio.

FLIP 2013: a caminho...

Depois da confirmação dos nomes do irlandês John Banville e da francesa/iraniana Lila Azam Zananeh [leiam AQUI], a FLIP 2013, que acontecerá, em sua 11ª edição, entre os dias 03 a 07 de julho, em Paraty, anunciou, nesta semana, a presença do escritor bósnio/americano Aleksandar Hemon.

Provocação

O site oficial da Prefeitura passou a estampar, desde ontem, uma matéria relacionada ao tema do momento: o da publicação nominal dos salários dos servidores. Seria compreensível [e olhe lá...] se a matéria fosse informativa e esclarecedora sobre a polêmica que está nas ruas e nas redes: ou seja, se a publicação nominal é constitucional, o que tem suscitado opiniões contra e a favor. Mas não é isso o que se vê. O site oficial replica uma página de jornal, sem indicação de fonte e data, que narra um caso particularíssimo, o de um cidadão que acessou, por meio do portal da transparência do Senado Federal, os dados funcionais de uma servidora; segue-se uma troca de insultos, com a tal servidora chamando-o de 'bisbilhoteiro', o que ensejou duas ações judiciais bem-sucedidas do cidadão contra a dita cuja. Ao final da leitura, só resta uma indagação: é essa a intenção da Prefeitura de Sete Lagoas ao publicar os salários dos servidores, a de promover a cizânia pela cizânia e a provocar atritos pessoais entre cidadãos e servidores? A matéria não tem nada de estranha, mas sua publicação, ali, demonstra uma absoluta falta de bom senso.

9 de abr de 2013

'As estrelas têm memória'

O jornal online espanhol Europa Press traz hoje em sua página de ciência um estudo do astrofísico sete-lagoano Antônio Claret que demonstra que as estrelas, em seu ocaso, recuperam 'recuerdos' de sua infância. A versão original da publicação pode ser lida AQUI.


8 de abr de 2013

Transparência versus intimidade

Na postagem Holerite, logo abaixo, um anônimo bastante bem informado - a despeito de, como eu, mostrar-se favorável à publicação nominal dos salários dos servidores públicos - ponderou quanto a provável inconstitucionalidade e ilegalidade desse ato. Ele não expressou apenas uma opinião pessoal, mas se manifestou com base em pareceres de advogados e decisões judiciais.


6 de abr de 2013

O caminho, a verdade e o poder

O evento político da semana, para mim, foi o ingresso de César Borges no ministério da presidente Dilma Rousseff. É mais um nome da direita de quatro costados, nesse caso com a particularidade de ser um carlista baiano da gema, que se alista nas fileiras do lulo-petismo. A direita profissional que ainda apita, aquela representada tanto por parte do condomínio de interesses reunidos no PMDB, quanto pelos caciquismos regionais, como o malufismo paulista e, agora, o carlismo baiano, é absolutamente pragmática e já entendeu que, hoje, Lula é o único caminho, a única verdade e o único poder. Sob a sombra de Lula, o PT é hegemônico. Não acredito nem mais nessa história de polaridade PT-PSDB. Já foi o tempo. Sob essa ótica, acho que temos que refazer a nossa leitura sobre a política partidária nacional.


Fim do Sabático

O caderno 'Sabático' do Estadão parece estar com seus dias contados. Pra mim, é, disparado, o melhor suplemento literário de qualquer dos grandes jornais do país. Mas, ainda assim, ao que entendi, será assimilado pelo Caderno 2, a partir do dia 22 próximo, em novo projeto gráfico que está sendo implantado pelo jornal paulista. Resta torcer para que a mudança de formato não implique nem em perda de conteúdo nem em perda de familiaridade e prazer no manuseio de um caderno de literatura, pelos leitores, como o Sabático vem proporcionando.

'Cara de pau' genial

A matéria está no G1. Na 'cara de pau', Maíra Morais convence mulheres anônimas a fazerem fotos sensuais a troco de nada. O cachê é a próprio foto. E o resultado é bem bacana [AQUI].

[Recorte sobre foto de Maíra Morais]

5 de abr de 2013

'Cidade Aberta'

Acaso

Às vezes, eu me convenço de que o planejamento urbano é uma fantasia. O que, de fato, determina o futuro da cidades é o acaso, nada além do acaso. Leiam a coluna Cidade Aberta, no SETE DIAS [AQUI].

4 de abr de 2013

Essa página precisa ser virada

Esse assunto do Feliciano chegou a um ponto que só interessa ao próprio Feliciano. Ele vai crescendo em desfaçatez, em arrogância, tem um comportamento cada dia mais histriônico, provoca desmedidamente, bate e recua, age ardilosamente e, enfim, consegue o que quer: angariar apoios e votos futuros. Sob qualquer ótica, o quadro é insuportável. Amanhã, por exemplo, ele vai ao STF responder por um caso de estelionato - vejam bem: ele é réu na ação, ele é acusado de ser estelionatário -, e tudo se passa envolto numa atmosfera de celebridade, com paparazzis, jornalistas, manifestantes, o escarcéu. A questão que me interessa, no momento, é apenas como essa página será virada. Se ela será virada com o esquecimento ou se ela será virada com um posicionamento decente da Câmara dos Deputados.

Holerite

A Prefeitura de Sete Lagoas voltou a carregar o Portal da Transparência. O portal anterior, embora fosse uma solução doméstica, funcionou, razoavelmente bem, enquanto o sistema de gestão terceirizado foi capaz de gerar dados. Quando se mudou a empresa de sistema, acabou a fonte de alimentação. A versão atual é do e-governo, bastante mais profissional. As informações de receita e despesa, entretanto, ainda não estão acessíveis e devem estar em processo de carga. Não há nenhum dado de receita, até o momento. De despesa, há dados parciais, de janeiro. É possível ver, por exemplo, que a VINA, a empresa de limpeza urbana, teve liquidados R$ 752.477,23 de um total empenhado de R$5.687.943,12. A novidade, no entanto, não está aí, mas na disponibilização da folha de pagamentos da Prefeitura, dos efetivos da Saúde, do SAAE e da FUMEP.