5 de mar de 2013

Murakami

Uma amiga me indicou Haruki Murakami. Não o conhecia. É um dos nomes mais badalados da literatura japonesa contemporânea. Escreveu Kafka à beira mar, Após o anoitecer, Minha querida Sputnik, Norwegian Wood, 1Q84; livros que estão na minha lista de leitura à vista. Todos romances de ficção. Mas o que ela me indicou, a pretexto de meu gosto por corridas, foi o único livro de não-ficção de Murakami: Do que eu falo quando eu falo de corrida [Alfaguara Brasil, 152 págs., R$34,90]. Li e me diverti!


Se o livro faz sentido para quem não corre, faz mais ainda para quem gosta de correr. Murakami é maratonista, mas não é um velocista. Corre com a mesma velocidade mediana com que eu corro e com o mesmo espírito de auto-superação. Ou seja, não corre contra ninguém, mas dentro de seu próprio ritmo e em função de seus objetivos pessoais. O texto é leve, ágil e despretensioso. E as reflexões que ele faz, associando a corrida e a escrita, o corredor e o escritor são geniais!

"Para mim, correr é tanto um exercício como uma metáfora. Correndo dia após dia, colecionando corridas, pouco a pouco, elevo o meu patamar, e cumprindo cada nível aprimoro a mim mesmo. Pelo menos é nisso que deposito meu empenho, dia após dia: elevar meu próprio nível. Não sou um grande corredor, de modo algum. Estou mais para um nível comum - ou, antes, mediano. Mas isso não vem ao caso. A questão é se melhorei ou não em relação ao dia anterior. Em corridas de longa distância, o único oponente que você tem de derrotar é você mesmo, o modo como você costumava ser."

8 comentários:

Frederico Dantas disse...

Certamente lerei, Flávio.

A propósito, quais as novas metas do asfalto? Vamos encarar as tais 10 milhas neste mês? Pra que fez a volta...

Blog do Flávio de Castro disse...

Oi Fred,

Leia: você vai gostar.

E essas 10 milhas? Aonde será? Estou quase pronto: entrei numa musculação para superar as dores de velhice que comecei a sentir no tornozelo e estou quase 100%. Boa hora de testar, não é mesmo?

Abração, Flávio

Frederico Dantas disse...

Flávio.

Lagoa da Pampulha, 24 de março. Procure no Google por 10 Milhas Mizuno e achará facilmente.

Quanto ao livro, já até comprei. Estou num longo e penoso período de treinamento para tentar correr minha primeira maratona. Tanto quanto o corpo, a cabeça também precisa ser "treinada". Acho que este livro vai me ajudar muito nisso.

Frederico Dantas disse...

Fiz uma postagem que apareceu e depois sumiu.

Bem, Flávio.

A corrida será na Lagoa da Pampulha, em 24 de março. É só procurar no google por 10 Milhas Mizuno que você achará.

Quanto ao livro, já até comprei. Estou numa longa e penosa fase de treinamento para tentar correr minha primeira maratona. Além de preparar o corpo, a cabeça também precisa ser preparada. Acho que este livro me ajudará muito.

Abs.

Blog do Flávio de Castro disse...

Fred, maratona?! Que beleza! Eu não me arrisco. Vou ficar nas meias maratonas e me dar por satisfeito...

Frederico Dantas disse...

Flávio, digamos que é uma espécie de "sonho de consumo" de um corredor de rua. O que virá depois da tentativa? Vai depender muito do que ocorrer na dita cuja.

Numa coisa você tem toda razão. Meias maratonas são mais interessantes e mais saudáveis e, claro, dependendo de suas metas, são instigantemente desafiadoras. Maratonas não são coisa de gente normal. E, no meu caso, um desafio adicional: correr sem cortar a sagrada cerveja. A ver.

Blog do Flávio de Castro disse...

Fred, devo confessar: eu acho essa história de maratona sensacional. Só não corro uma por absoluta incompetência.

Sobre a sagrada cerveja, eu até diminui e muito. Também não foi por escolha, mas por obrigação. Mas cortar, jamais!

Vá em frente!

Frederico Dantas disse...

Flávio.

Terminei a leitura deste livro do Murakami. Gostei muito. Tanto a ponto de querer ler outras obras dele, coisa que já estou providenciando.

Valeu a sugestão.