24 de mar de 2013

Deu no Sete Dias

Quatro notícias no SETE DIAS da última sexta-feira merecem ser comentadas: [1] O Aeroporto, [2] Na busca da paz, [3] Ambulantes realocados até construção de shopping e [4] Mudança na praça Alexandre Lanza desagrada. Vamos lá...


[1]

Está no SEM RESERVA: 'O Aeroporto'
A nota fala de um aeroporto em "uma área próxima ao Barreiro". Essa localização coincide, se eu não estou enganado, com um de iniciativa do projeto Águas do Treme. Já na formulação inicial do Distrito Industrial Norte, onde está a AMBEV e a IVECO, também havia previsão de um aeroporto. Sobre isso, apenas uma dúvida: se o aeroporto é executivo e se esse distrito industrial representa o maior vetor de crescimento da cidade, a localização de um aeroporto municipal nessa região não seria mais indicada?!

[2]
Também está no SEM RESERVA: 'Na busca da paz'
O assunto é a 'Patrulha do Sossego', uma iniciativa conjunta da Prefeitura e da PM para "acabar com a baderna provocada por som alto de comércio ou veículos". Essa notícia merece todos os aplausos! Até que enfim...

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Está na página 3: 'Ambulantes realocados até construção de shopping'
Primeiro comentário: o que se vê é um show de improviso! Esse assunto está patinando, há anos, e quando é abordado, faz-se de forma paliativa, tumultuada e sem uma proposta estruturada. Francamente: com o endividamento da Prefeitura [de R$200 mi, conforme anunciado na mesma edição do jornal] e as demandas crescentes por todo tipo de serviços públicos - da saúde ao asfaltamento, tudo é urgente! -, é de se acreditar que a Prefeitura terá dinheiro para desapropriar terreno e construir um shopping popular até o ano que vem?! Duvido! Segundo comentário: eu fico muito impressionado com a justificativa de que a ação às pressas foi motivada por pressão do Ministério Público. Tudo bem, se há uma ação movida pelo MP, tem sim que ser cumprida. O problema é que isso está virando um hábito. Tudo que o Executivo faz, não o faz por dever de ofício, mas porque o MP determinou. Eu vejo nesse expediente, por um lado, certa confissão de omissão - e não estou falando dos atuais secretários, mas do poder público, de forma geral - e, por outro, uma tática para escapar de desgastes políticos, quando o assunto é espinhoso, do tipo: a Prefeitura não tem nada com isso; é coisa do MP e não se discute.

[4]
Também está na página 3: 'Mudança na praça Alexandre Lanza desagrada'
Outro show de improviso. Eu sou 100% a favor da revitalização de nossas praças [sob esse aspecto, palmas para o Executivo, pela iniciativa, sobretudo se a ideia for levada adiante], tenho convicção de que a valorização do espaço público é condição para termos uma cidade melhor etc. etc. Mas é fundamental, para que ele seja bem ocupado, cuidado e preservado pela população, que ela seja ouvida. Que nada! Depois de anos ignorando as nossas praças, quando resolve reformá-las, o poder público não ouve ninguém, faz como bem quer e coloca a mudança como "irreversível". Aí é muito ruim... [A propósito, gostei de saber que a mesma medida, inclusive com retirada de estacionamento de carros sobre o passeio, será estendida para a praça Barão do Rio Branco, a praça da Prefeitura. Minha família mora perto dessa praça, há quase 50 anos. Eu fui criado ali e ela era super bem cuidada, sem carros sobre a calçada e com calçadas amplas. Só tenho cá minhas dúvidas se vão conseguir tirar os carros lá de cima com a mesma facilidade com que tiraram os taxis da Alexandre Lanza. A conferir...]

4 comentários:

Enio Eduardo disse...

Flávio, sobre o Aeroporto já ouvi falar de tudo. Agora o que me deixou na dúvida foi que me disseram que na região do Distrito Industrial onde se encontra a AMBEV e a IVECO, faz parte da Rota dos Aviões que posam e decolam em Confins. Isso impediria a construção de um Aeroporto Regional naquela localidade.

Você sabe se tem alguma lógica nesta explicação?

Anônimo disse...

Tudo no improviso.

Blog do Flávio de Castro disse...

Enio, sobre o aeroporto, nesses últimos 20 anos, também já ouvi de tudo. Por isso, fiz uma pergunta sem nenhuma intenção de crítica. Eu gostaria, realmente, de entender as razões da decisão pró-Barreiro. Se for no terreno dos Gutierrez, a conversa é que a direção do vento, ali, é lateral e imprópria. Isso procede? Também já ouvi essa versão de que a região da AMBEV está na rota de aproximação de Confins. Da mesma forma, que Sete Lagoas, e também o Barreiro, estariam nessa rota. É fato?! Não faço ideia... Apenas acho que, do ponto de vista meramente urbanístico, o Distrito Norte seria mais indicado. Abraço, Flávio

Enio Eduardo disse...

Flávio, também acho que o Distrito Norte é o mais indicado, inclusive nos Estudos de Revisão do Plano Diretor, essa possibilidade está apontada naquela região.