20 de mar de 2013

Deu no Sete Dias

Duas notícias me chamaram a atenção no SETE DIAS, de sexta passada: [1] Obras param e o Hospital Regional fica para 2015 e [2] Molhar a Mão. Vamos a elas...


[1]
Manchete de primeira página: 'Obras param e o Hospital Regional fica para 2015'


Eu queria lembrar um fato: essa história de projeto e obra do HR vem do governo Leone. O projeto original é de 2008. No governo Maroca, ele foi revisto, pelo menos, duas vezes. Era um modelo de Uberlândia, teve reduzida sua capacidade em função da diminuição do repasse estadual, aventou-se a possibilidade de verticalização e, ao que parece, adotou-se, depois, um modelo de Juiz de Fora. A lentidão na definição do projeto e na licitação da obra chegou a ser motivo de crítica do candidato à reeleição ao governo de Minas, o atual governador Anastasia, ao seu correligionário sete-lagoano, em 2010. Agora, fala-se, de novo, em "necessidade de revisão e adequação de projetos complementares". Resumindo: em cinco anos, a Secretaria de Obras não conseguiu sair do estágio de projeto [que é o estágio inicial] do Hospital Regional. Se fosse privado, seu dono já tinha ido à lona. Como desconheço detalhes, não me cabe fazer, aqui, qualquer ilação sobre responsabilidade - se a culpa é do prefeito fulano, beltrano ou sicrano -, mas, para mim, no mínimo, é inevitável reconhecer que há um erro processual sério, nessa história. E todo mundo sabe que o alto índice de desperdício e dinheiro jogado fora na construção civil se deve a falta de planejamento, a falta de gerenciamento de projeto, a logística ineficiente, a esse interminável começa-para-muda-faz-refaz. Até desmobilização de obra [o que ocorreu, no dia 28 passado, com demissão de 80 funcionários] custa caro. Não cabe ao Legislativo - pelo seu poder e dever de fiscalização - aprofundar o conhecimento desse problema?

[2]
Está no SEM RESERVA: 'Molhar a Mão'


Mais uma vez, o assunto é o DLO. E, mais uma vez, refere-se a suspeita de corrupção no setor. Dessa vez, quem levantou a lebre foi o próprio prefeito, mas com absoluta superficialidade. Há anos, de fato, tem-se evidências, nesse sentido. Como há na maioria dos setores licenciadores de obras das administrações públicas municipais, em razão do peso dos interesses envolvidos [vide o caso da maior prefeitura do país, a de São Paulo, no ano passado]. Em 2010, quando fui secretário, como todo mundo sabe, essa foi uma luta nossa. Combatemos o foco provável do problema - a relação direta entre interessados e servidores - com um conjunto estruturado de medidas: mudança de um local para outro com maior capacidade de atendimento, implantação do sistema de senhas para tornar impessoal e transparente o atendimento, implantação de uma central de processos para que se tivesse controle efetivo sobre todos eles, informatização das rotinas etc. Mas isso era apenas o início porque essas práticas - se e quando ocorrem - são crônicas e exigem repressão permanente. Curiosamente, um dos nossos maiores críticos foi o deputado Márcio Reinaldo. Enfim: perdemos! No seu comentário que está no SEM RESERVA, o agora prefeito Márcio Reinaldo usou o tempo passado: "práticas, antes comuns" e "era". Por certo, ele não estava se referindo aos - apenas - dois meses de seu governo porque nem Deus desmonta esquemas de corrupção em dois meses. De duas, uma: ou ele errou o tempo verbal e, na verdade, quis se referir a uma prática que ainda existe ou ele, sem querer, pela primeira vez, elogiou o seu antecessor...

4 comentários:

Amaro Marques disse...

Ainda acho que o EGOismo (individual ou de grupos) é o mal do século... Acho que os problemas que enfrentamos não está nos processos, está enraigado nas intenções obscuras de pessoas e grupos... Que Deus nos guie num caminho capaz de solucionar esse nosso "probleminha" contemporâneo...

Blog do Flávio de Castro disse...

Verdade, Amaro!

LEANDRO VIANA disse...

Flavio, concordo plenamente. Os veradores deveriam cobrar um esclarecimento sobre essa paralisaçao do HR. Revisao de projetos complementares realmente ensejam paralizaçao das obras? Como assim? Nao estou duvidando e nem contestando ninguem, apenas acho q o esclarecimento a cidade vai muito alem disso. A previsao no governo Maroca era de conclusao ate final de 2013. Agora, mais além e o hospital municipal continua operando com uma demanda macima de sua capacidade. E a UPA Norte Sul? Qual a previsao? As obras estao paradas faltando muito pouco para conclusao

LEANDRO VIANA disse...

Outro pto: "Molhar a mao era pratica comum"? Isso é desrespeitoso com os servidores e sao palavras ao vento. Dê nomes aos bois. Quando? Quem ? Ele fez elogio ao Maroca e a vc, já q o controle processual informatizado foi implantado em sua gestao na pasta é o passo primordial para o controle.