28 de mar de 2013

Dengue

A epidemia de dengue está tão generalizada, em tantas cidades, que eu ando me fazendo algumas perguntas. Uma: esta epidemia poderia ter sido evitada ou ela era inescapável? Isso coloca no centro do debate a questão da eficácia do seu combate, tanto por parte do poder público quanto da sociedade. Outras dúvidas: se esse combate aos focos de propagação tivesse sido bem sucedido, essa infestação teria sido mais branda? Há cidades onde é comprovável que boas gestões e boas práticas tiveram efeitos positivos na redução do número de casos? As duas cidades onde moro - Belo Horizonte e Sete Lagoas - estão com números explosivos; é justo responsabilizar o poder público e a população, diretamente, de cada uma dessas cidades pela epidemia? O governo de MG e os mineiros, aqui e acolá, foram todos imprudentes e, por isso, estão pagando caro pela confirmada epidemia de dengue no estado? Ou, sob outra ótica, ainda que a prevenção seja obrigatória e esteja sendo - bem ou mal - realizada, a epidemia se deve, na realidade, ao aparecimento do sorotipo 4 da dengue, em condições favoráveis do verão tropical, e nada poderia detê-la; é isso?!

2 comentários:

LEANDRO VIANA disse...

Flavio, a dengue voltou com força total muito mais pela conjuntura política do q pela omissão da populaçao ou aparecimento do sorotipo 4. É lógico q tudo se soma, mas o cenário no final do ano passado era de prefeituras em crise financeira com quedas dos repasses do FPM, prefeitos governando pela ótica da reeleição (bh por exemplo) e serviços importantes como limpeza pública e prevençao a dengue perdendo lugar nas agendas da cidade. No Brasil tem eleiçao demais e a reeleiçao está fazendo mal ao país. 5 em 5 anos a nivel municipal e federal seria o ideal.

Blog do Flávio de Castro disse...

Leandro, essa tese da má gestão em tempos de eleição/reeleição era a minha favorita para explicar a dengue, neste ano. Cheguei a escrever sobre isso em minha coluna, no Sete Dias. Mas, sinceramente, ando começando a ter dúvidas. É dengue demais, em lugares demais...