25 de fev de 2013

Deslocamentos urbanos

Matéria que recebi, hoje, no e-mail do grupo do IBDU:

Pesquisa do IPEA analisa o tempo de deslocamentos urbanos casa-trabalho, nas regiões metropolitanas

Disponibilizado no Portal do Ipea, o Texto para Discussão nº 1813, dos pesquisadores Rafael Henrique Moraes Pereira e Tim Schwanen, analisa o tempo que a população gasta em deslocamentos urbanos casa-trabalho no Brasil. O documento enfatiza as diferenças encontradas entre as nove maiores regiões metropolitanas (RMs) do país mais o Distrito Federal (DF), além de destacar como estas diferenças variam de acordo com níveis de renda e sexo. 

Entre os resultados obtidos na análise, estão os de que trabalhadores de baixa renda fazem viagens, em média, 20% mais longas que os mais ricos – 19% dos mais pobres gastam mais de uma hora de viagem contra apenas 11% dos mais ricos. Os dados apontam ainda que as tendências observadas no Brasil não seguem necessariamente aquelas observadas em países desenvolvidos.

O estudo se baseia em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domícilios (PNAD), gerados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), uma fonte até hoje pouco explorada em estudos sobre transporte urbano no Brasil. É a única pesquisa amostral de larga escala feita no país com informações sobre o tempo de deslocamento casa-trabalho disponíveis anualmente – desde 1992 – tanto para o nível nacional, quanto para o subnacional (estados e regiões metropolitanas).

Para os que se interessarem, o Texto para Discussão nº 1813 pode ser acessado AQUI.

2 comentários:

Enio Eduardo disse...

Flávio parabéns pelo Artigo "Simples e Inovadora" da sua Coluna Cidade Aberta. Concordo plenamente com você quando diz que

"..., não é o poder público que mantém água parada, mas a população! Mas são precisamente os problemas que dependem de um elevado nível de consciência coletiva – como a dengue, a violência, as mortes no trânsito, o crack – os que mais exigem do poder público o exercício de um papel de liderança. Só ele pode construir políticas públicas eficientes de estímulo ou inibição de condutas sociais. Ao que se vê, na atual epidemia de dengue, ele custou a entender isso e só agiu tardiamente."

Acho que nesse parágrafo você foi certeiro no ponto crítico desta questão.

Foi um dos seus artigos da Coluna que mais gostei.

Abraço,

Enio.

Blog do Flávio de Castro disse...

Valeu, Enio!