20 de fev de 2013

A contadora de filmes


É um livro brevíssimo. Vocês não gastarão mais do que algumas horas de uma só noite para lê-lo. As suas pouco mais de 100 páginas são, praticamente, um curta metragem. Aliás, a diagramação é perfeita, como se simulasse uma tela de cinema. Écran. Chiaroscuro. Os capítulos enxutos também têm um quê de tomadas de um filme. Mas, apesar da pequena dimensão, não há como poupar-lhe enormes elogios. É um livro hiper sensível, tocante. A história de Maria Margarita, a exímia contadora de filmes, a história de uma família paupérrima, a história do povoado da Mina, a história do deserto de Atacama, a história do Chile se cruzam em uma narrativa aparentemente despretensiosa, mas surpreendente e duramente dramática. Como no cinema, por trás da magia do texto leve, a árida realidade. Confesso que é a primeira vez que leio o escritor chileno Hernán Rivera Letelier. E deu vontade de ler mais! [A contadora de filmes, Editora Cosac Naify, R$29,90].

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