26 de fev de 2013

F1 à vista...

Estamos quase: a temporada 2013 começa em meados de março. As equipes já estão com seus pilotos definidos e com seus novos carros apresentados. A propósito dos novos bólidos, o Portal Terra está com uma página em que propõe duelos entre eles, dois a dois, para eleição do mais bonito [AQUI]. Claro que, com apenas uma foto, não se pode fazer uma boa avaliação. Mas, a princípio, o mais elegante para mim é o da McLaren. Achei as frentes da Ferrari e da Williams exageradas. E equipes como a Red Bull, a Lotus e a Caterham seguem com aquele degrau medonho no bico [bico de ornitorrinco], que marcou os carros do ano passado...

[Nova Ferrari F138: o nariz empinado faz a asa dianteira parecer maior]

25 de fev de 2013

Deslocamentos urbanos

Matéria que recebi, hoje, no e-mail do grupo do IBDU:

Pesquisa do IPEA analisa o tempo de deslocamentos urbanos casa-trabalho, nas regiões metropolitanas

Disponibilizado no Portal do Ipea, o Texto para Discussão nº 1813, dos pesquisadores Rafael Henrique Moraes Pereira e Tim Schwanen, analisa o tempo que a população gasta em deslocamentos urbanos casa-trabalho no Brasil. O documento enfatiza as diferenças encontradas entre as nove maiores regiões metropolitanas (RMs) do país mais o Distrito Federal (DF), além de destacar como estas diferenças variam de acordo com níveis de renda e sexo. 

Entre os resultados obtidos na análise, estão os de que trabalhadores de baixa renda fazem viagens, em média, 20% mais longas que os mais ricos – 19% dos mais pobres gastam mais de uma hora de viagem contra apenas 11% dos mais ricos. Os dados apontam ainda que as tendências observadas no Brasil não seguem necessariamente aquelas observadas em países desenvolvidos.

O estudo se baseia em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domícilios (PNAD), gerados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), uma fonte até hoje pouco explorada em estudos sobre transporte urbano no Brasil. É a única pesquisa amostral de larga escala feita no país com informações sobre o tempo de deslocamento casa-trabalho disponíveis anualmente – desde 1992 – tanto para o nível nacional, quanto para o subnacional (estados e regiões metropolitanas).

Para os que se interessarem, o Texto para Discussão nº 1813 pode ser acessado AQUI.

24 de fev de 2013

Trocando SP por SL

Segue a transcrição de artigo do Abrucio que pode ser lido, originalmente, AQUI. O texto é perfeito. Vale para São Paulo, vale para Sete Lagoas...

Câmara tem que tornar-se lugar para debater o futuro da cidade

O debate sobre a Câmara de SP tem sido marcado por uma dupla visão. De um lado, há os que dizem que é frágil institucionalmente. De outro, os que reclamam do custo à governabilidade trazido por demandas de vereadores.

Dois exemplos ilustram o debate. O primeiro é a pesquisa da Fiesp que revela que a Câmara, mesmo transparente, é marcada por baixa capacidade de legislar e fiscalizar.

Na versão que realça a aparente força dos vereadores, jornais relataram a pressão sobre o prefeito eleito para distribuir cargos para conseguir apoio parlamentar.

Para além desse debate, é preciso que os vereadores construam identidade que os aproximem da sociedade e de grandes temas da cidade. Para tanto, é importante melhorar a qualidade da Câmara.

Para aperfeiçoá-la, uma via é torná-la um lugar para debater o futuro da metrópole. Também ela se torna estratégica quando discute projetos enviados pelo Executivo.

O protagonismo da Câmara será maior quando ela se preocupar menos em indicar o terceiro escalão das subprefeituras e atuar mais na fiscalização dos serviços públicos.

FERNANDO LUIZ ABRUCIO é coordenador da graduação em administração pública da Fundação Getúlio Vargas (SP)

'Heroína'

Quando a blogueira Yoani Sánchez apareceu, em meio às denúncias de presos políticos em Cuba, eu achei até graça na pessoa. Eu sou daqueles que acha que direitos humanos vale em todo lugar, aqui, em Cuba, onde for. Depois, as suspeitas em torno dela se tornaram tão ostensivas que eu pus os dois pés para trás. Simples: não vou bater palmas para quem eu não ponho as mãos no fogo. Daí, entretanto, a tomar birra mortal vai uma distância. Eu também sou daqueles que acha que o mundo seria pior se todos pensassem como eu; a diversidade é boa. Por mim, a Yoani tem direito de pensar como bem quiser. E tem direito de ir onde desejar para pregar suas ideias. Eu não preciso acompanhar seu périplo e suas opiniões. E acho também que é um direito dos outros confrontarem e denunciarem a cubana. Mas que tudo tem um limite, lá isso tem. Embora eu seja uma pessoa de esquerda, não entendo a esquerda raivosa que partiu para uma ação contra ela que beirou ao desrespeito, durante essa sua viagem ao Brasil. Acho que isso só serviu para valorizá-la. E valorizou tanto que a turma do lado de lá - a começar pelo Ronaldo Caiado e pelo Jair Bolsonaro, que, expressamente, posicionam-se como políticos de direita, passando pelo Geraldo Alckmin, tido e havido como membro do Opus Dei, ao senador Aécio Neves, que tenta parecer moderno, mas não é - se fez de tiete e correu para posar ao lado da heroína. De um lado e outro, tudo em excesso.


Cá pra nós: acho que se alguém contasse para Yoani Sánchez quem é quem nessa foto, nem ela teria tido coragem de sentar a essa mesa. Pobre coitada.

Sobre Yoani, uma reportagem que vale a pena ler: A blogueira favorita da mídia, na Carta Capital.

22 de fev de 2013

'Cidade Aberta'

Guinada

O deputado Márcio Reinaldo era favorável a loteamentos sem qualquer condicionante e fez duras críticas ao então secretário de Planejamento - e, indiretamente, ao Conselho Municipal de Desenvolvimento - por 'travar' loteamentos. O prefeito Márcio Reinaldo, recentemente, decretou a suspensão de loteamentos e chacreamentos, em Sete Lagoas. Pelo visto, esses dois não se entendem... O Decreto 4.643, de 04/02/2013 é o tema da coluna Cidade Aberta, no SETE DIAS,  de hoje [AQUI].

20 de fev de 2013

A contadora de filmes


É um livro brevíssimo. Vocês não gastarão mais do que algumas horas de uma só noite para lê-lo. As suas pouco mais de 100 páginas são, praticamente, um curta metragem. Aliás, a diagramação é perfeita, como se simulasse uma tela de cinema. Écran. Chiaroscuro. Os capítulos enxutos também têm um quê de tomadas de um filme. Mas, apesar da pequena dimensão, não há como poupar-lhe enormes elogios. É um livro hiper sensível, tocante. A história de Maria Margarita, a exímia contadora de filmes, a história de uma família paupérrima, a história do povoado da Mina, a história do deserto de Atacama, a história do Chile se cruzam em uma narrativa aparentemente despretensiosa, mas surpreendente e duramente dramática. Como no cinema, por trás da magia do texto leve, a árida realidade. Confesso que é a primeira vez que leio o escritor chileno Hernán Rivera Letelier. E deu vontade de ler mais! [A contadora de filmes, Editora Cosac Naify, R$29,90].

#rede embolada

Eu venho acompanhando, há tempos, com grande interesse, o movimento de Marina Silva para formação de um novo partido, tanto pela admiração que tenho por ela quanto por reconhecer que vivemos, no país, uma exaustão partidária.

Há um desafio: como construir um partido contemporâneo? Ou, se quiserem, usando uma expressão que não é minha, como criar um novo partido que evite o caminho que parece inevitável para todos de pemedebização da política brasileira? Isso não significa, reativamente, apenas criar uma plataforma que corresponda às novas expectativas sociais. Essas expectativas são difusas. Elas são marcadas pela espontaneidade, pelo posicionamento - nem sempre racional; pelo contrário, muitas vezes, emocional - que a sociedade 'formadora de opinião' assume frente aos temas cotidianos. Esse é o nó: um partido é, necessariamente, ou deveria ser, uma organização com consistência ideológica [coisa que o PMDB, como nenhum outro partido, desfez e com o que contaminou todos as demais agremiações]. Para se adquirir essa consistência é preciso delimitar valores que nem sempre são capazes de recepcionar todas as 'expectativas difusas'. Ao contrário, recepcionar todas essas expectativas significa um esforço sem-fim de mimetização que é, exata e paradoxalmente, o que está nos levando à atual exaustão partidária.

Eu acompanhei, no sábado, o lançamento da Rede Sustentabilidade - ou simplesmente #rede - e a entrevista, na segunda, da Marina Silva, no programa Roda Viva. E confesso: saí mais confuso do que entrei...

18 de fev de 2013

'Cidade Aberta'

Cidade Virtual

Uma breve digressão a partir de uma cena insólita e angustiante, relacionada a falta de abrigos de ônibus em Sete Lagoas. Leiam a coluna Cidade Aberta no SETE DIAS. A versão digital está AQUI.

Larica total

Durante oito dias, fui inteiramente abduzido pela preguiça, em Itacoatiara. Fiz quatro coisas que duvidava que seria capaz: desliguei-me da internet, do blog, do facebook; desliguei os celulares; não li jornais e não vi o Carnaval pela TV. E sobrevivi. Juro! Hedonismo puro. A vida resumida a coisas essenciais: dormir, comer, beber, descansar, conversar com amigos. E nada mais. Aí você presta a atenção em coisas que estavam invisíveis. Aos livros que seus amigos estão lendo com novos autores que estão pintando por aí, às tortilhas espanholas do Paulo de Oliveira, do Larica Total, a um novo filme, a um novo prato e por aí vai. Esses tempos sabáticos são ótimos para reconfigurar suas vontades, suas expectativas para, como disse o Macaco Simão, "este restinho de ano". Primeiro, eu adotei o lema do Larica: aquela história de que o que importa é o "amor e o erro". É isso aí! Segundo, depois de assistir, em 3D, a 'Hugo' ('A invenção de Hugo Cabret'), essa belíssima homenagem de Scorsese ao cinema, eu decidi que vou mais ao cinema. Ir tão pouco ao cinema, como fiz no ano passado, é uma autoflagelação que não quero mais pra mim. Terceiro, vou ler mais. Se já leio bem, vou ler exageradamente. Quarto, vou cuidar mais de mim, vou correr mais, vou tomar mais sol, vou botar mais os pés pra cima, vou fazer acupuntura para qualquer fim que seja, vou cozinhar mais comidas ogras e vou aprender culinária de guerrilha, ou seja, vou estender, longamente, essa minha curta fase hedonista. E quinto, essas coisas que dão stress e, só por serem estressantes, dão mais stress ainda, tipo trabalhar, sobreviver, ganhar o sustento da família, pagar as contas; essas coisas menores, por recomendação médica, eu só vou fazer nas horas vagas, 'nesse restinho de ano'. E seja o que Deus quiser...

9 de fev de 2013

É tempo de carnaval

Mas o importante é que emoções eu vivi...

Por Flávia Augusta

Eu amo carnaval! Eu amo o Carnaval desde... desde sempre, desde que me entendo por gente, porque a minha família também ama Carnaval. Para você ter uma ideia eu tenho vários volumes do LP, isso mesmo LP! , “Samba, Suor e Ouriço” com marchinhas de carnaval, que eu ganhei de presente, a maioria deles dada por meu tio Gui, nos meus aniversários [que para minha felicidade às vezes cai no Carnaval]. E na casa da minha mãe tem os de samba enredo do Rio de Janeiro de diversos anos. Tento ilustrar aqui o quanto o carnaval fez e faz parte da minha vida, como me faz feliz e acima de tudo como me emociona.

Por isso, hoje, quando li a coluna Cidade Aberta de Flávio de Castro, no jornal Sete Dias, cujo o título é “Tem que falar do amor” - onde Flávio se valeu de uma entrevista do cantor Zeca Pagodinho que afirma que, dentre outras coisas, o bom samba tem que falar de amor - fui logo dando meus pitacos. Não que gostar de carnaval me faça uma profunda entendedora ou uma especialista no assunto, de jeito nenhum! Mesmo porque acredito que os especialistas devam manter certo distanciamento afetivo do assunto, o que definitivamente não é o meu caso! Eu, por assim dizer, prefiro manter certo “aproximamento” do tema.


8 de fev de 2013

'Cidade Aberta'

Tem que falar do amor

O assunto de hoje não podia ser outro: Carnaval! Eu aproveito a entrevista do Zeca Pagodinho à Folha, dias atrás, para me redimir e comentar o ressurgimento dos blocos carnavalescos e do bom samba, por todo lado. O jornal SETE DIAS está nas bancas. A coluna Cidade Aberta pode ser lida AQUI.

5 de fev de 2013

BR-040 e MG-424: ufa!

Aproveitando o embalo da postagem anterior, já que é pra reclamar do governo, vão aí mais dois desabafos pessoais, mas que não têm nada de pessoais:

Quinta, 31. Eu precisava estar em Confins, no meio da tarde. Almocei e tomei rumo. Liguei a CBN. Tomei pé de que um acidente na BR-040 interditou o trânsito, no sentido SL-BH. Tranquilo: eu ia mesmo pela 424... Mais dois minutos, mais uma notícia: outro acidente interditou a MG-424, na altura de Pedro Leopoldo, sentido SL-BH. Putz!, fui atalhando, virei aqui, retornei ali, e cheguei a Confins, a tempo. Sorte! Por pouco, não voltava pra casa...

Segunda, 04. Eu tinha intenção de sair de BH no início da tarde. Pela rádio, fiquei sabendo que havia um acidente na BR-040, em Contagem, com retenção nos dois sentidos. Dei um tempo, meia tarde, e fui. O trânsito fluía bem na saída da cidade. Só na saída. Dois minutos depois: tudo parado! Congestionamento e chuva. Uma hora, mais de uma hora pensando na vida. Então, estava lá o caminhão na vala, já saqueado; e, enfim, trânsito quase normal, lento pela chuva interminável, mas livre... E não é que chegando em Sete Lagoas, na reta final, quase três horas depois, estavam lá: à esquerda, na vala, outro caminhão despencado, travando parte da pista; à direita, no acostamento, um ônibus abalroado na coluna traseira. E um começo de fila e de lentidão...

Dez anos de tucanos no governo de Minas... e a 424 continua lá. Dez anos de petistas no governo federal... e a 040 continua a mesma. Até quando?!


PS - 08/02/2013: A propósito do caso de Minas, vale a leitura da matéria do jornal O Tempo: Governo de Minas investe em seis anos o que arrecada de IPVA em um [AQUI]. Isso explica porque as coisas estão como estão...

Mineirão: vexame é vexame...

Bem que o governador Anastasia tentou minimizar os incidentes no Mineirão, no último domingo, qualificando-os como 'normais'. Inútil: eram incidentes demais para serem tapados com uma peneira só. Em sua salvação, veio o secretário Extraordinário para a Copa do Mundo, tentando interpretar os fatos com um pouco mais de realismo, dizendo que uns eram 'aceitáveis', outros, 'inaceitáveis'. Tudo isso para tirar a batata quente do colo do governo de Minas e colocá-la no da Minas Arena, nova gestora do gigante da Pampulha. E para que não restasse dúvida, aplicou uma multa para inglês ver sobre a operadora. Puro jogo de cena. O estrago já estava feito e bem feito. A meu ver, depois de despendida a bagatela de R$ 700mi nas reformas do Mineirão, simplesmente, nada do que aconteceu podia ter acontecido. Ponto. Amadorismo puro; maior ainda porque vindo de um governo que se gaba, exatamente, por apresentar um padrão superior de gestão.

3 de fev de 2013

O Cordão do Constantino...

... sob os auspícios de São Pedro: muita alegria sob um mar de guarda-chuvas, Boa Vista afora...


2 de fev de 2013

Dois de Fevereiro

Dia dois de fevereiro
Dia de festa no mar
Eu quero ser o primeiro
A saudar Iemanjá
Dia dois de fevereiro
Dia de festa no mar
Eu quero ser o primeiro
A saudar Iemanjá
Escrevi um bilhete a ela
Pedindo pra ela me ajudar
Ela então me respondeu
Que eu tivesse paciência de esperar
O presente que eu mandei pra ela
De cravos e rosas vingou
Chegou, chegou, chegou
Afinal que o dia dela chegou
Chegou, chegou, chegou
Afinal que o dia dela chegou

[Dorival Caymmi]

1 de fev de 2013

'Cidade Aberta'

Santa Maria nossa de cada dia

Não podia ser diferente. A coluna de hoje é quase um mea culpa sobre a tragédia de Santa Maria. "Uma terrível pergunta me engasga: estamos, sempre, a uma tragédia da lucidez?!" O jornal SETE DIAS está nas bancas. A coluna Cidade Aberta pode ser lida AQUI.