21 de jan de 2013

Psoríase: assuma, sem vergonha! - 2


Tempos atrás, eu escrevi sobre psoríase AQUI, a propósito de uma matéria que havia sido publicada no Portal Sete. E acabei dando um depoimento pessoal sobre minha longa convivência com essa doença um tanto enigmática. Ainda que esse assunto não interesse à maioria das pessoas, penso que ele interessa a algumas. Volto a ele, agora, para uma recomendação de leitura. Na verdade, é mais do que isso: é uma retribuição a uma gentileza. O Dr. Antônio Bahia, nosso reitor no UNIFEMM, emprestou-me uma edição recente da revista Nature [Ed. 492, 20/27-12-2012], cuja seção Outlook trouxe uma série de artigos científicos sobre psoríase. Mesmo para quem não tem a versão impressa da revista, é possível ler todos esses artigos em sua versão digital, no site www.nature.com, mais precisamente AQUI. Fica a dica...

Há quem não ache muito aconselhável essa minha mania de ler tudo e mais um pouco sobre uma doença ainda envolta em muitos mistérios. Eu discordo. Acho que tudo depende de como e o quê se lê. É preciso ler com maturidade e sem propensão a se angustiar com qualquer coisa. E é melhor ler textos com boa base científica, como é o caso da Nature. Pessoalmente, acho que a melhor forma de lidar com uma doença crônica é ampliando o seu conhecimento sobre ela. Afinal, a doença é um problema seu e não do seu médico...


De qualquer maneira, mais uma vez, dou o meu relato pessoal: é impossível não entrar em certa montanha russa emocional ao longo da leitura dos artigos. Ao lê-los, nos três últimos dias, eu tive momentos de aguçada curiosidade, especialmente quando os primeiros artigos descreviam a doença - digamos - não como uma doença de pele, mas uma doença na pele; na verdade, um distúrbio do sistema imunológico que passa a trocar as bolas na identificação de células patogênicas e células normais do organismo e passa a atacar as duas; ou seja, a combater processos inflamatórios e, junto, a combater a você mesmo, criando novos processos inflamatórios, num ciclo vicioso de auto-destruição. Mas tive, também, momentos de enorme desalento, sobretudo, quando li sobre o difícil caminho dos novos medicamentos, as evidências cada vez maiores de relação entre psoríase e stress e, mais, entre psoríase e problemas cardiovasculares. Coisas um tanto fora de controle... Mas, sinceramente, para quem é psoriático, acho que é necessário enfrentar esse sobe-e-desce de sentimentos e encarar a leitura, do começo ao fim, da seção Outlook.

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PS - Ao reler a postagem anterior, de maio do ano passado, eu me dei conta de dois comentários que foram publicados e que eu não havia lido nem, portanto, respondido. Um de um 'anônimo' ou 'anônima' que se identificou como Ingrid e outro de um blogueiro chamado Gabriel Pretel. O Gabriel, que também é psoriático, deu dica de uma postagem que ele fez sobre o assunto, no seu blog [www.gabrielcastaldini.com]. A Ingrid me fez uma pergunta que, indelicadamente, não respondi. Se a Ingrid, por acaso, ainda passar por aqui, eu queria dizer a ela que, tardiamente, a resposta está lá [AQUI]...

Um comentário:

Anônimo disse...

Não sabia que você tinha isso. Eu acho muito corajoso de sua parte falar dessa doença com essa naturalidade toda. Eu tenho uma amiga que tem psoríase, vive escondendo e não gosta de falar sobre ela. Parabéns.