9 de jan de 2013

Oásis urbanos

Essa leitura é imperdível. Está no Globo: Oásis urbano, alívio em tempos de calor recorde [AQUI]. "Estudos mostram que praças e parques podem reduzir em até quatro graus a temperatura do entorno".  Mais: "pesquisas indicam que praças e parques devem ter pelo menos 50% de cobertura vegetal para proporcionar redução significativa de temperatura no local e em seu entorno".

O problema é que nem meus colegas arquitetos [com suas maquetes áridas...] nem gestores públicos parecem acreditar muito nisso...

8 comentários:

Ramon Lamar disse...

Calma... há um erro de interpretação aí. O texto diz "áreas como a Praça Serzedelo Correia, em Copacabana, o Passeio Público e o Campo de Santana oferecem aos moradores temperaturas até 4 graus mais baixas do que as registradas no entorno imediato." Diferentemente do subtítulo que diz que a temperatura do entorno diminui 4 graus. A diminuição é dentro da praça!!! Estou falando isso porque no CBAU (Congresso Brasileiro de Arborização Urbana) realizado em setembro último em Uberlândia, foi demonstrado em um belíssimo trabalho de pesquisa feito pelo Demóstenes Ferreira (ESALQ) que a uma distância de 40 metros da praça, o efeito de conforto térmico praticamente desaparece. Então fico mais com o texto da matéria do que com o subtítulo. Não adianta fazer só oásis, temos que cuidar da arborização da cidade inteira.

Blog do Flávio de Castro disse...

Ramon Lamar, uma distância de 40 metros equivale a meio quarteirão! A matéria fala em entorno imediato: se uma praça arborizada melhora o micro clima até a metade disso, até a sua vizinhança próxima já é muito bom. E aonde em Sete Lagoas, fora a Serra, temos um oásis com essa densidade de vegetação, com essa capacidade de melhoria de clima? Acho que uma coisa e outra [praças e arborização da cidade] não se opõem; se complementam...

Ramon Lamar disse...

Como expliquei no Facebook, 40 metros em valores decrescentes até desaparecer. E não é linear. Ou seja, o efeito no entorno é muito pequeno.
Também acho que não se opõe, mas esse festival de diminuição da arborização urbana que estamos vendo, com árvores de grande porte sendo "podadas" não ajuda absolutamente em nada. Essas mudas que estão sendo plantadas vão demorar 10 anos para começar a dar sombra que preste. Enquanto isso, calçadas do centro da cidade, com 3 metros de largura, perderam totalmente as árvores. Nem arbustos elas comportam mais. Graças a toldos e avanços aéreos das lojas, com placas que não podem ficar escondidas.
Uma "lei cidade limpa" aqui seria muito bem vinda.

Blog do Flávio de Castro disse...

Fora a discussão sobre o entorno... no mais, 100% de acordo...

Ramon Lamar disse...

Tenho imagens da apresentação do professor Demóstenes. A equipe de lá ficou abismada com o baixo impacto no entorno. Eles esperavam muito mais. Uma hora que a gente encontrar (quem sabe na festa) te mostro as imagens. Mas festa não é para isso. É para beber... leite, guarapan ou grapete!

ENIO EDUARDO disse...

Ramon, você se esqueceu de incluir na sua lista Mirinda. hehehe!!!

Blog do Flávio de Castro disse...

[Enio, cá entre nós, sossega, senão Ramon desiste da festa...]

Ramon Lamar disse...

Ainda existe Mirinda? Grapete é fácil...