11 de jan de 2013

Com casa, sem cidade

Esta matéria está n'O Globo [AQUI]: Sem transporte para Minha Casa Minha Vida. Refere-se a um tema sobre o qual já insistimos aqui e que continua a merecer uma reflexão mais séria. E é bom lembrar que aborda um fato que conheceremos, brevemente, em Sete Lagoas. Também aqui o PMCMV está se consolidando como um programa periférico, com baixo nível de infraestrutura urbana. Para os que tem boa memória, esse foi o tema mais crítico que enfrentei, quando secretário municipal, a respeito do qual sofri as acusações mais agressivas. Os fatos, todavia, são mais soberanos do que as acusações. O problema está aí. Empreendimentos depois da Cidade de Deus, periféricos, em áreas até então categorizadas como áreas rurais, sem creches, sem escolas, sem postos médicos e sem transporte público de qualidade ofertam moradias, mas negam o direito à cidade. Isso significa ser contra o programa e os empreendimentos? Claro que não! Significa que é possível e necessário que o poder público interfira na origem, na concepção desses empreendimentos, estabelecendo condicionantes que o tornem sustentáveis. Isso não significa 'travar loteamentos'; significa sim viabilizar a expansão equilibrada e justa da cidade.

Sobre isso, leiam também [AQUI]: Minha Casa Minha Vida: governo diz que programa está em aperfeiçoamento.

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