12 de dez de 2012

O fim das ideologias

Esse papo do fim das ideologias pode merecer um debate mais acalorado e aprofundado. Mas não é o caso aqui. Fico na superfície. A mesma superficialidade demarcada pelo [ainda] prefeito paulistano, Gilberto Kassab, que, ao fundar o seu novo partido, o PSD, não corou ao dizer que "o PSD não será de direita, não será de esquerda nem de centro". Ou seja, será um partido invertebrado. Pois bem, sem discutir aspectos pessoais, atendo-me, exclusivamente, à seara política, referenciando-me nos DNA's partidários, eu cai na bobagem, em postagem no mês de outubro, de separar direita e esquerda, ou, para ser menos ortodoxo, conservadores e inovadores, dentre os eleitos à Câmara, no último pleito. Errei feio! Pelo jeito, esses contornos ideológicos, factualmente, inexistem. Até poucos dias atrás, parecia natural que a Câmara se dividisse entre a base do governo e a sua oposição. Falo de base e de oposição no melhor sentido; no que tem a ver com identidades políticas, convergências de projetos e por aí afora. Nada de base subserviente nem de oposição sistemática. Tanto isso parecia natural que se formou, de pronto, o grupo dos nove, representando a base; alijando o grupo dos oito, da oposição e da oposição nem tanto assim. O que, aliás, não deixava de ser uma grande burrice porque maioria de 9 a 8 não é maioria nenhuma. É uma bela plataforma de chantagem: como um pra lá um, pra cá pode inverter completamente o jogo, o valor do passe aumenta muito, não é mesmo?! Na linha do que era natural, era de se admitir que, dentre os oito, os de posição mais ao centro fossem seduzidos para o lado governista, para constituir uma base aliada mais confortável. Que nada! Pois não é que o site setelagoas.com.br [AQUI] está dando como certo que a base, de fato, ampliou-se para 12, mas com a adesão, justamente, daqueles, presumivelmente, mais à esquerda ou menos pragmáticos, do PT e do PV?! Exatamente, os que, teoricamente, estariam mais distantes da linha conservadora e pragmática do próximo prefeito?! Aí, meus amigos, não é difícil apostar que, no toma-lá-dá-cá, essa tal base aliada ainda vai acabar reunindo os 17 membros da Casa. De fato, o poder imanta. Oposição pra quê?! Ideologia pra quê?!

5 comentários:

Anônimo disse...

ESTOU DECEPCIONADO !!!!!
"DEUS SALVE SETE LAGOAS"

E AGORA FLAVIO?????????

Luciano Lyra disse...

Caro Flávio,

A matéria do setelagoas.com.br é enfática quando diz a respeito das eleições internas na câmara. Quanto à posição do PT de Sete Lagoas frente à nova administração, melhor aguardarmos um pouco mais. Esse assunto será discutido internamente e no momento oportuno ( início de 2013 )e o PT vai se posicionar a respeito.

Aguardemos.

Blog do Flávio de Castro disse...

Luciano,

Não há divergência entre o que você está dizendo e o que eu disse. Em hora alguma, eu fiz referência à posição oficial do PT. No que escrevi, eu me detive, exclusivamente, ao processo em curso na Câmara. Nesse caso, a matéria diz mais do que apenas uma articulação para as eleições internas do Legislativo. Textualmente, ela refere-se a uma ADESÃO dos vereadores do PT/PV à base aliada governista: "Os vereadores dos partidos aliados ao novo prefeito, Marcio Reinaldo, um grupo de nove parlamentares, foi reforçado com a ADESÃO de Renato Gomes, PV, Dalton Andrade, PT e Cláudio Nacif, Caramelo, PT".

Qual interpretação deve-se dar ao termo ADESÃO, nesse caso?

Abs, Flávio

Lyra disse...

Então,

Não acho que você fez referência à posição oficial do PT. Depois li meu texto e percebi que deixei que isso transparecesse. É claro para todos nós que militamos e gostamos da política, que uma aproximação de um grupo de 13 vereadores para eleição do presidente e da mesa diretora, é um passo grande para a formação de um bloco de apoio na câmara, o que é legítimo em todo e qualquer governo. Buscar a maioria para a governabilidade.

Neste aspecto, sua opinião sobre "situação" e "oposição" é de fato bem vinda. O restante ( 4 ) que estão fora do grupo dos 13 podem querer formar o grupo dos 17, o que seria ruim pra todos. Em todo governo o papel das oposições é muito importante, e o próximo prefeito eleito sabe bem disso. Convive décadas num parlamento em que oposição e situação debatem o tempo todo. Acho que aqui na cidade, se ela não vier do parlamento, que é o espaço por excelência para que isso ocorra, virá dos movimentos sociais e grupos formadores de opinião.Será bom para o próximo prefeito e para a cidade. O contraditório nos faz crescer, nos tira da posição cômoda e inerte que muitas vezes os "apoiadores" de plantão insistem em nos manter com seu elogios sem fim.

Alvarenga disse...

Sinceramente, nenhum partido conseguiu fazer oposição nem ao Prefeito Maroca, quanto mais ao Márcio Reinaldo.

No caso do Maroca, quem foi a pior oposição dele foi o povo mesmo, que perdeu a paciência com sua inércia.

Em Sete Lagoas há duas posições na política: A posição do Sim e a do Sim Senhor.