4 de nov de 2012

Era sorte demais para um asturiano só...

Quando, ontem, Vettel fechou sua volta de classificação, a sorte parecia estar com ele. Mas já não estava: seu tanque estava vazio, havia uma punição à sua espera e a sorte, na verdade, já o havia traído e caído no colo de Fernando Alonso. Com a desclassificação de Vettel, Alonso não apenas ganhou uma posição no grid, como viu seu principal adversário ir para o último lugar da fila. Hoje, a sorte, definitivamente, parecia seguir ao seu lado. Webber largou mal. Ainda na primeira volta, Alonso tomou o lugar de Button. Na 21ª, viu o líder Hamilton abandonar. Tudo a seu favor. Estava nas suas mãos transformar em pó a desvantagem de 13 pontos no campeonato ou mesmo virar a pontuação...

Mas não: a sorte já estava arquitetando inesperadas maldades. Na volta 9, quando Rosberg e Karthikeyan envolveram-se em um acidente maluco, ela já estava espreitando. O safety car compactou a fila e ela aproveitou para dar a Vettel a sua primeira lufada. Ele, que já havia largado dos boxes, já havia tido o bico danificado e vinha pagando por todos os seus pecados, por coincidência, tinha acabado de recompor o nariz e trocar as botas. Bom augúrio! Na volta 24, entrou na zona de pontuação. Daí em diante, esperou chegar a vez de cada um trocar pneus para galgar posições. E galgou. Até a vice-liderança, já sem pneus, naturalmente. Foi quando a sorte voltou a lhe sorrir: ele foi para sua segunda troca, voltou na quarta posição e, logo em seguida, o safety car entrou, de novo, em seu auxílio. Depois de uma enrolada entre Webber, Grosjean e Pérez, na 38ª volta, ao cair da noite em Yas Marina, Vettel viu a fila se juntar novamente. A sorte havia mesmo abandonado Alonso e voltado para o seu bólido, deixando-lhe, ainda, de prenda, Button à disposição para um último ataque e um lugar no pódio. Tiro e queda!

Verdade: a sua diferença para Alonso, que era de 13 pontos, reduziu-se para 10. Mas para o desastre que se anunciava, perder 3 míseros pontos foi ficha. Alonso, sim, acusou o golpe e subiu ao segundo degrau do pódio com cara de perdedor.

[Fernando, com cara de poucos amigos, ao lado do vencedor Kimi e do sortudo Vettel]

[Sinceramente, cá entre nós: para uma pista tão sofisticada, com marinas, hotéis, playcenter da Ferrari e tudo mais, não custava terem desenhado uma reta mais longa que não entregasse, ao final, apenas uma oportunidade complicada de uma ultrapassagem por fora. Que coisa!]

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