28 de nov de 2012

Telhadódromo

Não sei quem inventou essa história, em Sete Lagoas, de que afastamento frontal destina-se, apenas, a uma eventual [e improvável...] cessão de área para alargamento futuro da via pública. Nunca soube disso na minha vida. O afastamento frontal é uma tradição urbanística com vários impactos: atribuir mais amplitude ao espaço público, criar uma área de transição entre o público e o privado, permitir uma faixa de permeabilidade de solo e de jardinagem e arborização e por aí afora. Também não sei quem difundiu o conceito de que o afastamento lateral só interessa à relação de vizinhança, ou seja, de que está subordinado apenas e tão somente a uma relação privada entre vizinhos e nada mais. Como se não tivesse virtudes urbanísticas e arquitetônicas mais nobres como aumentar as área de ventilação e iluminação das habitações, aumentar, também, o espaço de permeabilidade etc. Essa visão mais restrita de que uma coisa só serve para eventual alargamento de rua e a outra subordina-se apenas a uma relação entre vizinhos só me pareceu razoável como condicionantes [no caso, de não gerar direitos sobre as áreas ocupadas irregularmente] para regularização de imóveis populares, nos termos que eu expus em recente artigo no SETE DIAS [AQUI]. A não ser nesse caso excepcionalíssimo, em nenhum outro! Acho que a importância desses dois parâmetros urbanísticos deve ser rediscutida em seu mérito e não apenas como dispositivo legal, e deve ser reposta em seu devido lugar, se queremos uma cidade melhor. Hoje, num edifício no centro, eu fiquei observando como os quarteirões estão se fechando, como estão ficando 100% edificados, sem nenhuma garantia de salubridade, sem nenhuma reserva de área para infiltração das águas da chuva, sem um palmo sequer de terreno para arborização. Os lotes são privados, mas a sua ocupação tem um inequívoco sentido público. Estamos perdendo esse sentido...

[Quarteirão integralmente edificado, no centro de Sete Lagoas]

De volta ao passado

Tem muita gente que gosta do Felipão. Eu, não! E não bastasse o Felipão, lá vem também o Parreira. Todo mundo fica falando em renovação no futebol brasileiro, mas renovação tem que começar pelo banco, pela equipe técnica. Felipão está com data de validade vencida. Depois da copa de 2002, não levou mais nada. A não ser que se considere o que ele fez com o Palmeiras, nessa última passagem pelo Palestra Itália: ganhou a Copa do Brasil, mas, depois, enterrou o time no Brasileirão. E a não ser que se considere também um titulo lá no Uzbequistão. Na prática, uma década sem nada. Vale a charge que o Juca Kfouri publicou no blog dele [AQUI]:

26 de nov de 2012

GP do Brasil: super corrida

Por mais que a gente saiba que a F1 é um jogo de cartas marcadas, neste domingo, até elas foram embaralhadas. Uma corrida fantástica. Uma tensão só, do começo ao fim. 

A chuva foi a grande estrela de Interlagos: nem desabou nem deixou de desabar. Só fez deixar as equipes desorientadas...

As duas primeiras curvas foram suficientes para enfartar qualquer um: as Ferrari se deram super bem e Vettel, o único que poderia evitar o título de Alonso, se deu mal, muito mal, pra lá de mal. Emaranhou-se com Senna e foi para o último lugar da fila. Um susto! A sorte sorriu para o espanhol. Mas foi caprichosa. Numa corrida com tanto vai-e-vem, todo mundo sabia que um carro como o da Red Bull voltaria, rápido, à zona de pontuação. A não ser que tivesse se danificado... E isso a sorte não deu a Alonso. Por duas voltas, essa foi a pergunta de Deus e do mundo: o carro de Vettel estava ou não danificado? Quase: teve um problema no assoalho e nada mais...

Os outros sorrisos da sorte para Alonso foram amarelos: ajudaram mas não resolveram. A sorte tirou Hamilton e Hulkenberg, de uma só vez, da sua frente; atrapalhou o pit stop de Vettel, fez Massa ceder-lhe o segundo lugar. Mas não fez o suficiente. Vettel alcançou o sétimo lugar que lhe valeria o título, foi ao sexto e lá permaneceu, 'por ordem da equipe', na faixa preta de asfalto. Campeão! Tricampeão!


O vice Alonso, pra variar, reclamou de Grosjean, em Spa, reclamou de Vettel, no Japão, reclamou de quem mais pôde e se auto-proclamou o melhor do ano na F1. O melhor vice, por certo!

De sobremesa, foi a última corrida de Hamilton na McLaren; a última de Senna, em qualquer equipe; e a última de Schumi, na carreira.

25 de nov de 2012

GP do Brasil

O treino de hoje já deu mostras de como deve ser a corrida, amanhã: carro por carro, a Ferrari não é páreo para a RBR. Se não chover e o GP virar um caos, as chances de Alonso inverter o jogo não são lá essas coisas... Se bem que o espanhol tem 'sorte' de sobra. Hoje, já foi beneficiado pela punição ao Maldonado e ganhou uma posição. Amanhã, a Ferrari tira o lacre do câmbio de Massa e ele ganha mais uma. Do oitavo lugar, salta para o sexto, bem atrás de Vettel, o homem a ser batido. Afinal, o que o Santander não faz, não é mesmo?! De toda forma, vamos lá, com toda mandinga para secar o asturiano. Aliás, amanhã, eu encerro o ano das mandingas. Foi o ano de torcer contra todos e a favor de ninguém...

Para aonde vamos, CBF?!

A CBF não serve pra nada. Vive mais do demérito dos outros, especialmente do péssimo nível da cartolagem do futebol brasileiro, do que de seus próprios méritos. A única coisa que faz, faz mal: comandar a seleção canarinha. Até agora, depois de ler e ouvir todo mundo que lida com futebol, eu não entendi essa demissão do Mano. Se era pra demitir, Marin, o presidente da CBF, teve mil motivos, no passado, com tempo de sobra. Mas resolveu trocar de técnico e comissão, exatamente, na hora que não tinha mais motivos aparentes. Exatamente quando o Mano começou a se acertar e acertar um time. E, apenas, a um ano da Copa das Confederações e a dois anos da Copa de 2014. Trocar Mano por quem? Tite, Felipão ou Muricy? Isso é trocar cebola por cebola, com uma perda enorme de tempo. Ou a dupla Marin e Del Nero tem uma carta na manga - o que é improvável - ou estão fazendo, tão somente, o que sabem fazer de melhor: politicagem inútil...


A propósito, dois comentários: um, andam dizendo que Pep Guardiola aceitaria o lugar de Mano, mas que Marin e Del Nero não querem técnico estrangeiro. Nem o Andrés Sanches. Tem cabimento?!; outro, por falar no diretor de seleções Andrés Sanchez, não é por nada não, mas a entrevista dele para comunicar a saída de Mano foi pura 'vergonha alheia'. Como alguém pode aceitar passar por um papelão daqueles?! Em um caso e outro, de onde menos se espera, não vem mesmo nada que possa prestar...

24 de nov de 2012

'Cidade Aberta'

Uma agenda para o desenvolvimento

Para encerrar o ano, na coluna Cidade Aberta, eu vou discutir algumas agendas públicas que me parecem importantes para Sete Lagoas. A primeira está aí: uma agenda para o desenvolvimento [AQUI]. Adiante, quero propor pelo menos mais duas: uma agenda de governança e, outra, uma agenda urbana. Vamos ver aonde chegamos. Leiam e comentem...

Festival Enogastronômico [15]

Fotos do oitavo e último dia: Terraço, 22/11/2012 [by Quin Drummond].







21 de nov de 2012

Drops

1
O mundo não aprende mesmo. Nível de CO² em 2011 foi o mais alto da história: AQUI.
2
Gaza é aqui e agora. Morre mais gente em SP do que em ataque no Oriente Médio: AQUI.
3
Como bem disse o prefeito de BH, chuva é um fenômeno atípico, daqueles que acontecem todo ano. De 40 intervenções prometidas para evitar inundações em BH, só 14 foram concluídas: AQUI.
4
Se o nosso patrimônio histórico desaba, pode estar certo: a lei da gravidade não tem nada a ver com isso. R$254 mi do PAC das Cidades Históricas não saíram do papel: AQUI.

Festival Enogastronômico [13]

Nesta quarta-feira, dia 21, e nesta quinta-feira, dia 22, sempre às 21h00, tem mais: Iceberg e Pizzaria Terraço. Acessem informações sobre o prato e o vinho e sobre reservas AQUI.

Iceberg, na quarta, abrindo a semana...

... e Pizzaria Terraço, na quinta, fechando o Festival!

20 de nov de 2012

IV Semana da Consciência Negra


Filmes, apresentações artísticas e oficinas integram a programação

A Prefeitura de Sete Lagoas, através da Secretaria de Cultura e Comunicação Social em parceria com os grupos: H2M-Hip Hip em Movimento, Cia da Capoeira, Cais da Bahia, Oficina da Capoeira, Volta ao mundo, Guarda de Moçambique São Sebastião União do Rosário, Guarda de Congo do Casarão, Projeto Africanidades e Biblioteca Pública Municipal Dr. Avellar realiza de 19 a 23 de novembro, a IV Semana da Consciência Negra.

A IV Semana da Consciência Negra convida a população a conhecer mais sobre sua ancestralidade africana além de apoiar a arte e a cultura local. Sua programação contará com apresentações artísticas de Hip Hop, samba, dança afro, debates, exibição de filmes, capoeira, congado, oficinas e exposições.

A realização da Semana da Consciência Negra é uma atividade cívica, de comemoração obrigatória nos currículos escolares brasileiros. É uma forma de retratação da imensa dívida que o mundo, as Américas, o Brasil e também Sete Lagoas, tem com a nação africana pelos anos de escravidão impostos a este povo.

A comemoração desta data foi estabelecida pelo projeto de lei número 10.639, no dia 9 de janeiro de 2003. Foi escolhida a data de 20 de novembro, pois foi neste dia, no ano de 1695, que morreu Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares, localizado no nordeste brasileiro, entre os estados de Pernambuco e Alagoas. Zumbi lutou pela liberdade do seu povo e é um herói nacional celebrado em todo país por seu grande exemplo de coragem e espírito comunitário.

Confira a programação completa da IV Semana da Consciência Negra de Sete Lagoas e participe.

PROGRAMAÇÃO:
Dia 19 – Segunda feira – Casa da Cultura
08h30 – Exibição do documentário Atlântico Negro
14h – Exibição do filme Kirikú
15h30 - Apresentação da Bada Bate Lata dos alunos da Escola Municipal Jovelino Lanza de Tempo Integral
19h – Exibição de documentário Atlântico Negro

Dia 20 – Terça feira - Casa da Cultura
08h30 – Exibição do documentário Atlântico Negro
14h – Exibição do filme Kirikú
19h – Dia da Consciência Negra - Abertura Oficial
Roda de Capoeira com os grupos Cia da Capoeira, Oficina da Capoeira, Cais da Bahia e Volta ao Mundo 
19h30 - Apresentação do Tambores de Moçambique
20h – Exibição do filme Benguelê
  
Dia 21 – Quarta feira – Casa da Cultura
08h30 – Exibição do documentário Atlântico Negro
14h – Exibição do filme Kirikú
19h – Mesa Redonda sobre Políticas Raciais com Mestre Saúva e Convidados
  
Dia 22 – Quinta feira – Casa da Cultura
08h30 – Exibição do documentário Atlântico Negro
14h – Exibição do filme Kirikú
Praça Tiradentes
18h – Quinta na Praça, Roda de samba, apresentações de Capoeira, Dança Afrobrasileira e Hip Hop (Mcs, DJ e Bboy)

Dia 23 – Sexta feira – Centro Cultural Casarão
Oficinas - De 8h às 11h e 13h às 17h

Oficina de Capoeira
Introdução à capoeira regional
Maculelê
Puxada de rede
A musicalidade na Capoeira
Aprendendo a tocar Berimbau
Iniciação a Capoeira Regional

Oficina de Moçambique
Tambores e musicalidade

Oficina de Hip Hop
A dança e sua musicalidade

16h - Saudação do Rosário - Guarda de Congo do Casarão
19h - Apresentação dos Grupos de Hip Hop, Moçambique e Capoeira
20h30 - Apresentação do documentário ‘‘Um salto para a liberdade’’ de Paulinho Godoy

Exposições - De 19 a 23 de novembro
Centro Cultural Casarão
CongadoQuin Drummond
CongadoErlei Pereira
Grafitti Lorenzo
Um salto para a liberdade: Contando a história da Capoeira em Sete Lagoas

Casa da Cultura – Personalidades Negras

[Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Sete Lagoas]

Robson e sua bicicloteca


Vocês conhecem a história de Robson César Correia de Mendonça, o ex-morador de rua que dirige uma bicicloteca no centro de São Paulo? Vale a pena conhecerem. Cliquem AQUI...

19 de nov de 2012

Leitura obrigatória: 'O urbanismo contra-ataca'

"Uma cidade se expressa, vibra, vive. É feita de gente na rua"

"Mas segurança não é só assunto de polícia. Tem a ver com urbanismo, mobilidade e cultura", critica Enrique Peñalosa, economista e historiador colombiano formado pela Universidade Duke, na Carolina do Norte, e P.h.D. pela Universidade de Paris. Para Peñalosa, para conter a violência urbana é preciso articular inteligência policial e intervenções nos campos do planejamento urbano e projetos socioculturais.


A entrevista com o ex-prefeito de Bogotá, Enrique Peñalosa está no caderno Aliás, do Estadão, deste domingo. Recomendo aos que não a leram que o façam. Nada de muito novo para quem já transita neste tema, mas com uma visão muito precisa e clara. A versão digital do artigo está AQUI.

Domingão esportivo

1
Eu gostei do circuito de Austin, do GP das Américas. Nada de travado. Vários pontos de ultrapassagem. Curvas de alta. Achei o trecho da serpente genial. Nem o papo de pista abrasiva colou. Pra variar, só não gostei da atitude da Ferrari. Essa história de trocar o câmbio de Massa para dar um lugar à frente e do lado mais limpo para Alonso foi demais. Isso foi além do jogo de equipe. Interferiu em várias outras questões em jogo. Por exemplo: melhorou as condições de largada de Maldonado e piorou as de Senna. Lamentável... Afora isso, achei pra lá de bom o final do campeonato ter sobrado para o Brasil. Um final apertadíssimo...

2
O Cruzeiro carimbou a faixa do Fluminense. Carimbar faixas de campeão é sempre uma boa tradição...

3
E o Atlético, hem Enio?! Para quem queria ser campeão não conseguir nem emplacar a Libertadores direto é ruim, não?! Empatar com o lanterna já rebaixado, em casa?! As chegadas das panteras são sempre primorosas...

4
E o parmeras, meu!, tibum... Aquela história: se um Palestra tem que cair, que seja sempre o paulista; o mineiro, nunca!

[Década perdida: dez anos depois, o Verdão volta à segundona...]

18 de nov de 2012

Claret: consultoria técnica

Dom Antonio Claret, por favor, gostaria de conhecer sua opinião quanto à procedência científica de duas frases. Você se importaria de me esclarecer?! A física tem mesmo essa dimensão, digamos, espiritual?!

Frase 1:
Depois, de uns 12 anos para cá, comecei a me interessar por física quântica, e ela me pareceu uma confirmação de tudo o que os espiritualistas afirmam. A física quântica, sobretudo os escritos de Dannah Zohar [especializada em aconselhamento espiritual e profissional]. Venho lendo os livros dessa mulher, uma americana que escreveu uma trilogia maravilhosa: "O Ser Quântico", "A Sociedade Quântica" e "QS - Inteligência Espiritual". Também passei a me interessar muito por neurociência.

Frase 2:
E isso não é invencionice, decola de um juízo de Einstein, que em 1905, físico quântico que era, cunhou uma expressão célebre: "efeito do observador". Ele percebeu que o observador desencadeava reações no objeto observado. Ele disse que o sujeito cognoscente, em alguma medida, faz o objeto cognoscível, a depender do grau da intensidade interacional entre eles. Claro que quando você joga teoria quântica para a teoria jurídica, se expõe a uma crítica mordaz. O sujeito diz: "Mas isso não é ciência jurídica".

O radical Ferlinghetti

Lawrence Ferlinguetti [1919] ganhou a capa da Ilustrada da Folha de ontem. Vocês leram?! Confesso que nunca li nada desse radical incorrigível. O cara tem uma história de vida impressionante. Esteve na 2ª Guerra, em Nagasaki pós-bomba, acendeu o pavio da geração beat, esteve também com Fidel em 59, em Paris em 68, em Woodstock em 69, com os sandinistas na Nicarágua e os zapatistas no México... Com mais de 90 anos, esse nome da contracultura continua radical. Para os que se interessarem, leiam  as matérias 'Quanto mais radical melhor', AQUI; e 'Não fique sentado, estúpido', AQUI.

[Ferlinguetti em frente à livraria que abriu em 1954 que lançou expoentes da geração beat]

No Brasil, o único livro disponível de Ferlinguetti é “A Coney Island of the Mind” [1958], traduzido com o título de “Um parque de diversões da cabeça” [L&PM Pocket, 200 págs., R$17].

O obscuro Bilden


Rudiger Bilden [1893-1980] era um alemão erudito e sem nenhum traço do 'racismo e eugenia dominantes na época' que, no início do século XX, escolheu a escravidão e a história do Brasil como focos de seu trabalho. Foi contemporâneo de Gilberto Freyre. Saiu, agora, da obscuridade por obra e graça de Maria Lúcia Garcia Palhares-Burke, uma estudiosa do autor de Casa Grande & Senzala. O livro dela sobre ele, O Triunfo do Fracasso [Editora UNESP, 424 págs., R$55], mereceu resenhas na Folha [AQUI] e no Estadão [AQUI], neste sábado. Sem nenhuma discrição, o grande alvo de ambas as resenhas é o amigo pernambucano. É indisfarçável o apontamento de Freyre como tendo se beneficiado, silenciosamente, das ideias do amigo alemão. Na Folha, essa acusação vai do título à última frase. No título: Livro resgata pensador escondido por Freyre; o escondido diz tudo. Na última frase, o veredicto: "[...] Freyre surge um pouco acinzentado no retrato". No Sabático, do Estadão, há, pelo menos, duas duras passagens; uma breve e uma que consome todo um parágrafo. A breve: "[...] e quando, em 1933, seu amigo Freyre lhe enviou o seu Casa-Grande & Senzala, reconheceu ali, constrangido, muito de sua interpretação da história brasileira"; e o parágrafo:

A surpresa de Bilden, em 1933, ao verificar quanto Freyre expunha no seu Casa-Grande & Senzala ideias havia tempo defendidas por ele - e com as quais o brasileiro tinha discordado no passado -, vem apenas demonstrar que, na história intelectual, os conceitos não precisam ser impressos para serem difundidos. As ideias de Bilden eram bem conhecidas por inúmeros intelectuais que privaram do seu círculo de sociabilidade naqueles anos. O próprio Freyre foi aquele que mais poderia ter feito para evitar que Bilden caísse na quase total obscuridade - mas, à medida que os anos passavam, suas referências ao amigo alemão foram escasseando até desaparecerem totalmente. Maria Lúcia comprova o esforço progressivo de Freyre para minimizar a importância de Bilden, especialmente no estágio no qual isto fica mais evidente - quando Freyre já usufrui a almejada fama e Bilden, a completa obscuridade. Infelizmente, nessa relação conflituosa e destituída de quaisquer traços de generosidade, Freyre não está sozinho, pois partilha atitudes que são, até hoje, intrínsecas não apenas à vida intelectual, já que ninguém quer se associar aos perdedores. A autora recorre ao cáustico Arthur Miller, que dizia que ninguém quer se associar a perdedores, pois quem fracassa representa o "esquecimento, ao passo que as pessoas que são bem-sucedidas são amadas, porque exalam alguma fórmula mágica para evitar a destruição e a morte".

É ler pra crer...

17 de nov de 2012

O enigma de Austin

Impossível saber, antes da corrida, qual é a característica da pista de Austin. O seu projetista alemão Hermann Tilke tem fama de especialista em circuitos travados. Mais um?! Ele garante que não e que Austin vai surpreender. Só vendo... Neste sábado, tem treino livre às 13h00 e treino classificatório às 16h00; no domingo, GP às 17h00...

[Vejam fotos do circuito AQUI. Por certo, ele pode ser tudo, menos bonito...]

16 de nov de 2012

Manual Prático de Como Morar em Cidades

As nossas cidades super povoadas estão se tornando um lugar que já não reconhecemos. Uma série de eventos nos surpreendem, cotidianamente, e, ainda que sejamos tradicionalmente urbanos, não sabemos mais, exatamente, como lidar com eles. Assaltos, arrastões, conflitos no trânsito, tempestades, desmoronamentos e outros acidentes naturais vão se tornando tão comuns quanto incompreensíveis. Não conseguimos mais interpretá-los e definir condutas corretas para lidar com situações inesperadas. Parece que acabamos de chegar, despreparados, aonde sempre estivemos.

Ontem, quando a tempestade que, em minutos, assolaria BH desabou, eu estava dentro do carro, no trânsito, fazendo o trajeto Pampulha - Santo Antônio. Foi, de fato, uma cena impressionante: vento, trovoadas, raios e, enfim, chuva, muita chuva, muita enxurrada, muito alagamento. Inevitavelmente, eu passei por vários pontos críticos. Não sou expert nesse assunto. Tenho apenas duas qualidades nessas horas: mantenho a calma e tenho noção de perigo [ou, em outras palavras, tenho medo...]. Isso me faz evitar o que mais vi: atitudes ingênuas e precipitadas, de um lado; e falta absoluta de solidariedade, de outro. Em um caso, parece que a criatura é atraída para o perigo; no outro, que gosta de expor os outros ao risco.

A ampla maioria das pessoas, na hora H, parece agir com racionalidade. É formada por motoristas que seguem com calma ou estacionam em locais seguros e deixam o pior passar. Mas a minoria imprudente ou a beira de um ataque de nervos [os que, por imperícia, deixam o carro morrer no pior lugar; os que vão naturalmente ao encontro da tragédia; os que se arriscam inutilmente; ou os que passam voando e pressionam quem está ao lado, por exemplo] é tão ostensiva que chama a atenção.

Para sobreviver nas áreas urbanas, acho que vamos ter que compilar as recomendações da PM sobre como agir em casos de assalto, as instruções da Defesa Civil sobre como evitar situações de risco e as experiências pessoais vividas por cada um de nós para elaborarmos um 'Manual Prático de Como Morar em Cidades'. Como nossa intuição parece ter entrado em colapso, estamos carentes de instruções racionais prontas, prêts-à-porter, que nos guiem. Por certo, um 'manual' desses conterá 99% de instruções lógicas e óbvias, mas, cada dia mais, mais indispensáveis e urgentes...

'O' gol!

Este vídeo está em toda parte. Mas isso não justifica não postá-lo aqui. O gol do século. Ibrahimovic! O que é que é isso?!

'Cidade Aberta'

A ilegalidade compensa

Quando anistias para construções irregulares são usadas como um expediente oportunista, elas deixam de ser instrumentos de política urbana e convertem-se numa injusta indústria de ilegalidades. Esse é o tema da coluna Cidade Aberta, no SETE DIAS, desta semana, a propósito de três leis sucessivas, cada uma mais generosa do que a outra, editadas pelo poder público sete-lagoano. Uma lástima! O SETE DIAS está nas bancas; a versão digital do artigo pode ser lida AQUI.

14 de nov de 2012

Dias trepidantes...

As ‘penas altas’ no julgamento do mensalão tornaram-se a questão do dia. Quem tocou primeiro no assunto foi o ministro Dias Toffoli. Ele alegou que pena de privação de liberdade é coisa medieval e não se justifica para quem não oferece perigo à sociedade. Ele não citou José Dirceu; citou Kátia Rabelo que é bailarina e tomou uma pena de quase 17 anos. Uma vida. O assunto ganhou mais evidência em razão da frase do ministro da Justiça. Cardozo disse ontem: “Se fosse para cumprir muitos anos em uma prisão nossa, eu preferiria morrer”, referindo-se às nossas masmorras. Só mesmo o mensalão para levantar um tema tão importante quanto ignorado: o sistema prisional brasileiro. O Brasil tem a 4ª maior população carcerária do mundo [um total de quase 500 mil presos], que praticamente dobrou na última década. E não obedece a nenhuma norma ou lei no encarceramento desse mar de gente. Há um déficit de 200 mil vagas [mais sobre isso AQUI]. Nesse contexto, se o propósito é de reabilitação, esqueçam!


Mas esse me pareceu ser o tema do dia, não pela fala do Toffoli - que eu só vi, agora, na internet -, mas por um debate no Jornal GloboNews, das 18h00, sobre o julgamento do STF, com a presença dos professores de Direto Margarida Lacombe [UFRJ] e Rodrigo Costa [UFF]. Esse assunto tem me despertado tanto interesse, tenho lido tanto a respeito, que é como se estivesse fazendo um curso de direito EAD. Aliás, tudo isso tem me dado saudades do curso que comecei e não terminei. Em função das tais ‘penas altas’ o papo foi sobre ‘crime continuado’. Ao que entendi, isso ocorre quando uma mesma ação dá lugar à tipificação de mais de um crime associado. Seria o caso do mensalão. Pela lei, prevalece, no ‘crime continuado’ a pena maior do crime principal, ainda que aumentada pelos agravantes, mas não a somatória das penas de cada crime. O fatiamento do julgamento está levando, exatamente, a essa somatória porque não há visão do conjunto da ação. Daí as 'penas altas'...

No mais, o programa girou em torno da despedida do ministro Ayres de Brito, um ‘querido’ da imprensa. De cá, com meus botões, apenas tento entender essa ortodoxia do STF. O cara fez 70 anos: tibum! Nem um minuto mais. Mesmo que isso faça com que o propalado ‘julgamento do século’ venha a terminar, como vai, com a corte sem dois de seus onze ministros. E o mais maluco: com o relator do ‘maior processo da história’ investido no super poder da Presidência, tendo o seu primeiro desafeto, o Lewandowski, como vice. E agora: quem vai apartar as brigas? Como se disse, os próximos dias prometem ser 'trepidantes'!

Dica do Róridan

Dica do meu amigo Róridan Duarte, a propósito da postagem 'Nosso lar: a última trincheira da escravidão e do machismo': AQUI.

Festival Enogastronômico [12]

Fotos do sexto dia: Pimenta Rosa [Carnes & Afins], 13/11/2012 [by Quin Drummond].








13 de nov de 2012

Festival Enogastronômico [11]

Nesta terça-feira, dia 13, às 21h00 tem mais: Pimenta Rosa. Acessem informações sobre o prato e o vinho e sobre reservas AQUI.

Férias futebolísticas


Esse ano foi só baixaria... A esquadra azul não jogou nada vezes nada. Nada! A torcida azul ainda aprontou, dando um exemplo vergonhoso de falta de civilidade. Pra piorar, as panteras passaram a jogar como gente grande. Eu sou um cruzeirense alucinado, mas não sou cego: ver o tal do R49 e o tal do Bernard jogar não estava fácil. E não adiantava secar. Nada! A turma estava afiada. Aí vira aquela coisa: você tem que torcer para o pó-de-arroz, a cada rodada você tem que montar um novo plano de ataque [torce para o Grêmio ganhar, para o Bahia perder e etc...], uma confusão sem fim. Mas enfim: estou livre! Fui salvo pelo ex-cruzeirense Fred e sua absurda eficiência dentro da área adversária. Como bem se disse, as panteras terminaram na mesma posição do Cruzeiro: em primeiro lugar, ficou o Fluminense, com 100% de chance de ser campeão; em segundo, o resto, com 0% de chance de levantar a taça. E tem mais: "se pra frente eu não vou nem um palmo, pra trás, eu não vou nem um dedo". Se é pra cair pra segundona, que vá o Palestra paulistano; o mineiro, nunca!

Agora, vou cuidar só de F1!

Nosso lar: a última trincheira da escravidão e do machismo

Eu falo desse tema com razoável liberdade. Por várias razões. A primeira é que sou pra lá de familiarizado com todas as tarefas domésticas. E não as faço por obrigação. Faço-as por prazer, por compulsão e por convicção. Me viro bem, ou tanto quanto possível, na cozinha; lavo louça até em casa de amigos; arrumo casa, habitualmente; e, não gosto, mas passo roupa como ninguém. Gosto de estar numa casa bem arrumada e, por formação, acho que tarefas domésticas, braçais cabem, por dever, a todos nós. Eu deixei de morar com meus pais aos 16 anos - ou, mais precisamente, aos 17 incompletos - e aprender a me virar não foi opção, mas condição. A segunda razão é que, faz anos, não temos empregada doméstica em casa. Temos uma diarista que vai periodicamente e que tem uma noção invejável dos seus direitos. E a última é que, como arquiteto, nunca me dei bem com as tais dependências de empregada: uma sub-senzala, numa casa que já não é nada grande. Pra mim, especialmente nos pequenos apartamentos de classe média, é o símbolo mais tardio e doentio de nossos resquícios escravocratas...

Digo isso a propósito de uma oportuna matéria, no Estado de Minas, de domingo: 'As esquecidas pela abolição' [em parte, AQUI]. Não dá pra não ter um olhar crítico sobre esse tema. É uma semi-escravidão [o direito a carteira assinada só ocorreu em 1972, 30 anos após a CLT]; tem cerca de 70% de informalidade [73,9%, em 2001 e 69,3%, em 2011]; e é uma profissão basicamente feminina ["quase 20% das brasileiras ganham a vida cuidando da casa dos outros"]. A mais, há um temor patronal enorme de se ter que arcar com FGTS, hora extra e outros ganhos trabalhistas constantes da PEC aprovada em comissão especial da Câmara dos Deputados.

No mais, tendo ou não empregada, na maioria das casas, tarefas domésticas continuam sendo uma tarefa quase exclusivamente feminina. Os homens, no máximo, 'ajudam'. Ou transformam em hobby a parte boa da coisa como cozinhar, quando todo mundo está virando chef. Mas a história, gostemos ou não, continua muito apoiada na ideia de que a mulher, mesmo quando trabalha [e quase todas trabalham...], deve fazer jornada dupla ou tripla, cuidando da casa e dos filhos. Machismo tardio e doentio...

A suprema razão ausente


I
Volto ao tema do STF. A cada dia, acho que só o tempo apurará, no futuro, quem tem razão, nesses tempos polêmicos de julgamento do mensalão pelo STF. Hoje, houve mais um embate entre Barbosa, o herói, e Lewandowski, o anti-herói. Sabidamente, a condução do processo, o seu fatiamento e a ordem do julgamento, está sob a direção consensual do relator [Barbosa]. Lewandowski tem reclamado, entretanto, que isso precisa ser acertado com ele, o revisor, que tem um papel de ofício a cumprir. Argumentou que a ordem estabelecida, superada a fase do julgamento do núcleo publicitário, previa, agora, a do núcleo financeiro, para o que ele se preparou. Mas não: Barbosa faz o que quer e alterou, como quis, a ordem, antecipando o do núcleo político, cujos advogados sequer se faziam presentes no plenário. Barbosa parece gostar desse estilo tirânico, meio histriônico...


II
A paixão esconde a razão. Ainda sobre o STF, hoje, me aconteceu um fato típico. Um conhecido meu frequenta e lê este blog, mas não faz comentários aqui. Prefere fazê-los por e-mails; e, diga-se, e-mails muito respeitosos, ainda que críticos. Na sua interpretação, em e-mail anterior, eu estaria desqualificando o STF ao reproduzir uma matéria da imprensa que dava conta de que os ministros têm tradição constitucionalista e não criminalista e de que, em função disso, não estão familiarizados com dosimetria de penas. Respondi: - 'apenas fiz referência a um fato publicado, não a uma acusação pessoal'. Curiosamente, recebi, hoje, um e-mail da mesma pessoa com matéria [que já está circulando na internet] que compara a biografia de dois dos ministros: Barbosa, o herói, e Toffoli, o suspeito. Obviamente, exaltando o primeiro e desqualificando o segundo. Respondi ao ilustre conhecido com minha sincera opinião, que ele achou que seria oposta: - 'ponto um, como já afirmei em um comentário no blog, acho que a suspeição de Toffoli [como de outros ministros, por motivos diferentes...] deveria ter sido evocada; ponto dois, acho que Toffoli, de fato, não tem currículo para ser ministro do STF; ponto três, acho que ao desqualificar Toffoli [o que dá brecha para duvidar da biografia de outros ministros...] você [ele], sim, está desqualificando o STF'. Ou seja, acho que ele, pessoas como ele e a turma que pensa como ele precisam decidir se o STF é ou não criticável...


III
Claus Roxin, a voadora no STF e a razão de Lewandowski. Claus Roxin é um dos ideólogos alemães da teoria do domínio funcional dos fatos. Ontem, em entrevista à Folha [AQUI], ele deu uma voadora no STF: 'Participação no comando de esquema tem de ser provada'. Traduzindo: Barbosa, o herói, aplicou a teoria de Roxin sobre a qual, pelo visto, não entende nada. Aí: ponto para  Lewandowski: ele foi o único que enfrentou Barbosa, advogando pela inaplicabilidade da teoria, com base, exatamente, em seu autor, Claus Roxin [transcrito d' AQUI]:

A advertência que o Revisor, Ministro Ricardo Lewandowski, fez na Sessão Plenária de 4/10/2012:
"Para finalizar Senhor Presidente, eu trago o depoimento insuspeito do próprio Claus Roxin, que foi fazer uma conferencia inaugural na já famosa Universidade de Lucerna na Suíça, alias, tive a honra e o privilégio de proferir uma palestra agora em maio, tanto na Universidade de Berna quanto na de Lucerna, a convite do Governo Suíço, é um lugar onde se cultiva um pensamento crítico do direito.
Mas Claus Roxin, 40 anos depois de ter idealizado essa teoria, no ano de 1963, ele vai lá na Universidade de Lucerna, na aula inaugural porque essa Universidade é recém-criada, e diz o seguinte, começou a manifestar preocupação com o alcance indevido que alguns juristas e certas cortes de justiça, em especial o Supremo Tribunal Federal alemão, estariam dando a sua teoria, especialmente ao estendê-la a delitos econômicos ambientais, sem atentar que os pressupostos essenciais de sua aplicação que ele mesmo havia estabelecido, dentre os quais a fungibilidade dos membros da organização delituosa (...)
Nesse caso não há fungibilidade porque os réus são nominados, identificados, eles têm nome, RG, endereço, não há uma razão, a meu ver, para se aplicar a teoria do domínio do fato. Não há porque nos não estamos em uma situação excepcional, nós não estamos em Guerra, felizmente. Então Senhor Presidente, eu termino dizendo que não há provas e que essa teoria do domínio do fato nem mesmo se chamássemos Roxin poderia ser aplicada ao caso presente".
Trecho extraído a partir do 41:50 do vídeo:


Depois, Ayres Britto, Celso de Mello e Mendes tentam contradizer Lewandowski e reinterpretar Roxin que hoje repreende o STF na Folha de S. Paulo.
Não é à toa que já está circulando na internet um manifesto de desagravo a  Enrique Ricardo Lewandowski. Parece ser o único que mantém coerência com seu próprio pensamento, não se omite do debate e não joga para a platéia. Mas não significa nada eu dizer isso; só o tempo dirá...

10 de nov de 2012

Literata: politicamente bem humorados

Neste ano, a Literata, pra mim, foi breve. Mil coisas ao mesmo tempo. Mas os poucos momentos que tive oportunidade de aparecer foram geniais. Ontem, foi show! A Cristiane Costa não veio; a mediação sobrou para o Humberto Werneck. E ele mandou bem. Eu fui mais por conta do Reinaldo Morais, que é um cara politicamente incorreto. Totalmente. Não imaginava que o Eugênio Bucci fosse tão bem humorado. E a grande sacada foi essa, como bem disse o Zeca Amaral, que estava ao meu lado: o único jeito de falar sobre politicamente correto ou incorreto é pela via do bom humor. A pergunta posta no ar foi direta: você daria um livro de Monteiro Lobato ao seu filho e diria o quê a ele? A resposta única: sim e não diria nada! O dizer alguma coisa é exatamente o que o Estado Brasileiro deseja com a distribuição escolar dos seus livros apenas com nota de contextualização. O Estado dizendo o quê e como ler. Intolerável. Aliás, essa foi uma palavra importante na conversa: tolerância. Como bem lembrou o Bucci, pela via da intolerância, até a Bíblia deverá ser editada com notas que esclareçam porque o Faraó mandou matar todas as crianças egípcias. Toda literatura é temporal e toda leitura é interpretativa. Adultos interpretam; crianças também. A divisa tênue está entre a naturalidade e o preconceito. Ou entre a hipocrisia e o respeito. Como bem comentou o Zeca, ao meu lado, pondo mais uma pitada de bom humor na história, duro é ouvir o narrador da Globo, numa luta de UFC, identificar os lutadores pela cor do calção, quando seria dez vezes mais fácil se ele dissesse que fulano é o cara branco e beltrano é o preto. E ponto. Mais fácil e mais, digamos, politicamente correto...

Festival Enogastronômico [10]

Fotos do quinto dia: Quintal Zero Três, 09/11/2012 [by Quin Drummond].




9 de nov de 2012

Literata: dia 9


A noite promete uma mesa poderosa. Eu tenho o maior interesse em ouvir, especialmente, o Reinaldo Morais. Ele é autor de 'Tanto Faz' e 'Pornopopéia' e integra o selo Má Companhia, da Companhia das Letras. É da turma dos escritores meio malditos, junto com Marçal Aquino ['Eu receberia as piores notícias de seus lindos lábios'] e não muitos outros...

Festival Enogastronômico [9]

Programação desta sexta-feira, dia 09, às 21h00: Quintal Zero Três. Acessem informações sobre o prato e o vinho e sobre reservas AQUI.

'Cidade Aberta'

Outro mundo

O artigo de hoje é em torno da afirmação do catalão Lluís Mundet i Cerdan, que integrou a missão da Agência Espanhola para a Cooperação e o Desenvolvimento, a Sete Lagoas, em 2009, que, mais do que contemplar, o turista quer ‘experimentar’; que para sermos uma cidade turística precisaríamos ir além das nossas belezas naturais e agregar particularidades culturais. A versão digital da artigo, no site do SETE DIAS está AQUI. Em dias de Literata, eu fico com o sentimento otimista de que estamos caminhando nessa direção. Qual a opinião de vocês?

Festival Enogastronômico [8]

Fotos do quarto dia: A Francesinha, 08/11/2012 [by Quin Drummond].