13 de out de 2012

Tiza

Quem éramos nós, há 27 anos?
Tudo!
Tínhamos 25 anos e uma expectativa audaz do mundo pela frente.
Talvez eu tenha reduzido o mundo dela a um menos atrevido mundo real.
A beleza dela, o sorriso dela, a liberdade dela vislumbravam algo mais amplo.
Ela não perdeu a beleza nem o sorriso.
Mesmo a liberdade espero que conserve a mesma.
Já o algo, esse sim, não tem mais a amplitude da juventude.
Eu queria, hoje, montar um grande mosaico de rostos.
Rostos dela de 25, 26,..., 50, 51, 52.
Não, não me refiro a números, anos, mas a rostos.
Rostos que foram mudando, envelhecendo, calmamente.
Pelas marcas gravadas, uma a uma, no seu rosto, queria relembrar toda a história desse tempo longo.
Mas não importa....
O que importa é que eu continuo enxergando no fundo de seus olhos de 52 tudo que havia nos seus olhos de 25.
Talvez ela ainda enxergue e deseje um mundo audaz pela frente.
Queria muito ser uma ponte para esse mundo.
Nunca um limite.
Ela é genial.
Ela merece!


[Uma homenagem a Tiza no nosso 27° aniversário juntos...]

2 comentários:

Ramon Lamar disse...

Parabéns!

Amaro Marques disse...

... Lindo... o rosto, atual... e a poesia... completam-se em inspiração e beleza... Homem de sorte é aquele que sabe mensurar o patrimônio que tem... para este pode faltar até dinheiro.