19 de out de 2012

Mais uma...

Perambulou pela cidade
até deparar-se consigo mesmo
e uma inescapável solidão.
Um whisky.
Outro.
Mais um.
No quarto, pensou em pedir um livro.
Um romance, talvez.
Poderia participar de uma história,
já que lhe faltava uma própria.
Evitou tira-gostos;
Era tarde...
Ocorreu-lhe uma furtiva alegria.
Sinceramente, mais para furtiva
do que para alegria.
Seu prazer estava nisso:
em não permanecer;
em dissimular-se;
em ser clandestino.
Em escapar de si mesmo.
Era tétrico,
mas achava certa graça.
Não fazia sentido.
mas tinha a dose adequada de cinismo.
A dose de whisky que faltava.
Garçon,
Mais uma.
Em copo longo e com muito gelo...
Por favor!

6 comentários:

Anônimo disse...

Bom dia Flávio,

Gostaria de propor uma pauta de assuntos para vc... saber a sua opinião... pelo conhecimento sobre a questão da gestão pública que vc possui...

1) A regularização fundiária em Sete Lagoas funcionou? Como a prefeitura enfrentou o problema daqueles que ocupavam áreas verdes e institucionais?

2) Em relação a possível reforma administrativa do município, vc acredita que a idéia da criação de administrações regionais é um bom modelo a ser seguido? Existem exemplos que deram certo e que poderiam ser seguidos em Sete Lagoas?

3) Em relação ao projeto de modernização do auditório do UniFEMM, vc tem notícias sobre a sua execução... vi as fotos do projeto em seu blog e fiquei muito entusiasmado com essa possibilidade...

Anônimo disse...

"Poderia participar de uma história,
já que lhe faltava uma própria."
Ah gostei, gostei mesmo ! é sua ?
Renata

Anônimo disse...

O que dizer de um fim de mandato como este de Maroca? Já viste coisa igual? Restaurante Popular fecha as portas, os detentores de cargos de de confiança dispensados e o prefeito está viajando para não ter que ver a lista dos demitidos. Irresponsável é o mínimo que podemos dizer dessa criatura.

Blog do Flávio de Castro disse...

Anônimo lá de cima: você propõe temas importantes. Para alguns pontos tenho respostas; para outros, não. Eu topo levar essa conversa à frente, mas, para que seja uma boa conversa, é necessário saber com quem se fala, não é mesmo? Por que não se identificar?

Renata: é minha o que? A frase ou a falta de uma história própria ou as duas coisas?

Último anônimo aí: o que dizer? Por certo, não era esse o final de mandato que todos nós esperávamos ver. Mas, desculpe-me, não me sinto motivado a falar sobre isso.

Anônimo disse...

o texto, Flávio (deve ser seu : vc indicaria se fosse outro o autor , né ?)
Renata

Blog do Flávio de Castro disse...

Ah, sim, Renata; o texto, bom ou ruim, é meu. Veja a hora aí: 00:48. Fim de uma quinta, de um dia de três turnos, de uma semana com tempo cronometrado. Exausto! Pra dormir, uma dose de whisky e alguma coisa para tirar o trabalho da cabeça. Pra mim, escrever é um santo remédio, um rivotril e tanto...