26 de out de 2012

'Cidade Aberta'

Filho feio não tem pai


Sendo direto: eu sou bastante favorável a que se construam muitas moradias pelo programa Minha Casa Minha Vida, em Sete Lagoas. Meu ponto de discussão é simples: como? Por exemplo, conjuntos habitacionais periféricos sem infra-estrutura pública, não! Na coluna Cidade Aberta, no SETE DIAS, desta semana, eu traço um paralelo entre um caso local e a matéria da Folha de São Paulo, de domingo passado, sobre o mesmo tema. As ilustrações da matéria da FSP seguem acima e abaixo; o link para a versão digital do artigo está AQUI.


8 comentários:

Frederico Dantas disse...

Considero o MCMV um acerto em cheio do governo federal. Além de colocar o dedo numa chaga histórica nacional, o déficit habitacional, notadamente das famílias de menor poder aquisitivo, o programa se mostrou bastante eficiente no seu caráter anti-cíclico. Penso que o pode se atacar nele são detalhes ínfimos diante de sua magnitude e resultado que está sendo obtido.

Já havia lido a matéria na Folha.com e, como era de se esperar, achei que faltou ao jornal esclarecer, ou lhe foi conveniente não fazê-lo, que estas falhas que estavam sendo expostas deveriam ter sido equacionadas pela esfera municipal.

Ficou parecendo que o programa é que era falho neste aspecto imputando, assim, o problema ao governo federal.

LEANDRO VIANA disse...

Folha e Estadao tem uma "leve" preferencia pelo Serra e estao trabalhando por ele em SP. A materia publicada esta direcionada a esta interpretaçao.

Anônimo disse...

Não existe milagre. A questão social da habitação é maior que a solução física. Esses exemplos não resolveram nem mesmo o aspecto físico.
Flavio, voce conhece a experiência do BaSic Initiative do arquiteto americano Sergio Palleroni?
Vale a pena dar uma olhada.
Abs
ZJ

Blog do Flávio de Castro disse...

Frederico,

Não discordo do que você fala. Mas vejo um problema de regulação no programa. O Ministério das Cidades alega, exatamente, que o problema urbanístico é municipal. Mas essa é apenas uma meia verdade. Como foi criado como um programa anti-cíclico, para ter maior agilidade, ele empoderou dois atores operacionais: a Caixa e os empreendedores. Habitualmente, essa relação é estabelecida, com prospecção de terrenos, à revelia dos municípios. Os municípios entram num contexto de alta pressão política do tipo 'pegar ou largar'. Ou seja, via de regra, ele é a parte fraca da história, o que é pouco para desempenhar um papel espinhoso: o de atribuir consistência urbana e social ao que o nosso amigo ZJ chamou de 'solução física'. Desse jeito não vai dar certo nunca e vamos continuar produzindo moradias periféricas sem cidades.

Blog do Flávio de Castro disse...

Leandro,

Eu colocaria a coisa em outros termos: como a Folha é serrista e sempre foi, ela está usando, como já fez várias vezes, situações reais a seu favor. Isso não quer dizer que o problema apontado não exista. Existe e é relevante. Nesse ponto quero ressaltar: tenho sido crítico a alguns aspectos do PMCMV exatamente porque torço pelo seu sucesso. Ao contrário da FSP...

Blog do Flávio de Castro disse...

ZJ,

Confesso que só conheço o BaSic Initiative de 'ouvir dizer'. Não conheço seus resultados na área habitacional. Vou atrás...

Ramon Lamar disse...

"como a Folha é serrista e sempre foi" mas estampa a manchete favorável ao Haddad.

Blog do Flávio de Castro disse...

Ramon, nem todo dia dá pra fabricar um Proconsult, não é mesmo?!

E essa manchete do MCMV, a rigor, não é nada pró-Haddad; muito pelo contrário!