28 de set de 2012

Pesquisas em Sete Lagoas

Preâmbulo:
Tem gente que acha que toda pesquisa é comprada e não leva nenhuma a sério. Eu tendo a levar todas a sério. Tanto as levo a sério que considero, inclusive, as chances, senão de todas, de algumas serem 'compradas'.  De toda forma, quando você analisa pesquisas em série, certas ou erradas, de algum modo, você consegue perceber como se move o eleitorado. E ele nem sempre se move linearmente. Há situações em que ele vai e vem, em ondas. Em BH, nessas eleições, já soube de mais de 15 pesquisas. Há coerências e incoerências. Para um lado e outro. Você percebe imediatamente quando alguma derrapa na curva. Especialmente se você conhece os institutos, as metodologias, os números aplicados de questionários e as datas a que foram a campo. Se você monitora o processo, ele vai ficando razoavelmente previsível. No mínimo, quem tende mais a ir pra lá ou pra cá. Em Sete Lagoas, com pesquisas apenas pontuais, não seriadas, sem uma curva que define um parâmetro, é mais difícil entender o jogo. Até agora, de cinco pesquisas registradas no TSE, só tomei conhecimento de três. E, pela frente, há apenas mais uma registrada [no dia 20] para publicação no dia 25 [AQUI]. Não se enxerga movimento. Tudo parece estanque e as coisas nem sempre são assim. Impossível firmar convicções inabaláveis. Sem muita pega, só me meto a fazer alguns apontamentos curiosos.

Curiosidades sete-lagoanas:
Mais do que a vez da experiência, a vez da oposição
[O Tempo - set./2012]

[MDA - set/2012]

Eu disse em artigo no SETE DIAS que, a partir do discurso dos candidatos, essa seria a eleição da 'experiência'. Até pode ser. Mas é, sobretudo, a eleição da 'oposição'. A avaliação do atual governo, segundo as pesquisas publicadas, aproxima-se do patamar de 60% negativos. Isso é histórico. Isso invalida qualquer candidatura de situação. Não por outra razão, mesmo os até então mais próximos auxiliares do atual prefeito fizeram questão de ignorá-lo. Fotos de Aécio e Anastasia não faltam. Já de Maroca, nada! Eleição é tempo de traição...

A esquerda sem vez
Márcio Reinaldo é um político de linhagem conservadora. Múcio já foi mais progressista; no PMDB sete-lagoano é impossível querer afirmar-se como tal. O PPS de Caio tornou-se uma linha auxiliar do neo-liberalismo tucano; portanto, também é pouco provável que possa ser avaliado à esquerda do centro ideológico. A coligação PSB e PT, de Emílio, é a única que pode se colocar como de esquerda. Os demais partidos que ostentam esse status, ainda que ele seja muito impreciso, se pulverizaram entre as candidaturas que estão aí. Esse é um risco dessas eleições: a fragilização do que ainda se pode considerar 'esquerda' em Sete Lagoas.

Ruas/pavimentação não deixam de ter vez
[O Tempo - set./2012]
[O Tempo - set./2012]
[O Tempo - set./2012]

Os quadros acima, apresentados no jornal O Tempo, mostram os principais problemas em três cidades: Sete Lagoas, BH e Coronel Fabriciano. A escolha das três, fora Sete Lagoas, foi casual. Uma conclusão: 'saúde' e 'segurança' são problemas gerais e os mais importantes. Previsível. A curiosidade fica por conta de 'ruas/pavimentação'. Esse tema é irrelevante em BH, pouco importante em Fabriciano, mas, entre nós, é tão grave quanto 'segurança'. Isso é impensável! Isso registra o quanto a abordagem incorreta do governo municipal nesse tema do 'tapa-buraco' ganhou uma proporção descabida e ampliada...

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