30 de set de 2012

Polpettone

Meu sangue italiano Bartholomeu baixou. Tiza, a espanhola, sugeriu, para esse domingo, almôndegas com massa. Transformei as almôndegas em polpetttones maravilhosos. Enormes. Fritos e gratinados. Tempero com leve gosto de ervas e laranja e recheio com muzarella de búfala. Show! Fettuccini na manteiga com manjericão. Outro show! Aos 'especialistas' aqui de casa só restaram elogios, ajoelharem no  milho com preces ao Nosso Senhor com louvores, recomendações e votos de vida eterna ao cozinheiro. Uma vida mais eterna do que a da Hebe e tão eterna quanto a de Niemeyer. O humilde cozinheiro aí sou eu, naturalmente! Juro: todos se pronunciaram sem nenhum sotaque de falsidade! É que a fome produz milagres...

Por que voto em Dalton e peço o seu voto para Dalton

A vida política de Sete Lagoas vive tempos obscuros. Quase nenhuma voz se levanta para fazer a defesa dos valores públicos que devem orientar o nosso desenvolvimento. Quase nenhuma voz se levanta para fazer a defesa da cidade inclusiva, democrática, plural, sustentável, que se estrutura a partir de nossa história, nossa cultura e nosso patrimônio. Dalton é uma dessas raríssimas vozes.

Em uma Câmara Municipal em que a ampla maioria dos vereadores notabiliza-se por miseráveis expedientes de clientela, em seus currais eleitorais, Dalton é uma exceção na construção de um sentido coletivo de cidade.

Como nenhum outro, Dalton supera o limite individual e personalista do vereador para realizar um mandato coletivo. A organização de seu gabinete, com a presença de pessoas qualificadas como a Lidiane Carvalho, a Christiane Santos, o Caio Pacheco, a Vitória Botelho, a Michelli Correa, o Cláudio Machado e o João Luis Torres, historiadores, engenheiros, jornalistas, relações públicas, arquitetos e advogados, tornou-se uma referência – ética e política – de produção coletiva, criativa e inovadora. Não sem razão, ali, multiplicaram-se projetos que Sete Lagoas jamais viu. Não sem razão, dali, saiu uma prestação de contas do mandato – expondo, com naturalidade, seus avanços e seus desafios, seus erros e acertos –  como jamais se fez. O mandato de Dalton é rico de autenticidade, transparência, ousadia e criatividade.

Em um ambiente sempre tão hostil e ardiloso, Dalton tomou muitas bolas nas costas. Muitas. Mas depois de quase quatro anos de mandato mantém não apenas as mãos limpas – o que é desnecessário dizer – mas, sobretudo, os seus compromissos e ideais inabaláveis, sem desculpas esfarrapadas. Dalton nos tranqüiliza: nossas ideias não são vãs, não são utópicas e é possível ir em frente.

Nesse túnel obscuro, outras luzes podem se acender, mas essa não pode se apagar. Dalton é uma gigantesca esperança de superação do conservadorismo que nos destrói e nos diminui.

29 de set de 2012

Filantropia

Em razão da minha participação no processo eleitoral, eu tenho acompanhado, sistematicamente, o registro de pesquisas no site do TSE, especialmente as relativas a BH e, de quebra, a Sete Lagoas. Por exemplo, só em BH, tem-se mais cinco no forno; em Sete Lagoas, uma única. O sistema de registro é público e pode ser acessado AQUI. Outro dia, ao invés de selecionar 'estado>município', eu selecionei 'empresa contratada'. Entenda-se: 'empresa contratada' é o instituto de pesquisa que foi contratado por algum órgão [em geral veículos de imprensa ou diretórios de partidos] para realizar determinada pesquisa, em determinado local. Muito bem; aí vem a surpresa: a ampla maioria das 'empresas contratadas' é contratada por ela mesma. Normal?! Ora, como normal?! Por que um instituto de um estado tem, por exemplo, interesse em realizar pesquisas em inúmeros municípios minúsculos de outro estado? Minha conclusão: ou os institutos de pesquisa tem finalidade filantrópica - e como! - ou estão enganando a nós e a Justiça Eleitoral...

28 de set de 2012

'Cidade Aberta'

'Que eleições?!'

Um breve comentário sobre as eleições mais desmotivadas de todos os tempos, em Sete Lagoas. Leiam a coluna Cidade Aberta, no SETE DIAS [AQUI].

Pesquisas em Sete Lagoas

Preâmbulo:
Tem gente que acha que toda pesquisa é comprada e não leva nenhuma a sério. Eu tendo a levar todas a sério. Tanto as levo a sério que considero, inclusive, as chances, senão de todas, de algumas serem 'compradas'.  De toda forma, quando você analisa pesquisas em série, certas ou erradas, de algum modo, você consegue perceber como se move o eleitorado. E ele nem sempre se move linearmente. Há situações em que ele vai e vem, em ondas. Em BH, nessas eleições, já soube de mais de 15 pesquisas. Há coerências e incoerências. Para um lado e outro. Você percebe imediatamente quando alguma derrapa na curva. Especialmente se você conhece os institutos, as metodologias, os números aplicados de questionários e as datas a que foram a campo. Se você monitora o processo, ele vai ficando razoavelmente previsível. No mínimo, quem tende mais a ir pra lá ou pra cá. Em Sete Lagoas, com pesquisas apenas pontuais, não seriadas, sem uma curva que define um parâmetro, é mais difícil entender o jogo. Até agora, de cinco pesquisas registradas no TSE, só tomei conhecimento de três. E, pela frente, há apenas mais uma registrada [no dia 20] para publicação no dia 25 [AQUI]. Não se enxerga movimento. Tudo parece estanque e as coisas nem sempre são assim. Impossível firmar convicções inabaláveis. Sem muita pega, só me meto a fazer alguns apontamentos curiosos.

Curiosidades sete-lagoanas:
Mais do que a vez da experiência, a vez da oposição
[O Tempo - set./2012]

[MDA - set/2012]

Eu disse em artigo no SETE DIAS que, a partir do discurso dos candidatos, essa seria a eleição da 'experiência'. Até pode ser. Mas é, sobretudo, a eleição da 'oposição'. A avaliação do atual governo, segundo as pesquisas publicadas, aproxima-se do patamar de 60% negativos. Isso é histórico. Isso invalida qualquer candidatura de situação. Não por outra razão, mesmo os até então mais próximos auxiliares do atual prefeito fizeram questão de ignorá-lo. Fotos de Aécio e Anastasia não faltam. Já de Maroca, nada! Eleição é tempo de traição...

A esquerda sem vez
Márcio Reinaldo é um político de linhagem conservadora. Múcio já foi mais progressista; no PMDB sete-lagoano é impossível querer afirmar-se como tal. O PPS de Caio tornou-se uma linha auxiliar do neo-liberalismo tucano; portanto, também é pouco provável que possa ser avaliado à esquerda do centro ideológico. A coligação PSB e PT, de Emílio, é a única que pode se colocar como de esquerda. Os demais partidos que ostentam esse status, ainda que ele seja muito impreciso, se pulverizaram entre as candidaturas que estão aí. Esse é um risco dessas eleições: a fragilização do que ainda se pode considerar 'esquerda' em Sete Lagoas.

Ruas/pavimentação não deixam de ter vez
[O Tempo - set./2012]
[O Tempo - set./2012]
[O Tempo - set./2012]

Os quadros acima, apresentados no jornal O Tempo, mostram os principais problemas em três cidades: Sete Lagoas, BH e Coronel Fabriciano. A escolha das três, fora Sete Lagoas, foi casual. Uma conclusão: 'saúde' e 'segurança' são problemas gerais e os mais importantes. Previsível. A curiosidade fica por conta de 'ruas/pavimentação'. Esse tema é irrelevante em BH, pouco importante em Fabriciano, mas, entre nós, é tão grave quanto 'segurança'. Isso é impensável! Isso registra o quanto a abordagem incorreta do governo municipal nesse tema do 'tapa-buraco' ganhou uma proporção descabida e ampliada...

23 de set de 2012

Mais lenha na fogueira: o legado do STF

Vamos combinar: eu não estou entrando no mérito das decisões finais [absolvição ou condenação de a ou b] do STF, aqui e agora; eu estou olhando pra frente: o que vai restar de legado jurídico após o julgamento do mensalão. Será um bom ou um mau legado? Servirá melhor ou pior ao 'estado democrático de direito'? Dará mais ou menos garantia de justiça ao cidadão? Esse foi o espírito de minha postagem anterior, 'Para retomar, uma polêmica: o legado do STF'. Para aqueles que andam interessados no aspecto técnico e jurídico desse tema, vão aí mais dois textos para reflexão: 'A Constituição ignorada', de Dalmo de Abreu Dallari [AQUI] e 'O STF em dois tempos', de Marcos Coimbra.

Coluna antissocial

Glamour microscópico

acho que vou inaugurar uma coluna nova que fazia falta a esse blog: a coluna antissocial. A motivação de largada é das melhores: chega aqui em casa uma revista que eu acho a coisa mais sensacional do mundo. Chama-se Fotos & Festas. Perdoem-me seus dedicados editores, mas não dá pra não morrer de rir a cada edição. De tanta obsessão pelo glamour, instituiu-se alí o anti-glamour. É uma coleção de fotos minúsculas, um mar de pessoas minúsculas. A turma que gosta de frequentar precisa ter uma lupa para se achar. É genial!

[Onde está Wally? - versão socialite]

Cingapura

Não sei se já disse isso aqui ou se vou me desdizer, mas esse GP de Cingapura é uma coisa muito chata. O circuito tem a vantagem de permitir ultrapassagens e só. No mais, é horroroso! Muro e muro. Uma trocação de pneus descontrolada. E essa história de corrida noturna não lhe permite o mais divertido: observar a cidade, o entorno do circuito, essas trivialidades. Nem arquibancada e torcida se vê. Só Galvão acha uma maravilha a vista noturna com 'a maior roda gigante do mundo'. No mais, depois do abandono de Hamilton [haja sorte, hem, Alonso!...] e de voltas e voltas de safety car, resta jogar a toalha e arrumar coisa melhor pra se fazer. E se você insiste, lá vem safety car, de novo. Fórmula esportiva Mercedes... Haja!

[A roda gigante mais gigante do mundo: o atrativo da corrida de Marina Bay, depois dos safety cars]

Márcio Mick Jagger Lacerda

Pé frio

Sem politicagem. Na boa. Não é por nada não, mas desde que os cartolas dos times mineiros decidiram hipotecar apoio - indevidamente, em nome das suas torcidas - à candidatura de Márcio Lacerda, a vida do Atlético ficou difícil e a do Cruzeiro - que já não ia bem - mais difícil ainda... Em 9 jogos, depois do fatídico ato de apoio, as panteras, que só ganhavam, empataram 4, perderam 2 e caíram fora da liderança; já a seleção celeste, empatou 3, perdeu 4 e, depois de armar o bote para se aproximar do G4, desandou e instalou-se ali na oitava colocação. Há 5 rodadas, nenhum dos dois se move na tabela e só se distancia do time à frente. E lá vem Grêmio e São Paulo...


PS: 23/09, 22:00 - Deu no que deu: São Paulo 1 x 0 Cruzeiro. Fora de casa. Panteras 0 x 0 Grêmio. Em casa. O Cruzeiro caiu uma posição. As panteras não dependem mais, apenas, da vitória sobre o Flamengo para reconquistar a liderança. Lá se vão os times mineiros ladeira abaixo... Efeito Lacerda! #foralacerda...

22 de set de 2012

'Cidade Aberta'

A saúde doente

Impossível ignorar esse assunto. O problema mais grave para os sete-lagoanos é a saúde. Até aí, nada de novo; nada que nos diferencie de qualquer outra cidade brasileira. Mas quando olhamos a relevância dada ao assunto é de se cair pra trás: foi citado, em pesquisa, com frequência três vezes superior ao do segundo problema que, aliás, é um problemão, o da segurança. Esse é o tema da coluna nesta semana, no SETE DIAS. "A meu ver, a nossa saúde está duplamente doente: ela não é resolutiva e ainda destrói o orçamento municipal". Leiam e comentem. O jornal está nas bancas, o artigo pode ser lido AQUI.

Pra retomar, uma polêmica: o legado do STF

Quando publiquei 'Remando contra a maré' [AQUI], fiquei com a percepção de que o desejo de justiça que externei, no julgamento do mensalão, foi lido como desejo de absolvição. Não era isso, mas acho que não faz sentido voltar a esse ponto. Quero recuperar, primeiro, aqui, os principais comentários feitos naquela postagem que reproduziram, de forma geral, um sentimento comum nas redes sociais. Tentando ser leal ao que li, eu rememoraria três pontos: o desejo de condenação de todos os 38 réus, sem exceção; o sentimento de que isso não ocorreria, com a crença indignada de que a coisa terminaria em pizza; e o convencimento de que a principal razão da pizza era o fato da maioria dos ministros terem sido indicados pelos presidentes Lula e Dilma. Terminado o julgamento de quatro dos sete capítulos em que o julgamento da Ação Penal 470 foi fatiado, constata-se que nada disso aconteceu. Não há pizza: até agora a ampla maioria foi condenada. Não há condenação generalizada: três réus já foram inocentados. E não há porque questionar os votos dos juízes lulo-dilmistas: eles não tem sido mais condescendentes dos que os demais. Nesse aspecto, se há alguma coisa a discutir, entre lula-dilmistas e não, seria a suspeição dos ministros Dias Toffoli (por ter integrado o governo Lula) e Gilmar Mendes (que foi tendencioso ao emitir seu voto antes mesmo do início da história e do conhecimento dos argumentos, de parte a parte). No mais, la nave va, com mais três capítulos à frente, talvez os mais importantes e esperados.

Ao final do segundo mês do propalado 'maior julgamento da história', eu gostaria mesmo de identificar o que me parece ser, até o momento, os seus três principais legados: o temor pelo antes tão privilegiado 'foro privilegiado'; o estrelismo dos ministros e a utilização inédita, entre nós, da tese do 'domínio funcional dos fatos', dentre outras novidades.

1.      O foro desprivilegiado
Antes, não havia deputado ou senador que não avocasse o direito a foro privilegiado. O julgamento de altas autoridades pelo STF sempre foi certeza de absolvição. Não é mais. Agora, virou tiro com uma bala só. Não há quem não queira, doravante, direito a tribunais inferiores para conquistarem o direito a recursos; ou mais balas na roleta...

2.      As estrelas da festa
Em geral, cortes superiores, em qualquer país, primam pela discrição. Discrição é condição de autonomia e isenção. Nas terras tupiniquins, entretanto, em que tudo anda se tornando midiático, até os ministros do STF parecem ter se rendido à revista Caras. Gilmar Mendes e Marco Aurélio de Mello já haviam dado mostras de que os holofotes eram irresistíveis. No mensalão, embora muita gente veja um herói em Joaquim Barbosa, eu não consigo deixar de ver uma estrela a mais. A sua atitude, como relator do processo - sem desconsiderar outros méritos -, de se achar no direito de se meter nos votos dos colegas foi inacreditável. A história da réplica e da tréplica com o ministro revisor Lewandowski foi bizarra. O julgamento do mensalão firmará um novo estilo...

3.      As temíveis evidências
A Carta Capital trouxe uma matéria sobre o tal 'domínio funcional dos fatos'. Disse que é uma doutrina alemã, do início do século XX, que foi aplicada em casos de guerra. O que interessa: a não necessidade de provas materiais, bastando evidências lógicas, vai se tornar um precedente na jurisprudência brasileira, daqui pra frente? Isso é bom ou ruim? Segundo a imprensa, Collor - cujo processo conteria mais elementos materiais comprobatórios do que o do mensalão - não teria sido inocentado. E, nesse curso, nosso conterrâneo Eduardo Azeredo pode não ter um final muito feliz. A mais, há mais pontos polêmicos: a atuação contraditória dos chamados ‘garantistas’, que sempre postularam a prevalência dos direitos individuais sobre os coletivos, é um deles. Outro: a história da individualização da responsabilidade foi para o brejo? Sobre esses dois pontos vale a leitura de artigo publicado no Luis Nassif: 'Lewandowski expõe hipocrisia dos garantistas do STF' [AQUI]. E mais, sobre a impertinência do relator do processo, a um só tempo, investigar e julgar, o que já teria jurisprudência firmada pela Corte Interamericana de Direitos Humanos, vale a leitura de um segundo texto, também no Luís Nassif: 'As confusões sobre o garantismo' [AQUI]. E mais um: 'O debate sobre o garantismo no STF' [AQUI].

Em resumo: nada fácil; polêmica e polêmica. Com ou sem paixão, esse assunto ainda vai dar muito pano pra manga. Os antigos advogados, atuais 'operadores do direito', que ponham suas barbas de molho...

[Nessas horas, me dá uma vontade danada de ouvir a opinião do velho João Luiz, que odiava ser chamado de 'operador do direito' e se orgulhava de ser 'bacharel em Direito', com a carteirinha vermelha da OAB, de advogado, no bolso, já bem gasta...]

Voltei...

Ainda abduzido em algum lugar entre Sete Lagoas e Belo Horizonte, voltei! Eu e a chuva voltamos pra ficar. "E voltei, eu voltei agora é pra ficar; por que aqui, aqui é o meu lugar; eu voltei pras coisas que eu deixei..."

Vamos em frente!

14 de set de 2012

'Cidade Aberta'

Territórios

Na coluna de hoje, eu falo sobre a territorialização da cidade ou, em outras palavras, a consolidação de 'novos centros' ou 'novas centralidades'. São proposições que se assemelham, mas são um tanto diversas das que têm aparecido em campanhas eleitorais com a das 'regionais administrativas', neste ano,  ou a das 'regiões de saúde', de quatro anos atrás. Leiam e vejam o que acham. No final eu pergunto: "será que estou sendo utópico demais?" O artigo está AQUI.

Putz! Ando sumido com força...

Mas vou voltar à carga...

8 de set de 2012

Caderno de Esportes

Bom começo...

O final de semana esportivo começa maravilhosamente bem... Massa acaba de emplacar o terceiro lugar no grid Santander, em Monza. Será que o cara está ressuscitando ou é só um soluço? Para tornar a coisa mais divertida, o tal do Alonso só larga em décimo...

[Santander, Santander & Santander]

E o final de semana começa também sob a gloriosa liderança do tricolor carioca. Já que torcer pelo Palestra mineiro anda sendo uma perda danada de tempo, nesse domingo, sou 100% o Palestra paulista: vou fazer tudo e mais um pouco para tirá-lo da zona de rebaixamento. É simples: basta uma vitória de meio a zero sobre as panteras, em queda livre... Pensando bem, 100% não! Vou gastar 80% do meu esforço com o Palmeiras e 20% com o Grêmio. Uma vitória do tricolor gaúcho sobre o time do Ramon Lamar torna a queda das frangas mais livre ainda, não é mesmo?!

É... [Domingo, 09/09, 10h40]
Pelo jeito, o bom final de semana terminou aonde começou... O Grêmio perdeu para o time do Ramon [putz!, Ramon, custava cooperar?!]... E vai ter sorte assim lá nas Astúrias: na F1, tudo conspirou a favor de Alonso... Tudo menos Hamilton e o foguete do Pérez [que isso, meu?!]. No mais, Button, Vettel, Webber, Massa, todos se esmeraram em gentilezas ao Fernando... Agora, para salvar meu domingo, só me resta o verdão paulista...

Se bem que não se pode tirar o adjetivo de fantástico a um fim de semana que teve o gol mais bizarro da história: o terceiro gol do América mineiro sobre o Criciúma foi uma pérola. Uma lambança sem tamanho do goleiro Michel Alves. Incrível: depois da defesa, nas mãos do Michel, a bola ganhou vida e pulou para dentro do gol. Quem não viu, veja AQUI...

Pois é... [Domingo, 09/09, 21:00]
Só mesmo o tricolor carioca para salvar o fim de semana... De agora em diante, sou 'pó-de-arroz' até morrer!

7 de set de 2012

'Cidade Aberta'

A vez da experiência

Pelo jeito, o eleitor sete-lagoano não quer saber de um governo de mudanças, mas de um governo experiente. É isso que os candidatos parecem ter captado e é com essa visão que estão indo à luta. Esse é um dos pontos abordados na coluna Cidade Aberta, no SETE DIAS, que está nas bancas. A versão digital está AQUI.

5 de set de 2012

42 anos pela frente...

Ramon Lamar, fique tranquilo: temos, pelo menos 42 anos pela frente! 

Como se vê na sua foto, a proibição de nadar e pescar na Lagoa Paulino, pela impropriedade da água, data de abril de 2010. Ainda assim, não só se pesca e se nada, como se utiliza água para lavação de carros e aspersão pública...


Já em BH, na Lagoa da Pampulha, segundo o Estado de Minas de hoje, na capa e na pág.22, proibição similar data de 1968. Ou seja, lá, já se comemoram 44 anos de 'alerta ignorado'...


Matematicamente [44 - 2 = 42], se o padrão de fiscalização pública é esse, significa que temos pelo menos 42 anos de pescaria, natação, lavação e aspersão livres. Viva!

3 de set de 2012

Por um 'Projeto de Cidade'

O IAB-RS formulou um decálogo com pontos relevantes para as próximas administrações, sob a ótica dos arquitetos. O IAB-MG e outras seções estaduais endossaram esse projeto. Vale a pena conhecê-lo, especialmente os arquitetos sete-lagoanos. Segue aí sua transcrição que pode ser obtida, originalmente, AQUI.
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Dez pontos fundamentais para as próximas administrações municipais construírem um Projeto de Cidade. Contribuição dos Arquitetos e Urbanistas – IAB RS.
1. Planejar para desenvolver a cidade com sustentabilidade
Tema: PLANEJAMENTO URBANO
- Retomar o planejamento urbano de médio e longo prazo como ferramenta central de um projeto de cidade voltado para a promoção da igualdade social;
- Elaborar PROJETO DE CIDADE expresso em um Plano Diretor que atenda a Constituição Federal e ao Estatuto da Cidade;
- Implementar sistemas de gestão do planejamento que valorizem órgãos técnicos e os conselhos públicos, disponibilizando a informação e oferecendo os instrumentos de acompanhamento e monitoramento do desenvolvimento urbano.  
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2. Participação é um direito e uma garantia de cidadania
Tema: PARTICIPAÇÃO SOCIAL
- Garantir a participação da comunidade em todas as etapas do processo de planejamento urbano, inovando e avançando em relação às práticas vigentes;
- Informar, expor, debater e submeter à sociedade os projetos para a cidade e os grandes investimentos públicos;
- Garantir nas administrações municipais a democracia e a transparência nas decisões sobre a cidade e o papel do poder público como mediador dos conflitos e indutor do desenvolvimento.

3. Projeto urbano qualifica a cidade para todos
Tema: PROJETO URBANO
- Valorizar o projeto urbano como ferramenta do plano diretor para qualificação dos espaços e equipamentos públicos;
- Qualificar as intervenções na cidade, para alcançar, a partir da coordenação do poder público, transformações urbanísticas, melhorias sociais e valorização ambiental;
- Efetivar a utilização da Operação Urbana Consorciada, prevista no Estatuto da Cidade, como instrumento de projeto de setores urbanos.

4. Espaço público é o lugar do encontro e da troca
Tema: ESPAÇO PÚBLICO
- Promover políticas de criação e qualificação de espaços públicos - ruas, praças, parques, equipamentos públicos – mediante a valorização do projeto urbano e dos concursos públicos;
- Realizar intervenções que promovam a diversidade socioeconômica da cidade e a integração de diferentes políticas setoriais e escalas territoriais;
- Potencializar o espaço público como lugar do encontro, da convivência social e não como terra de ninguém;
- Garantir a acessibilidade universal aos portadores de necessidades especiais.

5. Mobilidade é prioridade ao pedestre e transporte público de qualidade
Tema: MOBILIDADE URBANA
- Promover política pública de mobilidade urbana garantindo o direito de deslocamento, por diversas modalidades a todos os cidadãos;
- Estimular os modos de transporte não motorizados com vistas a reduzir o consumo de combustíveis fósseis através da implantação de uma rede eficiente de ciclovias e da qualificação dos percursos de pedestres;
- Priorizar a qualificação do transporte coletivo, para reduzir o uso do veículo privado e o espaço público destinado aos automóveis;
- Integrar a política de mobilidade urbana às demais políticas de desenvolvimento urbano como uso do solo, densificação, paisagem urbana e patrimônio cultural.

6. A paisagem da cidade é patrimônio de todos
Tema: PAISAGEM URBANA E PATRIMÔNIO
- Buscar a sustentabilidade da cidade, incorporando a perspectiva de longa permanência das construções no tempo, valorizando a idéia de que adequar e reciclar edifícios é mais sustentável do que demolir; 
- Propor planos que mantenham a identidade dos bairros, qualificando seus espaços e respeitando as preexistências, de forma a reforçar os vínculos do cidadão com a história da cidade;
- Valorizar políticas de patrimônio ambiental - natural e cultural -  voltadas à qualificação espacial das paisagens representativas, em diferentes escalas territoriais.

7. Habitação com qualidade e integração das comunidades
Tema: HABITAÇÃO SOCIAL
- Valorizar projetos habitacionais que priorizem a inserção da habitação de interesse social no tecido urbano existente construindo bairros e não guetos;
- Garantir o direito à cidade, entendido como acesso à habitação, ao transporte, aos equipamentos urbanos e comunitários, ao trabalho, à renda e a um ambiente equilibrado para todos os cidadãos; 
- Projetar e construir moradias que considerem as diversidades paisagísticas, climáticas e topográficas, assim como as diversas composições familiares das populações;
- Realizar programas voltados à requalificação e à adaptação de edificações desocupadas ou subutilizadas em áreas urbanas centrais, principalmente nos centros urbanos. 

8. Morar com dignidade é um direito de todos
Tema: ASSISTÊNCIA TÉCNICA À MORADIA
- Divulgar e implementar a assistência técnica  gratuita para as famílias de baixa renda assegurando o direito à construção de moradia digna e o direito à assistência de um profissional qualificado;
- Operacionalizar a Lei da Assistência Técnica à Moradia para Famílias de Baixa Renda (Lei 11.888/2008) conforme previsto na legislação, garantindo à população serviços de profissionais habilitados, tanto em novos assentamentos como em projetos de regularização fundiária e urbanística. 

9. Concursos públicos de projetos para obras públicas
Tema: CONCURSOS PÚBLICOS DE ARQUITETURA E DE URBANISMO
- Exigir a realização de concursos públicos de arquitetura e urbanismo abertos à todos os profissionais ou equipes qualificadas tecnicamente para estudar, avaliar e propor soluções para a cidade;
- Eliminar a prática de contratação de projetos através de licitações de menor preço e as questionáveis e antiquadas contratações de “notório saber”;
- Valorizar concursos públicos como instrumento para a conquista de cidades mais sustentáveis, justas e belas.

10. Arquiteto é o profissional que faz edifícios, praças e parques, cuida do patrimônio, planeja a cidade...
Tema: ATRIBUIÇÃO PROFISSIONAL 
- Reconhecer as atribuições legais do profissional arquiteto e urbanista de atuação no projeto e execução de edificações, espaços e equipamentos públicos, projeto urbano, planejamento urbano, patrimônio cultural e natural;
- Valorizar o arquiteto como o profissional que adquire, por formação, a capacidade para propor, em conjunto com outros profissionais e a sociedade, as melhores soluções para a estruturação do espaço urbano em diferentes escalas. 

2 de set de 2012

Ventura


O Timão alvinegro e o Timaço azul ganharam. O poleiro do [ainda] líder voltou a balançar. Quando eu me lembro que Alonso não fez nem a primeira curva em Spa, aí eu me convenço: a tempestade passou, voltou a bonança. Tempo de prosperidade e ventura...

Spa-Francorchamps

Eu gosto desse circuito belga. E a corrida de hoje, em Spa, foi a melhor do ano. A começar, como disse o G1, pelo 'strike' de Grosjean. Com sua lambança monumental, Grosjean roubou o protagonismo do Button e sua monumental performance na Bélgica. Na largada, depois da voadora do piloto da Lotus, ficaram de fora os duelistas Alonso [gostou, Claret?!] e Hamilton; e, de quebra, Perez. Daí em diante, foi uma corrida cheia de ultrapassagens, estratégias bem e mal sucedidas, resultados esperados e inesperados. Mas o que vale mesmo é rever o boliche da largada AQUI.

O francês voador e o pobre espanhol...

Babado forte

A Ilustrada da FSP, de ontem, sábado, trouxe uma matéria curiosa, na pág. E5: Estudo expõe rusgas de Buarque e Freyre - ensaio analisa ruptura entre os autores a partir da supressão de menções ao pernambucano em 'Raízes do Brasil'. Vale a pena a sua leitura AQUI.

[Sérgio Buarque de Hollanda]

'Rumo ao interior'

Toda discussão que temos feito aqui sobre cidades compactas, verticalização, perímetro urbano, adensamento, 'periferização', planejamento urbano etc. etc., tem como pano de fundo o fato de que a pressão de crescimento populacional sobre cidades como Sete Lagoas tem sido crescente. Na audiência sobre a APA Serra de Santa Helena [AQUI e AQUI, por exemplo], quando fui mal interpretado ao defender a verticalização como forma de redução da pressão periférica sobre áreas ambientalmente relevantes, eu cheguei a mencionar que esse não era um problema sete-lagoano, mas que nós reproduzíamos um padrão latino-americano. O relatório da ONU-Habitat, publicado na semana passada, ratificou essa constatação [AQUI]. Nada de novo nisso porque esse não é um problema novo. Nessa mesma linha, o IBGE publicou na sexta, 31, um relatório com estimativas populacionais municipais em 2012 [AQUI] que aponta que os municípios com crescimento mais expressivo estão sendo aqueles com população entre 200 e 500 mil habitantes, como o nosso. Esse fato mereceu, na Folha de ontem, uma manchete precisa, na pág.C5: Cidades de médio porte são as que mais crescem, aponta IBGE. O quadro abaixo esclarece o assunto [não se deixem enganar pela faixa vermelha...]. A versão digital da matéria da FSP pode ser lida AQUI


Resumindo: preparem-se! Lá vem gente...

1 de set de 2012

Quando a política anima a alma

Eu não gosto da política que se restringe à disputa de forças no interior de instituições ou partidos. Eu não gosto da política hermética. Eu não gosto da política personalista. Eu gosto da política quando ela ganha as ruas. Eu gosto da política quando ela arrebata mentes e corações. Quando ela se populariza e defende, coletivamente, um projeto de cidade. Eu gosto da política quando ela nos tira da nossa zona de conforto e nos coloca frente ao outro, nos empurra, nos põe em movimento. Eu gosto da política quando ela nos pega desavisados. Quando você chega a uma audiência e vê que o ‘Acorda Sete Lagoas’ tomou a Casa da Cultura, você sabe, logo, que aquela não será apenas mais uma audiência. Quando você está correndo no meio da rua e encontra o movimento ‘Fora Lacerda’, em BH, você percebe, imediatamente, que os espaços públicos urbanos estão livres e nem Deus os fará reféns da cabeça de um maluco. Quando você, com sua família, vai a um comício, você se dá conta de a política ainda pode ser alegre, mobilizadora, e não apenas uma maquiagem de marketing. Eu gosto da política que anima a alma. Eu gosto da política que lhe diz que um mundo melhor é mais do que possível; um mundo melhor está à mão, está na rua, está na juventude, está nas famílias, está em mim, está em você. Viva a política! Viva a política que liberta e transforma!


'Acorda Sete Lagoas' na audiência sobre a APA Serra de Santa Helena

II Grande Marcha 'Fora Lacerda'

Com a família no Comício Patrus13

Comício Patrus13 com Lula

O discurso de Lula: o primeiro discurso, no primeiro comício após a saída da Presidência e após a superação de sua doença, simbolicamente, em apoio a Patrus, em BH. O comício da arrancada para a vitória. Patrus13! Patrus prefeito!