12 de ago de 2012

Uma fase zen, duas cachaças e um porre

Minha fase zen segue próspera. Uma das suas maiores vantagens tem sido as contas de buteco. Ontem, eu e Tiza fomos ao paraíso que mora aqui ao lado de casa, o Via Cristina e seus mais de 700 rótulos de cachaça. Antes, eu passava a tarde lá, bebendo todas e nada. Agora, cinco cervejas e duas cachaças [para dois...] são suficientes para me colocar em ponto, pra lá do ponto. Saí do Via, na noite passada, depois da gloriosa vitória do glorioso time celeste, em estado lamentável. Além da conta barata, ganhei na conta de farmácia. Nada de lexotan. Cinco cervejas, duas cachaças e dez horas de sono. Para quem nunca dorme nada é uma eternidade. Encontramos lá com o Cacá Brandão que me recomendou uma cachaça baratíssima: a Vargem Grande. Foi uma boa sorte, sobretudo porque a minha Canarinha alçou ao status de impagável. Treze pilas a dose. A Vargem Grande saiu a cinco, de bom tamanho...

Ainda ganhei pela ressaca bem humorada. Tiza ainda não largou do meu pé pelas besteiras que falei, pelos tombos que tomei. Reconheço: graças a Deus, fui miseravelmente ridículo...


Na verdade, meu humor, hoje, é um transbordamento do bom humor da Tiza. Mas ela me deve por isso. É que ela está lendo e se deliciando com o livro que eu e o Bê trouxemos para ela de Paraty: Cyro e Drummond. Ela fica dando gargalhadas. O livro é uma troca de cartas entre duas comadres. Os detalhes são, mesmo, maravilhosos. Para Tiza isso tem um sentido especial: Cyro, o escritor Cyro dos Anjos, amigo de Drummond, autor de 'O amanuense Belmiro' e 'A menina do sobrado', é tio-avô dela. Ele é irmão de vó Elisa, mãe da minha sogra Helena dos Anjos Fernandez. É legal ver a literatura entrando aqui em casa, sem pedir licença, pela porta-sempre-entreaberta-dos-fundos, aquela sem tramela pela qual só entram os da família, os chegados, os queridos...

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