5 de ago de 2012

Remando contra a maré

Vou tocar em um assunto maldito: mensalão! E vou remar contra a maré. De largada, um consenso: acho que todo mundo concorda que, para o bem da democracia brasileira, é fundamental que o 'julgamento da história' faça justiça. Em seguida, uma dissensão: o conceito de justiça está contaminado pelo pré-julgamento; o conceito de justiça não pressupõe o respeito ao contraditório, ele está sendo confundido com uma compulsória e prévia condenação. OK!, eu tenho uma propensão petista e sou suspeito. Lanço mão, então, de dois artigos publicados, hoje, de dois não petistas: Jânio de Freitas, na Folha, e Marcos Coimbra, no Estado de Minas.

Em 'Dois pesos e dois mensalões', Jânio de Freitas apontou uma contradição do ministro Joaquim Barbosa. Barbosa disse que a questão do desmembramento do mensalão já havia sido debatida pelo STF por três vezes. Freitas desmentiu: foram quatro! Na primeira e esquecida dessas vezes, quanto se debateu o mensalão mineiro, a versão inaugural dessa tramoia, o maior tribunal do país tomou medida diametralmente oposta à de quinta-feira: ele aceitou a tese do desmembramento que agora negou. Para tornar os fatos mais suspeitos, o artigo lembrou que, embora seja anterior ao mensalão do PT, o mineiro ainda não tem data para ser julgado e não tem sido objeto das mesmas preocupações quanto ao risco de prescrição. Freitas deixou uma pergunta no ar: 'Por que o tratamento diferenciado?"

Em 'Quem julga?', Coimbra fez uma análise de outra ordem. Abordou o pré-julgamento da grande imprensa que já condenou os réus. Ele foi contundente: "O que a 'grande imprensa' brasileira menos quer é que o Supremo julgue. Ela já fez isso. E não admite a revisão de seu veredicto".

Eu terminei a leitura dos jornais dominicais bastante reflexivo: acho que o país terá que decidir o que realmente deseja entre duas opções. Ou quer justiça, seja qual for a consequência, ou não quer justiça, apenas destilar a ira contra o 'lulopetismo'.

31 comentários:

Zeca Dias Amaral disse...

Olá,

começou o Fla-Flu aqui tb. Que pena.

Esta sua frase, Flávio, "acho que o país terá que decidir o que realmente deseja entre duas opções" é infeliz na medida em que coloca as coisas em termos de certo ou errado. Começa errando ao dizer que o país terá que decidir. Não terá. Quem decidirá é a corte com seus trâmites e que tais. Quando chamado a opinar pelos canais institucionais de que dispõe, o país votou e absolveu o Lula, muito a contragosto das fajutas oposições. Seu raciocínio infantiliza a sociedade, na medida em que subliminarmente introduz um elemento de culpa caso aconteça "A" em vez de "B". Adultos costumam fazer este jogo com crianças na primeira infância, até o dia em que não cola mais.

E esse papo de grande imprensa realmente é quase irritante, porque parte da lógica de que bom seria uma suposta pequena imprensa, é isso? Ou imprensa alguma? Ou melhor ainda, só a oficial? Uma lógica tosca, já no conceito do que seja grande imprensa.

Para não me alongar, nesta altura do campeonato artigos como os do Marcos e do Jânio, altamente simpáticos ao PT, me fazem lembrar os atleticanos que clamam pela compra do resultado do jogo dos 6 a 0 que levaram no último jogo do ano passado. É uma coisa delirante, própria de torcida mesmo.

Quanto a destilar a ira contra o lulopetismo, o que petistas não enxergam, ou não engolem, é que o país não reconhece esta expressão: lulopetismo. Lula aqui PT ali é como raciocina a maioria. E isso incomoda os petistas porque esfrega na cara deles o papel menor que têm tido nestes tempos de céu de brigadeiro.

Abs.

ENIO EDUARDO disse...

Flávio, seja como for, houve ou não houve um esquema de repasses de dinheiro a deputados?

O Mensalão foi uma expressão cunhada pela jornalista Ana Maria Tahan. O Roberto Jefferson a propalou. A metáfora pegou e como pegou . . .

Toda vez que ouço a palavra Mensalão, me vem à cabeça, uma sacola, um saco, um cuecão, uma mala cheia de dinheiro.

Há corruptos e corruptores neste esquema. Muitos deles continuam atuando.

A corrupção não é uma invenção brasileira, mas a impunidade é uma coisa muito nossa viu!

Sinceramente, com Imprensa ou sem Imprensa, acho que uma condenação de todos os envolvidos, seria um grande passo para o Brasil.

Carecemos de decisões mais contundentes diante dos casos de corrupção aos quais nos deparamos.

Precisamos parar de ser coniventes passivos diante da impunidade.

Perdemos a capacidade da Indignação?

Blog do Flávio de Castro disse...

Enio,

Eu não defendo nenhuma impunidade, não relativizo uma vírgula da gravidade do mensalão, nada disso. Você não leu isso na postagem. Apenas defendi que o STF deve fazer 'justiça'.

Não gosto da generalização que você faz: 'acho que uma condenação de todos os envolvidos, seria um grande passo para o Brasil'. Eu não sei o que fez todos os 38 acusados, não sei se são todos efetivamente culpados e, portanto, não sei se TODOS devem ser condenados. Eu acho que a sumarização desse rito, movido por pré-julgamento, não será um grande passo para o Brasil. Ao contrário, o mais isento e sereno julgamento do STF será sim, condenando todos ou não.

Abs, Flávio

Blog do Flávio de Castro disse...

Zeca,

Nenhum Fla-Flu. Aliás, não esperava mesmo uma boa aceitação sua a esse texto...

Não estou infantilizando ninguém, apenas estou lembrando de B, quando só se fala só em A, como um mantra. Exatamente o oposto...

Não estou me inserindo no debate falido sobre cerceamento da imprensa. Sou absolutamente a favor da imprensa 100% livre; mas, sobretudo, sou a favor da minha liberdade de achar que todo veículo tem posicionamento ideológico e que posso repudiá-lo. Algum problema nisso? Veja, por exemplo, o que a Veja fez com Patrus, na semana passada, tentando enrolá-lo num assunto que, em tempo, o TRE já o isentou. Isso é tosco?

Sobre PT ou não PT, você tem todo direito de entender a seu modo...

Para você e para o Enio, um comentário: acho que a capacidade de nos indignar deve ser movida pelo desejo de justiça, não por nenhum outro. Eu nunca vou me esquecer da história da Escola Base de São Paulo, em 1994, condenada injustamente pela imprensa [seja ela grande ou pequena, marrom, preta ou branca...].

O julgamento do mensalão não pode terminar em pizza, nem pode deixar dúvidas quanto aos critérios que utilizou para condenar ou inocentar.

Estou defendendo apenas isso: que o julgamento do mensalão assegure ampla defesa, que se aprofunde no conhecimento dos fatos, que não se deixe levar por nenhuma influência externa e que seja emblemático, por sua máxima independência. Apenas isso...

Zeca Dias Amaral disse...

Olá,
por partes:

Ampla defesa haverá, pois o rito processual a garante. Não é preciso ficar reclamando-a de antemão.

Minha posição era pelo desmembramento.

Gostaria de ver condenados alguns pela obviedade da culpa que têm, mas abro aqui a banca de apostas, que, afinal é o máximo que nos cabe dada a insignificância de nossas posições reais: numa canetada só vão ser absolvidos todos. É a minha aposta. Quem se apresenta?

E, Flávio, se vc já não esperava uma boa aceitação minha a este texto é porque já sabia que sou Fla ou Flu, ou seja, sua lógica é de Fla-Flu.

Abs.

Blog do Flávio de Castro disse...

Zeca,

Acho que nada está garantido de antemão. E, portanto, tudo pode e deve ser reclamado de antemão. A decisão contraditória sobre o desmembramento dos dois mensalões pelo mesmo STF suscita receios fundados.

Aposta. É exatamente o que não quero fazer. Da pizza geral, à condenação do grupo operador e absolvição do grupo político, passando pela condenação dos nomes emblemáticos já ouvi de tudo.

Não esperava sua boa aceitação não porque seja Fla ou Flu, mas porque já é uma tradição desse blog, em qualquer jogo, Zeca ficar contra tudo e todos [rs]...

Juízo.

Flávio

ENIO EDUARDO disse...

Flavio, gostaria muito que houvesse uma condenação de todos os 38. Porém será possível, pois o Procurador Geral isentou dois.

Generalizo, porque não há nenhuma Madre Teresa de Calcutá no meio dos 36.

Além do mais, não creio na inocência de nenhum deles.

Todos sem exceções usurparam e se locupletaram de alguma forma do Poder que exerciam.

Tem outros que fizeram e fazem a mesma coisa.

Mas o momento temos 36 réus e 150 advogados envolvidos na defesa dos mesmos. Só este número nos mostra que não tem nenhum besta nesta história.

ENIO EDUARDO disse...

Errata: . . . será impossível . . .

Zeca Dias Amaral disse...

Olá,
muito feia esta sua maneira de desqualificar inetrlocutor quando contradito. No caso do bicicletário, pra ficar num post mais recente, concordei com vc, garoto esquecido...

E contra tudo e contra todos me coloca vc quando vem com uma afirmação deste tipo. Olha a velhacaria... No post do bicicletário os argumentos em favor do trambolho iam justamente nesta linha.

Abs.

Blog do Flávio de Castro disse...

Enio,

Eu não simplifico nada. Não se trata de 38 condenações. São 38 vezes ene crimes tipificados. É nesse cipoal que a justiça precisa ser garantida. Nesse caso, quero lhe dizer que defendo os direitos humanos em qualquer situação. Acho que usurpadores, locupletadores e bestas, como você citou, também merecem justiça. A justiça não significa uma pena mais branda. Significa uma pena correta. Sinceramente, não me apego à ideia de que todos os 38 devem ser condenados porque sequer sei quem são todos eles e que crime podem ter cometido. Eu continuo afirmando que desejo que se faça justiça de forma, tanto quanto possível, isenta.

Abs, Flávio

Blog do Flávio de Castro disse...

Zeca, que falta de humor!

ENIO EDUARDO disse...

Flávio, os Direitos estão garantidos a eles. Não defendi aqui que eles não deveriam ter os direitos.

Para mim isto é ponto pacífico.

O desejo que tenho que todos sejam condenados, tem haver com a expressão máxima da palavra Desejo. Nem mais nem menos. Desejo e torço, muito embora, acredito que poucos serão condenados.

Assisti a leitura da acusação feita pelo Procurador Geral Gurgel do MPF, bem como a defesa realizada pelos advogados no dia de hoje.

O Teatro está seguindo seu ritual. Acho interessante tudo isto.

Agora, o qualificativo de usurpadores e locupletadores, para mim é fato. Todo esse pessoal manipulou quantidades expressivas de Poder.

Agora, eu disse que não tem nenhum besta nesta história. Então justiça seja feita, qualifiquei-os como Usurpadores e Locupletadores, jamais os qualificaria como bestas.

Acho que "Os Bestializados", parafraseando José Murilo de Carvalho, muitas vezes somos nós, que não manipulamos nem um milésimo da quantidade de Poder que essa gente teve e muitos ainda tem.

Cabe-nos apenas emitir algumas opiniões e ver o que realmente irá acontecer.

Ramon Lamar disse...

Posicionamentos políticos de lado, Flávio, você tem alguma dúvida que os 38 têm culpa no cartório e que existem pelo menos outros 38 que mereciam estar no mesmo julgamento?

Blog do Flávio de Castro disse...

Ramon, sem consultar, você sabe dizer o nome dos 38 acusados e quais crimes cometeu cada um? Eu juro que não sei. Quando digo, portanto, que imagino que todos têm alguma culpa no cartório - e isso é o que todos nós imaginamos -, estou generalizando a partir dos casos emblemáticos, dos mais conhecidos. Há mais um sentimento do que uma certeza, quando respondo a sua pergunta. O que estou dizendo é tão somente que espero que o STF não aja da mesma forma, também movido mais por sentimento do que por certeza.

Mutatis mutandis, imagino que todo mundo faça a mesma generalização para o caso do mensalão mineiro. Imagino que também aí já se intua que todos os 15 envolvidos são culpados. Será que são mesmo? Aí, talvez, a indução de comportamento fique mais evidente. Duvido que qualquer leitor deste blog saiba de cor quais são esses 15, ainda que, de largada, já possa julgá-los culpados.

Blog do Flávio de Castro disse...

Enio,

O que me moveu a escrever esta postagem foi, particularmente, a decisão de não desmembramento do processo. Não porque eu defendesse esse desmembramento [eu não sou advogado e não tenho uma posição técnica a respeito...], mas porque essa decisão marcou um posicionamento contraditório do STF. Essa contradição me diz que não há direitos garantidos, a priori; que o tribunal está ou pode se curvar a pressões...

Nessa linha da aposta, eu não acho que poucos serão condenados; acho que a maioria ou todos serão. Em maior ou menor medida, mas serão. De minha parte, desejo e torço para que seja na medida justa.

Zeca Dias Amaral disse...

Flávio, que falta de lógica!

Zeca Dias Amaral disse...

olá,

sem ironia agora, viu Flávio!

Acho que o jogo está mais ou menos decidido e Delúbio e Marcos Valério vão pagar o pato. São os peões da história.

No campo político, apesar dos trejeitos de ópera bufa, o Roberto Jeferson fez seu papel, como ele mesmo vive repetindo. Melou o Zé Dirceu, livrou o Brasil dele e morreu com ele. Isso, pra turma das arquibancadas do coliseu já está de ótimo tamanho.

A presença do Márcio Tomaz Bastos na defesa do cara do Banco Rural dá uma pista do rumo que as coisas podem tomar. Pesquisem aí e vejam o que ele andou falando.

Vão dar algumas cabeças à audiência e debitar o resto (a absolvição da maioria, leia-se) na conta do procurador que, primariamente alegou que não iria arguir suspeição ou impedimento do ministro Tofoli para não perder tempo. Vai pagar por isso.

Na ponta do lápis, a corte é essa:
11 ministros sendo
6 indicados por Lula
1 por José Sarney
1 por Collor
1 por Dilma e
1 por Fernando Henrique

sendo ainda:
1 ex-candidato a deputado federal pelo PT e
1 ex-advogado do partido

Mas o mais difícil é um procurador conseguir elaborar uma peça processual em que consiga, contra 150 advogados, provar que havia uma quadrilha, articulada e com coordenação.

Abs.

Blog do Flávio de Castro disse...

Zeca, OK, OK, não vou mais remar contra a maré... Se não faço pré-julgamento dos réus, também não faço pré-julgamentos dos ministros. Vou aguardar o final da história.

Geraldo Donizete disse...

Anotem ai:

Vão pegar dois ou três como bois de piranha: Delúbio, M. Valério e outro Mané qualquer. Mais por crime contra o sistema financeiro do que por corrupção.

Os demais, incluindo o chefe Zé Dirceu, serão absolvidos.

O único resultado concreto desta estória é que o PT perdeu, definitivamente, sua aura de partido ético, honesto e renovador.

Então que sejam bem vindos à confraria de Sarney, Collor, Jader Barbalho, Maluf etc. etc.

Anônimo disse...

Se o Fernando Collor de Melo fosse mais profissional, como o pessoal do PT, teria montado um esquema como o mensalão. Ficaria no poder e seria reeleito, com certeza. Ao contrário, foi brigar com os deputados profissionais...

LEANDRO VIANA disse...

Se a sociedade nao se conscientizar da necessidade de uma reforma politica, todo esse espetaculo midiatico sera em vao!
Aposto todas minhas fichas na absolvicao de Ze Dirceu. Li sua defesa no seu blog e vi a leitura da acusacao. Da mesma forma q existe testemunhas q corraboram a tese do mensalao, ha outras q a enfraquece. A materialidade e fragil. Essa e minha opiniao tecnica e juridica.
Com relacao ao crime contra o sistema financeiro (lavagem d dinheiro, caixa 2 em campanha) isso e condenacao certa. Resta comprovar se Delubio entra sozinho como tenta. Acho dificil Genuino se safar dessa.
Marcos Valerio e o presidente do Banco Rural devem levar corrupcao ativa dentre outros.
Com relacao a midia e a incoerencia do STF, concordo com o conteudo dos artigos citados no post. Abs

Blog do Flávio de Castro disse...

Zeca, a propósito, sua soma de ministros da corte não fecha. Vale o reparo: Dilma indicou 2 [Luiz Fux e Rosa Weber] e não apenas 1.

Geraldo Donizete disse...

Leandro:
Caixa dois em campanha já prescreveu. É por isso que todos assumem a autoria ou co-autoria neste crime.

Anônimo disse...

Ênio

Concordo quando você aponta que é um teatro...

Cá pra nós. Talvez seja melhor regulamentar a tal propina chamada mensalão, aí seria menos desgastante para todos nós.

Pracianos

Alguém duvida que tudo terminará em uma enorme pizza?

Ênio, por favor recoloque seu blog no ar...

Um grande abraço
Paulinho do Boi

Blog do Flávio de Castro disse...

Paulinho,

Eu tenho dúvida...

Acho que os comentários aqui vão ao encontro do que se tem falado nas mídias sociais: o 'desejo' de punição ampla, geral e irrestrita aliado ao sentimento oposto de que, na realidade, a coisa não vai dar em nada.

A justiça não está em nenhum desses dois extremos.

Eu quero muito que a decisão do STF seja emblemática. Que responda na 'medida certa' ao tamanho desse escândalo, que se imponha como uma jurisprudência severa para casos iguais, e que mostre isenção ao não se deixar pautar pela imprensa ou o que seja.

Ramon Lamar disse...

Flávio,
esse argumento de "citar todos os nomes de cor" é, desculpe, ridículo. Seria como você pedir para eu citar todos os deputados federais que estão respondendo por crimes ambientais. Maneira de sair pela tangente.
Mas lembro que todos foram, na época, indiciados por motivos muito fortes. E alguns ficaram de fora. Anos depois é fácil posar de bom mocinho... a estratégia de "dar tempo" dá algum resultado.
Quanto ao mensalão mineiro (ou mensalinho), também duvido que tenham sido indiciados sem que houvesse provas ou fortes indícios.
Mas quem for inocente (no mensalão ou no mensalinho) terá que provar sua inocência e não argumentar que o outro poleiro é mais sujo.
Quanto à imprensa, com certeza ela dá grandes mancadas, mas acho que a "medalha de ouro", sem dúvida, fica para a classe política, em ambos os casos com raras exceções.

Marcio disse...

Ficam as perguntas:
- se o rito processual garante isenção e justiça, porque desmembraram e retardam o mensalão tucano e não o fizeram com o petista???

- porque a mídia ignora o tucano e exacerba o petista???

Zeca Dias Amaral disse...

Olá,

quem disse, ou melhor, desde quando rito processual é garantia de isenção e justiça? Não é nem nunca buscou ser e sequer existe relação entre uma coisa e outra.

A mídia é muita gente, cara-pálida. Poupe-nos dos chavões do tipo chavistas (com trocadilho, por favor).

E, a propósito, a capa da revista Piauí (mídia importante) do mês de agosto é justamente sobre o mensalão mineiro e os motivos que fazem um andar e outro não. Aqui tem razão de ser seu questionamento. Ainda não li, mas arrisco recomendar, pela credibilidade do veículo.

Quanto a exacerbar um mensalão e ignorar o outro, as razões provavelmente têm relação com os mesmos motivos que levam Tiririca a ser manchete nacional e Lico (vereador daqui, conhece?) não ser. Questão de relevância territorial, entende?

Abs

PS. Flávio, vc pesquisou a possibilidade de se ter ferramentas para desenhar no blog?

ENIO EDUARDO disse...

Caro Paulinho, na realidade tirei o Blog do ar e comecei a construção de outro Blog na plataforma wordpress.

Passe lá é dê uma vistinha: http://enioeduardo.wordpress.com/

Agradeço o apreço e a recíproca é verdadeira.

Blog do Flávio de Castro disse...

Ramon, quando perguntei os nomes não queria fazer um teste ridículo. Jamais o trataria como um idiota. Quis apenas ilustrar uma outra coisa, perguntando o que pergunto para mim mesmo: se eu sequer sei - fora os grandes nomes - quem é quem, porque desejo uma condenação generalizada? Indiciamento aponta indícios, não prova nem condena. Senão não haveria razão para julgamento, não é mesmo?

De toda forma, não disse, em nenhum momento, que relativizo os indícios e quero uma pena menor. Eu vou repetir o que já disse: eu desejo que o STF julgue de uma forma que seja inquestionável, a mais isenta possível. Para o bem do país, para que seu julgamento seja exemplar, ele precisa mostrar que não se deixa levar por nenhuma pressão, nem pela que quer uma grande pizza nem pela que quer uma grande fornalha. Só isso...

Ramon Lamar disse...

Ah bão... então tá!