17 de ago de 2012

'Cidade Aberta'

Endereço errado

Em Sete Lagoas, as eleições não tem sido um mecanismo eficaz para modernização do setor público. Salvo exceções pessoais, a cada quatro anos, ao invés de avançar, a Prefeitura e a Câmara retrocedem. Outros atores sociais precisam entrar no jogo e impulsionar o mundo público na direção da inovação. Esse é o tema da coluna Cidade Aberta, no SETE DIAS. Leiam AQUI.

9 comentários:

Anônimo disse...

Nao sei se é o endereço que está errado ou o mecanismo. Essa me parece a condição da maioria das cidades . Ou não?
ZJ

Blog do Flávio de Castro disse...

ZJ,

Acho que temos que procurar por inovação aonde ela está e transportar para aonde queremos...

Anônimo disse...

Flavio
Concordo integralmente com seu artigo. O que fico questionando é o modelo de representação municipal que possibilita a escolha de câmaras sem capacitação para decisões fundamentais na política municipal que requerem conhecimento (mais uma vez o conhecimento), percebida desde os grandes centros ate as pequenas cidades. O retrocesso que você cita em 7 lagoas é geral.
ZJ

LEANDRO VIANA disse...

Flávio, esse tema da inovação na administração pública é interessante e vejo uma dificuldade na cidade de articulação entre o gestor público e a sociedade. A Unifemm tem um potencial grande e ainda pouco aproveitado em expressar e organizar as diferentes vozes sociais e essa realidade local.

O Ministério da Saúde tem, desde 2007, uma política de práticas integrativas e complementares ao SUS, no campo da atenção básica. Essa política nasceu justamente de práticas inovadoras no âmbito municipal e incorpora de forma sistematizada a fitoterapia, acumpuntura e terapia termal no sistema público.

A idéia das farmácias vivas onde os profissionais do PSF são capacitados em fitoterapia e os medicamentos são produzidos a partir de plantas medicinais cultivadas em horta local, com todo rigor científico, e distribuidos aos pacientes nasceu em Fortaleza, onde conta com todo o suporte técnico da universidade local.
abs

Anônimo disse...

Muito bom o seu texto nesta edição do Sete Dias, Flavio.
Mas o que me chamou a atenção foi a entrevista do candidato Emilio à Prefeitura de Sete Lagoas.
Quanta humildade!!!
As perguntas que ficam são:
1- Qual a identidade/afinidade dele com o PT?;
2- E quais são os "conteúdos programaticos" que os unem?
Pelo teor das respostas parece que o PT Nacional obteve uma "quase" Concessão Divina.
Lula que se cuide.
Emilio chegou!!!

Blog do Flávio de Castro disse...

ZJ,

Se o caso de Sete Lagoas servir de exemplo, o que eu acho pior é a absoluta falta de capacidade técnica da Câmara, onde não se tem assessorias minimamente qualificadas para o tratamento de temas centrais da administração pública como saúde, educação, políticas urbanas etc. Nada! Se houvesse assessorias técnicas temáticas com servidores de carreira, aí sim, não haveria tanto problema o processo eleitoral produzir vereadores políticos com gabinetes também políticos. Não havendo, tem-se um problemão: ainda que haja exceções individuais, resta uma Câmara desqualificada, entregue a um clientelismo desenfreado...

Blog do Flávio de Castro disse...

Leandro, eu estou muito convencido disso: não há inovação sem a presença de centros de conhecimento. Eles podem não ser suficientes, mas são necessários. Acho que em Sete Lagoas trabalhamos pouco com arranjos interinstitucionais...

Blog do Flávio de Castro disse...

Anônimo,

Eu estou lendo com interesse as entrevistas do SD com os candidatos. Ao final, quero fazer um artigo analítico sobre elas; não pessoal, mas, globalmente, sobre o que elas apontam...

ENIO EDUARDO disse...

Caro Anônimo é importante entender a dinâmica da política. Li a entrevista do Márcio e a do Emílio e lerei a dos demais.

Todos são candidatos e ponto.
O que quero dizer com isto?

Apenas que cada um a seu modo, se apresenta dizendo-se que é o melhor para governar a cidade.

Não vi nada de estranho na entrevista do Emílio. Dizer que conhece a cidade melhor que os outros?

Você queria o quê? Que ele não falasse assim?
Que tipo de humildade a que você se refere?

Quanto ao PT, acho que o partido se uniu ao PSB em busca daquilo que o Diretório interpretou ser o melhor para ele.

O Emílio registrou uma proposta para Governar Sete Lagoas. O Jamilton, seu vice, anda conversando com diversos setores para complementar essas propostas. Tudo normal até aí.

Mas me parece que o debate político local (caso tenha), passa por outras questões.
A cidade vive uma fase completa de obscuridade na implantação de políticas públicas que sejam mais cidadãs e que tenha o conjunto da sociedade como foco. São inúmeros interesses mesquinhos que chegam antes daquilo que realmente interessa.

É difícil enxergar claramente quais os caminhos que serão tomados.
A campanha que seria de 3 meses, caiu para 45 dias. O formato das eleições atualmente, favorecem apenas aqueles que de alguma forma são conhecidos. Novos atores não costumam, neste formato, reunir as condições para entrar em cena e disputar verdadeiramente os corações e mentes dos setelagoanos.

Pararaseando o Flávio, perguntaria a você: Neste "Cipoal" político brasileiro, qual é a verdadeira identidade dos partidos políticos?

Como membro do PT que fui por mais de duas décadas, posso dizer de algumas identidades às quais me filiei dentro do partido: à dos movimentos sociais, das liberdades democráticas, dos direitos humanos, da igualdade racial, da igualdade de gêneros, da participação popular e por aí vai.

Mas o dilema do Poder passa também por outras pairagens, algumas passam longe do conhecimento e do interesse popular, infelizmente.

O conteúdo das propostas que o Emílio registrou é que une sua candidatura ao PT. Nem mais, nem menos. Não existem ingênuos na política, existem interesses e acordos. Este é o sentido desta aliança e acredito ser das demais candidaturas colocadas.

É justamente o conteúdo dos acordos que deveriam ser desvendados no decorrer da campanha e dos debates que poderão vir neste período.