18 de jul de 2012

‘Sobre as nossas Câmaras Municipais’

Trecho de artigo do ex-prefeito do Rio, César Maia, na folha de São Paulo, de domingo:

“Elas [as Câmaras Municipais] contavam com vereadores de bairro, vereadores temáticos, vereadores ideológicos, além dos da tradicional clientela. Com o tempo, os ideológicos foram desaparecendo. Os comunitários -...-, reduzidos (...). Com os temáticos aconteceu a mesma coisa (...). Hoje, quase todos os vereadores são de clientela, com seus centros sociais e seus favores. (...). Em geral, não exercem o poder que têm no processo legislativo, mas buscam usar o voto para conseguir apoio para as suas ações de clientela”.
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Ao falar do Legislativo carioca ele não parece descrever, com absoluta fidelidade, a Câmara de Vereadores de Sete Lagoas, com exceção de dois ou três de seus membros?

6 comentários:

Edson disse...

Caro Flávio:
Só para complementar, o orçamento da prefeitura para o próximo ano é de cerca de 550 milhões, o que significa cerca de 33 milhões de reais para a Câmara (6%).
Este valor é maior que o FPM de muitos municípios por aí e não temos nenhuma prestação de contas.
Acho que é um bom tema para discussão.
Será realmente necessário tanto dinheiro para o Legislativo?
Abs

Blog do Flávio de Castro disse...

Edson, você tem razão: é um bom tema para discutirmos. Uma pergunta: por que o Executivo é obrigado a trabalhar com planejamento, metas etc, e a Câmara pode dar-se ao direito de fatiar seu orçamento e usá-lo de forma 'pessoal' e sem nenhuma transparência? Sequer estruturar Câmaras Técnicas para dar suporte coletivo aos vereadores e constituir um trabalho sistêmico, de mais qualidade se faz... Além da pergunta sobre a necessidade de tanto dinheiro, vale uma segunda: tanto dinheiro pra quê? Abs, Flávio

Edson disse...

Flávio,
Seria interssante comparar o orçamento da Câmara com o orçamento das diversas secretárias.
Tenho a impressão que deve ser de indignar.
Abs

Edson disse...

Coincidentemente veja a manchete do Sete Dias.

Blog do Flávio de Castro disse...

Edson,

[1] A matéria do SETE DIAS é curiosa. Não apenas pelo aumento de patrimônio de alguns - que, a propósito, deviam vir a público esclarecer a questão, especialmente o vereador Dalton, cujo trabalho admiro -, mas pelo decréscimo do de vários outros. Não é curioso o patrimônio de um vereador cair de R$ 3,8mi para R$ 1,5mi? E o de outro, de quase 500 mil para menos de 300? Vou ser sincero: não acredito nada nessas declarações. Para acreditar, eu queria saber, também e no mínimo, como foram as variações dos patrimônios familiares. Se bem que se alguém quer esconder alguma coisa, estratagemas para isso não faltam...

[2] Prometo fazer aqui uma postagem comentando o orçamento municipal, apontando, por exemplo, a relação entre o da Câmara e de várias secretarias...

Abs, Flávio

Luciano Gonçalves (Barreiro) disse...

Senhores, nosso legislativo não mais capacitado por pura falta de ação dos edis... um legislativo forte se faz com inovação e vontade... o que vemos hoje e apatia e desprezo para com a população...
#LegislativoForteSoComMudança