25 de jul de 2012

Obras sustentáveis

Vejam aí duas dicas de sites interessantes sobre sustentabilidade: 'obras sustentáveis', uma fanpage no Facebook; e 'The family handyman'. O esquema abaixo de aproveitamento de água de chuva é um exemplo bacana. Está AQUIHow to build a rain barrel - build it yourself for less than $100:

14 comentários:

Ramon Lamar disse...

Flávio, você deveria ter assistido as apresentações de final de semestre dos alunos do primeiro período (primeiro período!) de Engenharia Ambiental da FASASETE. Eu fiquei de bobeira. Diversas sugestões para construções ambientalmente sustentáveis e em projetos "populares". Muito interessante.

ENIO EDUARDO disse...

Em uma cidade em que havia 63.111 unidades habitacionais em 2010, enquanto deveria ter 70.388 naquele ano e 75.316 em 2012.

7.277 - Defasagem de Domicílios em Sete Lagoas em 2010.

4.187 - Déficit Habitacional - População de Interesse Social em 2010.

3.090 - Déficit Habitacional – População renda acima de 3 salários míninos em 2010

11.781 - Domicílios Alugados em Sete Lagoas - 2010.

4.148 - Domicílios Cedidos em Sete Lagoas - 2010

678 - Domicílios Cedidos pelo Empregador - 2010.

3.469 - Domicílios Cedidos de Outras Formas - 2010.

Vocês acreditam mesmo, que estas soluções ambientalmente sustentáveis podem fazer frente a esses desafios em Sete Lagoas?

Se a resposta for positiva, qual seria a melhor sugestão?

Fico aqui pensando, qual seria a saída para Sete Lagoas?

Como propostas factíveis convenceriam o futuro Governante da Cidade?

Porque não abrir um debate detalhado e comprometido sobre a questão habitacional em Sete Lagoas?

ENIO EDUARDO disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
ENIO EDUARDO disse...

Habitação de Interesse Social em Sete Lagoas - Déficit e Inadequação Habitacional.

Linhas Programáticas:

PROVISÃO HABITACIONAL
Produção Habitacional - 4.102 - Custo Total: R$ 213.304.000

Programa de Reassentamento - 831 - Custo Total: R$ 27.078.000

Aluguel Social - 1142 - Custo Total: R$ 5.500.000

Acompanhamento Pré e Pós Morar - Custo Total: R$ 5.000.000

INTERVENÇÕES EM ASSENTAMENTOS PRECÁRIOS

Intervenção Estrutural e Integrada - Urbanização Complexa e Simples - 4.308 - Custo Total: R$ 55.000.000

Regularização Fundiária - 13.725 - Custo Total: 10.000.000

Programa Estrutural em Área de Risco - 12 - Custo Total: R$ 40.000.000

APOIO À AUTOPROMOÇÃO DA MORADIA

Melhorias Habitacionais - 4.484 - Custo Total: R$ 16.000.000

Assistência Técnica - Apoio à Melhoria Habitacional e Apoio à Regularização de Edificações - 10.952 - R$ 10.000.000


Caríssimos Ramon e Flávio, este assunto (Habitação), estudo há anos. Sou muito favorável a soluções sustentáveis. Porém tem que ser exeqüíveis. Os números que apresento são os mais atuais em se tratando de Sete Lagoas.

Vejam que se trata de um problemão. Diante deste quadro vocês acham que há realmente soluções sustentáveis a curto prazo para a resolução deste problema? Entenda curto prazo algo como 10 anos.

Lembro que estes números acima tratam apenas de Habitação para a população de interesse social, ou seja, estamos falando de famílias que ganham até 3 salários. Estas famílias esperam por soluções, pois a necessidade urge todos os dias em suas vidas.

E para o restante das famílias que estão acima de três mínimos? Não caberia propostas em que investidores privados pudessem em conjunto com o poder público propor soluções viáveis e exeqüíveis? Como isso seria regulado e articulado?

Desculpem-me a sinceridade, apesar de ver com bons olhos propostas como a deste post, ou mesmo como o projeto Arquitetura Popular do Vereador Dalton, é necessário debruçarmos diante dos problemas de forma mais completa. E esta forma deveria contemplar todos os aspectos do problema.

Não estaria na hora de chamarmos um debate com os pré-candidatos a prefeito sobre esta questão?

O UNIFEMM não poderia organizar este debate? Um debate em que os candidatos primeiramente ouvissem e onde os dados pudessem ser apresentados e depois que fossem questionados sobre como eles encarariam o problema?

Vocês que atuam no UNIFEMM não estariam dispostos a organizar este debate?

Da minha parte, me coloco à disposição para apresentar o estudo completo que realizei.

Abraços.

Blog do Flávio de Castro disse...

Enio,

Eu não entendi porque você misturou esses assuntos. Uma coisa é o problema habitacional, outra são esses projetos pilotos, 'faça você mesmo', projetos alternativos, que são muito bacanas e devem ser incentivados, como o Ramon exemplificou. [Lembrando que soluções sustentáveis replicáveis nascem de projetos pilotos, inventivos etc. As soluções de aquecimento solar, por ex., que estão sendo aplicadas em alguns empreendimentos habitacionais nasceram assim, não foi?].

Como responder à sua pergunta: "diante deste quadro vocês acham que há realmente soluções sustentáveis a curto prazo para a resolução deste problema?" Uai, que eu saiba caixas de aproveitamento de água de chuva não se prestam a resolver problemas habitacionais. O que uma coisa tem a ver com a outra?

A propósito, sobre a questão habitacional, permita-me fazer-lhe uma pergunta ou mais: qual foi o desfecho do PLHIES que você coordenou junto com a Habitat? Por que esse plano não foi divulgado amplamente, especialmente o seu diagnóstico e as suas proposições? Eu fui à audiência pública e depois não vi nada público. E asseguro-lhe que procurei acompanhar o processo e ter informações. E não consegui. Aquela não era uma oportunidade de se fazer esse debate que você propõe? Você acredita mesmo que em período eleitoral alguém discute e fala coisa com coisa?

Blog do Flávio de Castro disse...

Enio,

Sobre o UNIFEMM, eu estou em período de férias e não posso me comprometer a conduzir internamente esse assunto...

Mas a propósito disso, quero lembrar apenas uma coisa: nas eleições passadas, o UNIFEMM, envolvendo diversos profissionais sérios, propôs uma agenda mínima para Sete Lagoas. Todos os candidatos se comprometeram a levá-la adiante. Acho que nenhum deles se lembra disso. E se lembrar, duvido que se lembre de uma única proposta dessa agenda.

Digo isso para esclarecer a minha última frase no comentário anterior. Eu acho importantíssima a discussão que você propõe, mas acho que ela deve ser feita independentemente do calendário eleitoral. Duvido que, em Sete Lagoas, esse assunto seja aprofundado durante a campanha. A retórica eleitoral em SL é movida por outros elementos muito mais 'emblemáticos' do que programáticos...

ENIO EDUARDO disse...

Flávio, apenas aproveitei a oportunidade deste post para introduzir o assunto. Nada contra às idéias sustentáveis, muito pelo contrário.

Quanto ao PLHIS, foram realizadas três audiências no final do Ano passado e reuniões com o Conselho de Habitação. Coordenei o Diagnóstico e apresentei a metodologia. A última Etapa está sendo realizada por outros técnicos da Habitat. Preferi sair de cena, principalmente por causa do Período Eleitoral.
O Diagnóstico encontra-se na CAIXA para avaliação e posterior aprovação.

Há muito o que fazer ainda e isto depende de decisões políticas.

Mesmo os políticos não querendo debater este assunto, acho que deveríamos instigar alguns debates importantes e a melhor forma de provocar que eles falem sobre esses assuntos são nos Debates que devem ocorrer durante o processo.

No mais concordo com você, acho que eles ficariam na retórica. Mas vamos manter a chama do debate sobre a questão urbana acessa. Independente do processo eleitoral, acho que deveremos promover fóruns de debates sobre as questões urbanas. Habitação é apenas um item desta Agenda, muitos outros elementos devem ser debatidos e colocados em questão.

ENIO EDUARDO disse...

No mais, o ecletismo desta praça é que possibilita atravessar o samba. Você não acha?

Ramon Lamar disse...

Ênio, também não entendi nada!!! Até tomei um susto...

Ramon Lamar disse...

Assustei por causa dessa frase sua:

"Vocês acreditam mesmo, que estas soluções ambientalmente sustentáveis podem fazer frente a esses desafios em Sete Lagoas?"

Isso não é atravessar o samba. É tocar tango na quadra da Estação Primeira de Mangueira!!!

Ramon Lamar disse...

Já que é para atravessar o samba, como fica a questão dos domicílios vagos?

Sete Lagoas - MG Censo 2010 - Primeiros Resultados

* Total da população: 214.071 habitantes
* Total de homens: 103.912
* Total de mulheres: 110.159
* Total da população urbana: 208.879 pessoas
* Total da população rural: 5.192 pessoas
* Total de domicílios particulares: 70.907
* Total de domicílios particulares ocupados: 62.736
* Total de domicílios particulares não-ocupados fechados: 430
* Total de domicílios particulares não-ocupados de uso ocasional: 2.316
* Total de domicílios particulares não-ocupados vagos: 5.425
* Total de domicílios coletivos: 125
* Total de domicílios coletivos com morador: 40
* Total de domicílios coletivos sem morador: 85

Ramon Lamar disse...

Aliás, os dados do total de domicílios difere do divulgado pelo Ênio. Resultados preliminares? Qual a explicação?

Blog do Flávio de Castro disse...

Enio,

100% de concordância com relação a "vamos manter a chama do debate sobre a questão urbana acessa. Independente do processo eleitoral, acho que deveremos promover fóruns de debates sobre as questões urbanas. Habitação é apenas um item desta Agenda, muitos outros elementos devem ser debatidos e colocados em questão"...

ENIO EDUARDO disse...

Ramon, desculpe a provocação. É que a Praça está quieta, parada, muito tranqüila até. Temos botar um gás para queimar aqui de vez em quando.

O total de Domicílios é o que consta do Censo 2010.

Mas vamos enfrente. . .